(James Cameron volta a Pandora com imagens impressionantes, mas uma história que gira em círculos)
By: Alan David
Que Avatar é uma franquia multibilionária, isso ninguém discute. O primeiro filme fez quase 3 bilhões de dólares; o segundo ultrapassou a marca de 2,3 bilhões; e esse terceiro, Avatar: Fogo e Cinzas, já passou de 1 bilhão de dólares em bilheteria. Diante disso, discutir a eficiência da franquia ou o gosto do público, principalmente quando falamos de bilheteria mundial, é bater murro em ponta de faca.
Avatar: Fogo e Cinzas segue praticamente do ponto em que O Caminho das Águas terminou. Acompanhamos novamente Jake Sully (Sam Worthington), Neytiri (Zoë Saldaña) e sua família convivendo com o novo povo apresentado no filme anterior, agora com Spider (Jack Champion) ainda mais inserido nesse núcleo. É justamente a presença dele que serve como principal justificativa para a caçada incessante do Coronel Quaritch (Stephen Lang) e das forças militares — algo que se repete exaustivamente ao longo do filme.
E aqui já entra um dos maiores problemas: Spider é um personagem que não funciona. Ele é caricato, destoante, engessado, e parece existir unicamente para movimentar o roteiro e justificar os ataques do Coronel e a evolução ex-machina da filha mais velha do casal protagonista, Kiri (Sigourney Weaver). O arco que ele desenvolve durante o filme já era previsível e, ao invés de aprofundar o personagem, só o torna ainda mais visado, reforçando essa sensação de artificialidade narrativa em prol de outros desenvolvimentos.
O filme também apresenta um novo povo, os chamados saqueadores. Há uma personagem forte entre eles, Varang (Oona Chaplin), com uma presença marcante e potencial de grande antagonista, mas que, ao longo da trama, vai perdendo força, impacto e maldade. Isso acontece porque, no fim das contas, o grande vilão da franquia continua sendo o próprio Coronel — e o roteiro até tenta criar nuances, sugerindo que ele pode estar mudando, mas essa falsa ambiguidade se repete diversas vezes e nunca se concretiza de fato.
Narrativamente, Fogo e Cinzas sofre do mesmo mal recorrente da franquia: repetição. O filme pega um único plot e o executa várias vezes da mesma forma. É sempre o mesmo ciclo: caça, captura, fuga; caça, captura, fuga — repetido quatro, cinco, seis vezes ao longo de mais de três horas de duração. Soma-se a isso o retorno dos monstros marinhos, que já haviam sido explorados em O Caminho das Águas e aqui não acrescentam nada de realmente novo ou interessante, novamente, para impulsionar a história do filho de Sully, Lo'ak (Britain Dalton).
Avatar é um filme muito pessoal nesse sentido: você precisa comprar Pandora, comprar esse universo, essa lógica e esse tipo de narrativa. E, sinceramente, eu não compro. Visualmente, o filme é impecável — ele não cansa os olhos, não desagrada esteticamente. Mas, com meia ou uma hora, já fica claro qual será o caminho da história, e isso se arrasta por três horas e quinze minutos.
A recompensa vem apenas no final, com uma batalha derradeira bem construída, mas que acontece muito tarde. Você passa horas esperando por esse momento. O filme consegue fechar alguns arcos, mas deixa pontas soltas de maneira muito conveniente, facilitando futuras continuações. Inclusive, essa ideia de que James Cameron “não sabe se vai continuar” soa quase como encenação: o filme já se pagou com folga, e os dois principais elementos que colocariam novamente a família Sully em perigo não foram encerrados de forma definitiva.
Sinopse:
Após a devastadora guerra contra a RDA e a perda do seu filho mais velho, Jake Sully e Neytiri devem enfrentar uma nova ameaça: o Povo das Cinzas, uma nova e agressiva tribo Na’vi, conhecida por sua violência extrema e sede de poder. O misterioso clã é composto por guerreiros que controlam o fogo e cuja lealdade pode desequilibrar o destino do planeta. Direção: James Cameron. Distribuição nos cinemas pela Disney Brasil.
Nota: Bom: 3,5/5
A história de Pandora, os seres azuis e tudo o que envolve essa produção de James Cameron podem até dividir opiniões, mas chamar a franquia de “ruim” ignora completamente o impacto que ela tem no público global. Avatar é um sucesso. O terceiro filme já se pagou, o que praticamente garante a continuação da saga até o quarto e o quinto longa — exatamente como Cameron prometeu, afirmando que consegue fechar toda a história em cinco filmes.
Resta ver como isso vai se desenrolar daqui pra frente. Especificamente em Fogo e Cinzas, existem peculiaridades e repetições narrativas que já vimos antes, mas, ao que tudo indica, isso não incomoda o público. Todo mundo vai assistir Avatar. Seja pelo peso do nome, seja pelos efeitos especiais impressionantes ou pela promessa constante de James Cameron de apresentar novas tecnologias e experiências visuais que elevam o espetáculo.
No fim das contas, Avatar é uma franquia de sucesso, gostando você ou não. Eu, sinceramente, não compro totalmente a história de Pandora, mas isso não muda o fato: estamos falando de uma baita franquia, gigantesca, relevante e absolutamente dominante no cinema mundial.
Resta ver como isso vai se desenrolar daqui pra frente. Especificamente em Fogo e Cinzas, existem peculiaridades e repetições narrativas que já vimos antes, mas, ao que tudo indica, isso não incomoda o público. Todo mundo vai assistir Avatar. Seja pelo peso do nome, seja pelos efeitos especiais impressionantes ou pela promessa constante de James Cameron de apresentar novas tecnologias e experiências visuais que elevam o espetáculo.
No fim das contas, Avatar é uma franquia de sucesso, gostando você ou não. Eu, sinceramente, não compro totalmente a história de Pandora, mas isso não muda o fato: estamos falando de uma baita franquia, gigantesca, relevante e absolutamente dominante no cinema mundial.
E aqui já entra um dos maiores problemas: Spider é um personagem que não funciona. Ele é caricato, destoante, engessado, e parece existir unicamente para movimentar o roteiro e justificar os ataques do Coronel e a evolução ex-machina da filha mais velha do casal protagonista, Kiri (Sigourney Weaver). O arco que ele desenvolve durante o filme já era previsível e, ao invés de aprofundar o personagem, só o torna ainda mais visado, reforçando essa sensação de artificialidade narrativa em prol de outros desenvolvimentos.
O filme também apresenta um novo povo, os chamados saqueadores. Há uma personagem forte entre eles, Varang (Oona Chaplin), com uma presença marcante e potencial de grande antagonista, mas que, ao longo da trama, vai perdendo força, impacto e maldade. Isso acontece porque, no fim das contas, o grande vilão da franquia continua sendo o próprio Coronel — e o roteiro até tenta criar nuances, sugerindo que ele pode estar mudando, mas essa falsa ambiguidade se repete diversas vezes e nunca se concretiza de fato.
Narrativamente, Fogo e Cinzas sofre do mesmo mal recorrente da franquia: repetição. O filme pega um único plot e o executa várias vezes da mesma forma. É sempre o mesmo ciclo: caça, captura, fuga; caça, captura, fuga — repetido quatro, cinco, seis vezes ao longo de mais de três horas de duração. Soma-se a isso o retorno dos monstros marinhos, que já haviam sido explorados em O Caminho das Águas e aqui não acrescentam nada de realmente novo ou interessante, novamente, para impulsionar a história do filho de Sully, Lo'ak (Britain Dalton).
Avatar é um filme muito pessoal nesse sentido: você precisa comprar Pandora, comprar esse universo, essa lógica e esse tipo de narrativa. E, sinceramente, eu não compro. Visualmente, o filme é impecável — ele não cansa os olhos, não desagrada esteticamente. Mas, com meia ou uma hora, já fica claro qual será o caminho da história, e isso se arrasta por três horas e quinze minutos.
A recompensa vem apenas no final, com uma batalha derradeira bem construída, mas que acontece muito tarde. Você passa horas esperando por esse momento. O filme consegue fechar alguns arcos, mas deixa pontas soltas de maneira muito conveniente, facilitando futuras continuações. Inclusive, essa ideia de que James Cameron “não sabe se vai continuar” soa quase como encenação: o filme já se pagou com folga, e os dois principais elementos que colocariam novamente a família Sully em perigo não foram encerrados de forma definitiva.
No fim, Avatar: Fogo e Cinzas é mais um filme ok dentro da franquia. Um espetáculo visual belíssimo, com uma história mediana, extremamente repetitiva, mas que entrega uma boa batalha final. Avatar é isso: funciona, é tecnicamente impressionante, mas agrada de verdade apenas quem já comprou esse mundo e essa história de Pandora.
Após a devastadora guerra contra a RDA e a perda do seu filho mais velho, Jake Sully e Neytiri devem enfrentar uma nova ameaça: o Povo das Cinzas, uma nova e agressiva tribo Na’vi, conhecida por sua violência extrema e sede de poder. O misterioso clã é composto por guerreiros que controlam o fogo e cuja lealdade pode desequilibrar o destino do planeta. Direção: James Cameron. Distribuição nos cinemas pela Disney Brasil.
Nota: Bom: 3,5/5
Imagens para divulgação fornecidas por assessorias ou retiradas da internet aberta dada os devidos créditos
____________________________________________________________________
Dúvidas, sugestões, parcerias e indicações: contato.parsageeks@gmail.com


0 Comments:
Postar um comentário