segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Cinema 535# Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald

Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald (Fantastic Beasts: The Crimes of Grindelwald)


Após os eventos do filme de 2016, Grindelwald (Johnny Deep) foge enquanto era transferido para uma prisão de segurança máxima e começa a recrutar seguidores para seu ideal de supremacia dos bruxos sobre os não mágicos, sendo que ele tem um interesse especial de trazer Credence (Erza Miller) para seu lado, o detentor do Obscurus não morreu e está cada vez mais confuso sobre sua origem e poder. Em Hogwarts o jovem Dumbledore (Jude Law) pede à Newt Scamander (Eddie Redmayne) para encontrar Credence antes de Grindelwald em Paris. Para essa nova aventura ele vai ter ajuda outra vez de Jacob (Dan Fogler) e da Tina (Katherine Waterston). Além disso, teremos Queenie (Alison Sudol), Leta Lestrange (Zoë Kravitz), Theseus Scamander (Callum Turner), Nagini (Claudia Kim), Yusuf (William Nadylam) e Nicolas Flamel (Brontis Jodorowsky) que estão nessa aventura, alguns para ajudar e outros para atrapalhar a missão de Newt. O Wizard World de J. K. Rowling está de volta e novamente com a direção de David Yates (dirigiu todos os filmes do mundo Harry Potter desde A Ordem da Fênix). Produção e Distribuição da Warner Bros.


Dessa vez a história expandiu demais, a inclusão de muitos elementos do mundo Harry Potter, somado a muitas subtramas deixaram o roteiro em si meio espaçado. Como ritmo de trama ficou meio truncado, muitas coisas acontecendo e pouco tempo para desenvolve-las, além de algumas decisões sobre alguns personagens meio questionáveis. Primeiro a Queenie aonde sua personalidade mudou, logo na primeira cena com Jacob e Newt você já nota algo errado que vai se confirmando durante a trama dela, virou uma nova pessoa do nada. Em segundo temos Credence, gosto do Erza Miller, mas em Animais Fantásticos não funciona, ele não consegue atuar bem nesse papel e seu personagem deveria ter encerrado sua jornada no longa anterior, eles desconstruiram sua origem e montaram outra agora, para depois destruir novamente e   deixando uma confusão enorme, que ficará maior no final do filme você verá. Terceiro é a Leta Lestrange criaram todo uma estrutura para a jornada dela que ficou estranha e só enxertou mais a história, são os três pontos que me chamaram atenção negativamente, agora vamos as partes que não estragam o filme, mas não somam muita coisa. Parecia que teríamos algo mais impactante, pois são mais de 2 horas que não cansam devido ao visual e você querer saber aonde vai dar tanta histórias em paralelos, mas com um final que rodou rodou e pouco contribuiu para algo relevante, a não ser algumas perguntas sobre elementos que foram adicionados, então espera-se que nos próximos três filmes a coisa ande, pelo menos no Onde Habitam foi tudo fechadinho e conciso dentro da jornada de Newt, que nesse são tantas coisas acontecendo que ele não acrescenta muito pois até sua história com seu irmão (Theseus) não teve muito tempo de tela devido à tantos personagens sendo desenvolvidos, sua diferença como protagonista em Os Crimes de Grindelwald é levar o Pelúcio sempre com ele (precisará assistir para entender do que eu falei agora rs).


O pior de ter muitas de coisas acontecendo em paralelo que uma hora vai ter que juntar tudo e se faz isso... mas de uma forma brusca demais, dando a nítida impressão que no corte final deixaram cenas de fora. Para não ser chato, vamos as coisas boas... Johnny Deep aprovado como Grindelwald,  Dan Fogler é incrível como o carisma do seu Jacob funciona não só nas cenas com Newt, Jude Law achei que iria se destacar mais e não acontece, muito é culpa da trama do seu personagem nesse filme que atrapalha contribuir melhor para a aventura de Newt e cia, no próximo isso deve melhorar... e fechando a parte individual com o personagem Nicolas Flamel... quem leu e (ou) assistiu A Pedra Filosofal não imaginou que o veria desse jeito e foi bem diga-se de passagem, contribui bastante no final, são os que tiveram destaque positivo (negativos e o Newt já foram mencionados acima, dos que valem a pena citar). Óbvio que quase tudo tecnicamente funciona... efeitos, fotografia, trilha sonora, design e etc (exceção a montagem que peca em algumas partes). Poder vê novamente Hogwarts deu aquela nostalgia gostosa (eu li e tenho todos os livros e assisti os filmes), a cena da fuga de Grindelwald é muito boa, assim como as cenas de Newt com os poucos animais que ele interage nessa história. Vale destacar o final com efeitos especiais grandiosos que merecem ser visto na maior tela que você puder assistir nos cinemas. Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald trás um visual incrível, referências que vão aquecer os corações dos fãs de Harry Potter, efeitos belíssimos e alguns personagens que tomaram para sim esse longa como Jacob, Grindelwald, Flamel e Pelúcio. Em contrapartida se expandiu demais, muitos personagens com  subtramas que criaram vários núcleos e depois juntou tudo de uma forma não muito natural em uma experiência de roteiro final que deu a impressão que a história não andou muito como deveria. Tirando a média ficou bom, mas com uma sensação que faltou algo e a certeza que o primeiro filme foi melhor.

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domingo, 11 de novembro de 2018

Cinema 534# O Grinch

O Grinch (Dr. Seuss´ The Grinch)


Quemlândia é um vilarejo agradável onde todos vivem felizes e estão ansiosos para comemorar o Natal, mas perto dali nas montanhas mora o carrancudo Grinch (voz original de Benedict Cumberbatch e na dublagem brasileira de Lázaro Ramos) que não suporta o Natal e bola um plano  que é se passar por Papai Noel e roubar todos os presentes e decorações das casas de Quemlândia e acabar com essa data especial deles. O que ele não contava é os imprevistos da preparação do seu plano e também que na própria vila uma garotinha (Cindy Lou) está esperando o Papai Noel para prende-lo e fazer à ele um pedido especial. Nova animação da Illuminations Entertainment (Meu Malvado Favorito e Minions) com a Universal Pictures. Direção de Yarrow Cheney (Pets - A Vida Secreta dos Bichos) e distribuído pela Universal Pictures do Brasil.


Quem tem a lembrança do Grinch do Jim Carrey de 2000 e muitos até tem medo da aparência dele naquele filme devido as caretas e tudo mais, aqui nessa animação pode esquecer de algo nesse sentido que não seja o mesmo plot dele não gostar do Natal. Aqui é tudo fofinho e bonitinho, mas antes vamos a um detalhe... a dublagem de Lázaro Ramos do Grinch está bem fraquinha, o jeito dele forçar a voz, talvez ali tentando o tom do Guilherme Briggs (dublou Jim Carrey no live de 2000) não combinou com seu jeito de falar, ficou estranho e pouco natural, não acho que ator conhecido dublando puxa público, a maioria das pessoas não vão aos cinemas assistir uma animação porque ela é dublada pelo Porchat, Luciano Hulk, Maisa Silva, entre outros... O que chama atenção é sim a história, estúdio que fez, visual, personagens, cores ou até mesmo ser a animação em cartaz da semana para levar a criançada. Dito isso, sobre o longa em si, não tem muito o que falar, história é praticamente a mesma de 2000 (e da mística do Grinch, ele quer roubar o Natal), só que tudo colorido (óbvio é uma animação, mas no sentido de cores mais amigáveis), Grinch mais simpático e bonzinho que o de Jim Carrey, tudo segue no previsível até o final da história, o visual é tão amistoso que o protagonista que era para ser um vilão se torna fofo junto com seu cachorro, a rena gordinha e todo mundo da Quemlândia.


Existem umas diferenças no andar da trama com relação a 2000, mas não muda a essência do Grinch, só que devido aos traços, cores, visual e simpatia dos personagens você não sente a raiva dele pelo Natal ser tão grande, chega mais perto de ser um Gru, falando em Meu Malvado Favorito (mesmo estúdio)... fizeram a Cindy Lou igualzinha a Agnes (a filha menor do Gru) com aquele jeitinho doce, parece que só trocaram a skin da personagem. No mais, tudo bonitinho, história natalina e com desenrolar de trama suave para criançada entender, só o ápice do longa que é o roubo... foi muito rápido, no mais, tudo segue na maior vibe infantil. O Grinch não tem outra denominação que eu pense que não seja Doce muito doce, voltado para agradar a molecadinha e trazer uma mensagem natalina bonita dentro do que é a jornada do Grinch, só mudando alguma coisa aqui ou ali para não ser uma releitura igual, mas o final é o mesmo, agradável de assistir, talvez não para diabéticos de tão açucarado que é o filme ^^, brincadeiras à parte, ficou bom para o público que ele é voltado.

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sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Home Vídeo 004# Jane Fonda em Cinco Atos

Jane Fonda em Cinco Atos (Jane Fonda in Five Actions)


Documentário de produção original HBO que conta a trajetória da atriz Jane Fonda, passando por todas suas fases, da filha do grande ator Henry Fonda,  mulher que só pensava em agradar seu marido à independência como esposa, da atriz consagrada à ativista e feminista, uma história rica de detalhes que mostra o quanto uma pessoa evolui de um jeito que serve de exemplo a muitas outras. Além de Jane Fonda, temos relatos de Robert Redford, entre outros que fizeram parte da vida da atriz. Direção Susan Lancy, documentário foi lançado no último dia 05 na HBO Brasil.


Uma história rica de detalhes, por isso tem mais de 2h10 de duração, o que acho muito para um documentário, mesmo tendo um bom material, sempre dá para enxugar um pouco e não deixar cansativo. Como o próprio nome diz, são 5 atos, cada parte é bem dividida de como foi a vida de Jane Fonda até hoje, uma atriz que modificou totalmente seu modo de pensar e agir, não deixando de ser uma grande atriz por isso, uma mulher que envelheceu muito bem, seus comentários são precisos e a forma narrativa que tudo vai sendo contado é bem explicativo, você entende as mudanças dela e o porque, isso é um ponto muito positivo quando se trata de uma biografia, conseguir passar ao público o mesmo sentimento de quem está narrando. Todas as partes tem seu tempo de desenvolvimento, como dito anteriormente dava para enxugar um pouco, principalmente o ato 2 e 3, pois são muito interligados. Gravações de época, relatos de pessoas que fizeram parte da vida dela são de uma demonstração de respeito e admiração por Jane Fonda, seja como pessoa ou profissional. A remasterização de cenas antigas estão de uma qualidade muito boa, mas faltou uma melhor explicação das datas dos projetos dela como atriz e as premiações, por mais que ela seja um exemplo de pessoa e mulher, sua construção de carreira como atriz que impulsionou essa mudança e à tornou uma figura pública respeitada.


Além de suas mudanças sociais, a parte dos homens da sua vida é o plot principal por assim dizer, começando no ato 1 com seu pai Henry Fonda, aonde Jane Fonda vivia à sua sombra, de início, por mais que procurasse seu espaço no cinema, era sempre a filha dele. Depois dos atos 2 ao 4, são os maridos, do primeiro que ela fazia de tudo para agrada-lo, do segundo que ajudou a ser ativista e aceitou ela como tal e no terceiro um homem mais velho e mais conservador com a relação de um homem e uma mulher dentro de um casamento, esse último marido foi o ator Ted Turner, a cada um ela fala o que à atraiu fisicamente, socialmente e o porque do término, sempre como um aprendizado, nesse período temos suas relações com filhos, amigos, imprensa, políticos e suas manifestações ativistas e feministas, para enfim fechar no ato dela mesmo de como tudo isso à levou a ser o que é hoje. Jane Fonda em Cinco Atos é uma produção bem elaborada e conta a história de uma mulher agraciada com momentos de mudanças e  evoluções como atriz, além de socialmente como uma mulher que estava presa no seu tempo, mas que em pouco tempo avançou, ficou adiante e serviu (ainda serve) de exemplo a outras, não só mulheres, como homens também, ser convicto dos seus atos e não está alheio ao que acontece ao seu redor. Ficou muito bom.

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quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Cinema 533# A Garota na Névoa

A Garota na Névoa (La ragazza nella nebbia)


Em uma pequena aldeia alpina da Itália acontece algo inesperado, a jovem Anna Lou misteriosamente desaparece sem que ninguém tenha uma pista de onde ela esteja, a comoção no lugar é enorme e cabe ao Detetive Vogel (Toni Servillo) investigar o caso. Os métodos nada ortodoxos de Vogel podem fazer com que um homem (Profº Loris Martini, interpretado por Alessio Boni) seja considerado o responsável pelo sumiço da garota, mesmo não se tendo certeza se ele é ou não culpado. Suspense de produção italiana que conta com a participação especial de Jean Reno. Direção de Donato Carrisi e distribuição A2 Filmes/Mares Filmes.


Um suspense raiz... tem o sumiço de uma pessoa, a busca do culpado e saber se a vítima esta viva ou não. Tudo dentro de uma ambientação tensa. Durante essa jornada para saber o paradeiro de Anna Lou ou o responsável pelo desaparecimento dela... já temos o possível culpado de cara e com isso toda uma construção de personagem para que tenhamos a dúvida se ele é ou não o criminoso. No contraponto disso a jornada de Vogel é de alguém que cometeu um erro no passado e em cima disso seus métodos serão questionados e tudo é desenvolvido de um jeito que horas você tem certeza que um lado está certo e horas que é ao contrário, por isso como filme do gênero ele funciona muito bem. A paciência é a chave dessa história e realmente nada é acelerado, apenas no final ele cria algo dúbio que pode confundir as pessoas, ainda mais ao pular acontecimentos de algumas cenas e só mostrando os resultados, uma opção de roteiro que acaba deixando as coisas não tão solúveis assim ao entregar um plot twist que por tudo de construiu até o momento, poderia ser mais redondinho, mas até então é um desenvolvimento bem feito e paciente.


A imersão dentro da ambientação ali produzida é muito boa, devido a sua fotografia e uma direção de arte cuidadosa que vai deixando as coisas coerentes junto com uma trilha sonora que funciona bem (Tem música brasileira de Beth Carvalho!!!), tem uns lances de transição e uns efeitos rápidos que te deixam sempre com a certeza que aquilo tudo é suspense puro. As atuações são boas, Servillo está bem, talvez uma melhor exploração do personagem, pois ficamos bem mais tempo na construção do arco do possível culpado (Martini), sendo que foi optado pela jornada dele ser bem detalhada para criar aquela dubialidade no público, já o restante do elenco pouco acrescenta (exceção ao Alessio Boni que foi ok com seu personagem suspeito) e ainda temos Jean Reno de uma participação especial que serve mais como um apoio narrativo de Vogel, que também pode ser considerado algo à mais. A Garota na Névoa trás a palavra suspense em sua essência, entrega uma trama paciente e bem construída, que se por uma lado o final opta por  algo mais interpretativo, pelo outro constrói em todo filme uma tensão e um cuidado para deixar o culpado óbvio, quando ao mesmo tempo não e com isso fica no ar quem era o verdadeiro alvo desse mistério que parece insolúvel. Ficou bom mesmo.

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quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Cinema 532# Operação Overlord

Operação Overlord (Overlord)


Uma Tropa de soldados americanos caem em terras hostis durante a segunda guerra mundial, Boy (Jovan Adepo), Ford (Wyatt Russell), Tibbet (John Magaro, do recente War Machine com Brad Pitt) e Chase (Ian De Caestecker, de Agents of S.H.I.E.L.D) serão ajudados pela francesa Chloe (Mathilde Olliver) na missão deles de explodirem uma base alemã, mas além do perigo nazista, essa equipe descobrirá que algo doentio, maligno  e sobre-humano se encontra nesse lugar em meio à guerra. Elenco ainda conta com Pilou Asbaek (Game of Thrones), entre outros. Direção de Julius Avery e tendo como produtor J.J. Abrams. Distribuição pela Paramount Pictures


O intuito já se percebe nas primeiras cenas que é entreter você com muitos tiros, explosões, mortes e zumbis, basicamente isso, a ideia de misturar uma ambientação da segunda guerra e dando uma fantasiada usando como base os experimentos que eram feitos nas pessoas capturadas pelos nazistas, trás uma ação ininterrupta praticamente, com cenas gores e seguindo uma fina linha de roteiro para seu plot de ficção mesmo, até aí tudo bem, mas algumas coisas ficaram estranhas e não só essa mistura de soldados e monstros. O inicio dá um tom de guerra épico, com cenas muito bem gravadas e efeitos bem convincentes, mas ao decorrer da história tudo vai se perdendo da sua ideia original, pois acrescenta a personagem Chloe e seu irmãozinho que cria um plot e uma subtrama que não combina com o montado até então, depois disso foram recursos para desenvolver cenas ou resolver situações fáceis, como deixar um novato vigiando o vilão da história ou um lança chamas que aparece do nada e a mocinha do filme manuseia como ninguém, isso só uma das poucas várias situações desse tipo. Fora que temos um retalho de referências ou realmente cópias de cenas de outros filmes como Deadpool, Vingadores Era de Ultron, Star Wars: O Despertar da Força, Armageddon e outros, fica dúbio, pode ser considerado tanto como fanservice ou preguiça de roteiro mesmo.


Efeitos visuais (Alguns zumbis estilo Deadpool de Wolverine Origens não ficaram tão legais), design, fotografia e até a montagem estão com uma boa qualidade, as coisas funcionam bem tecnicamente, as cenas gores e explosões, assim como paleta de cores de época estão boas, não deve ter sido um filme barato, por isso não temos grandes nomes no elenco, gastaram na parte técnica. Ainda temos a trilha sonora que dá um tom de suspense que muitas vezes nem está acontecendo nada, só para envolver mais o espectador, mesmo que sem conteúdo que faça por onde. Sobre os personagens, o protagonista é muito quebra ritmo, sua própria personalidade acaba não convencendo dentro de tudo que acontece, os outros soldados, destaque para Ford, aquele velho estilo marrento e obstinado na missão que sempre chama atenção, restante não desagrada, inclusive o vilão, exceção a Chloe e seu irmãozinho... a entrada deles tira da trama soturna e intensa e a joga em algo mais genérico, não fica convincente ter uma subtrama assim. Operação Overlord trás um visual bonito e uma ambientação de guerra misturada com zumbis que dentro de uma proposta de ação, tiros e mortes gores entrega bem, mas ao tentar desenvolver um roteiro mais convincente falha muito em virtude das características do protagonista, da subtrama da personagem Chloe e o excesso de recriar cenas de outros filmes, tentando compensar em uma ação descompromissada. Apenas regular.

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sábado, 3 de novembro de 2018

Cinema 531# O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos

O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos (The Nutcracker and the Four Realms)


Adaptada de uma história do balé clássico, temos Clara (Mackenzie Foy, de Interestelar, Invocação do Mal e Crepúsculo) que perdeu a mãe a pouco tempo e sofre com isso, inclusive atrapalhando na relação com seu pai. A vida de Clara muda quando um presente deixado por sua mãe faz com que ela vá parar em um mundo mágico com Quatro Reinos e precisará salva-los com a ajuda de um soldado Quebra-Nozes (Jayden Fowora-Knight). Elenco ainda conta com Keira Knightley, Helen Mirren, Matthew McFadyen, Morgan Freeman, Eugenio Derbez, entre outros. Produção Disney, com direção dos veteranos Lasse Hallström (Quatro Vidas de um Cachorro e Sempre ao seu Lado) e Joe Johnston (Capitão América, Jurassic Park 3, Jumanji, entre outros blockbusters). Distribuição Disney/Buena Vista.


No começo do ano a Disney lançou Uma Dobra no Tempo, um dos filmes mais chatos e ruins desse ano, pensei que não fariam isso novamente, infelizmente estava enganado, ok exagero ruim, mas chato com certeza. A história começa com temas abordados que não se sabe de onde vem essas histórias, como se tivesse um epílogo, quem entrou no primeiro minuto do filme deve achar que perdeu algo que não foram só os trailers, a dificuldade de conseguir desenvolver um roteiro é impressionante, até quase uma hora de filme não acontece nada minimamente relevante, só a personagem Clara se auto lamentando, atrás de uma chave e um monte de ratos, basicamente é isso. Quando a coisa da uma melhorada é quando se tem o tão (não) surpreendente plot twist, o que tira uma história arrastada e chata para uma ação ali aceitável, mas se você parar e pensar, ela está ali para evitar uma grande ameaça, que algo terrível aconteça, mas não tem nada, pois uma ameaça nem era tão assim e quando tem a reviravolta, também nada muda muito (Dobra no Tempo de novo), um roteiro fraquíssimo, se apegando a algo sem muita sustentação, apenas confiando em visual, música, efeito e figurino.


Obviamente que tecnicamente funciona com seu belo figurino, fotografia, efeitos especiais, design de produção e a trilha sonora para quem curte música assim é boa, mas tem uma hora que ela entra em uma cena de apresentação dos reinos tentando emplacar um balé e fica de uma sonolência gigante. Como dito, a história começa acelerada e fica parecendo está faltando algo, isso compromete a montagem e tudo que envolve desenvolvimento de roteiro que fica prejudicado e arrastado. Sobre as atuações... a garota Mackenzie Foy não tem força para protagonizar um projeto desses, mesmo problema em Dobra no Tempo com a menina Storm Reid, mas aqui ela é mais esforçada do que Storm que parecia ter feito com má vontade. Sobre o restante do elenco, mal aproveitados, Helen Mirren e Keira Knightley com personagens abaixo do que merecem, Morgan Freeman foi o cachê mais fácil do mundo, tem meia dúzia de falas, não ajuda em nada e sai como sábio da história, o restante do elenco, inclusive o Quebra-Nozes também são engolidos por um roteiro mal escrito e dirigido, esperava-se mais devido aos diretores de renome que trabalharam nesse longa. O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos é a prova que se pode cometer o mesmo erro praticamente de novo como em Uma Dobra no Tempo, trama lenta que ao mesmo tempo acelera seus acontecimentos principais de um jeito forçado, cria um mundo visualmente rico, mas com personagens dentro de uma trama que não se sustenta, só não é tão ruim, porque tecnicamente é vistoso e a história é sim fraca, mas escapa um pouco disso quando se tem uma ação, mesmo que não muito justificável, mas pelo menos tem, mas não consegue tirar o selo de filme chato e fraco.

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Cinema 530# Sem Amor

Sem Amor (Unlovable)


Joy (Charlene deGuzman, uma das roteirista desse longa) é viciada em sexo, chegando no ponto de perder seu namorado Ben (Paul James), emprego e moradia devido a essa compulsão sexual. A vida dela muda quando ao entrar em um grupo de ajuda, a garota é apadrinhada por Maddie (Melissa Leo) que convida ela para morar na casa da sua avó, aonde também reside seu irmão mal humorado Jim (John Hawkes, de Três Anúncios para um Crime e Everest). Agora Joy irá aprender a controlar seus impulsos através da amizade e da música ao lado do carrancudo Jim. Produção americana,  esteve em cartaz dentro da 42ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, do qual o Parsageeks foi credenciado. Direção de Suzi Yoonessi e por enquanto não tem distribuidora e com isso data de estreia em exibição normal nos cinemas brasileiros.


Pensa em algo bem superficial, sem intensidade e nem um pingo de vontade de se aprofundar ou se arriscar no tema do qual os próprios roteiristas escolheram, a ninfomania. Poderia praticamente passar na Sessão da Tarde (só corta umas pequenas cenas de alusão sexual e algumas com vibradores), pois a opção da trama é sobre uma garota com um vício sexual bem soft dentro de uma comédia mais soft ainda, você nem percebe que ela é viciada até a garota aparecer em uma reunião de auto ajuda para compulsivos sexuais. Todo o tempo você tem ela falando a si mesma que é ninfomaníaca, mas tem apenas 2 cenas pós sexo que ela aparece e depois se lamenta por recaída, parece que a história está com vergonha de tratar do assunto. Por outro lado temos o cara rabugento que tem seu coração amolecido pelo brilho e simpatia de Joy, dali cresce uma amizade de essência, nada sexual, com duas cenas você já mata esse plot também, praticamente é isso... ela se lamentando por ser viciada em sexo, mas sem fazer para tanto e também tem essa amizade com alguém carrancudo, segue assim sem um drama, pelo menos se tentou não conseguiu criar algo do tipo.


Visualmente o longa é satisfatório, bem colorido, leve, boa ambientação e inclusive montagem, não tem furos, mas também não tem muito o que complicar. A parte musical da banda de dois é ok, você não cansa assistindo, mas também deixa de prestar atenção com o tempo, pois é tão bobinha a história que chega a dar impressão que foi escrita por uma amadora. As atuações são de apenas quatro atores, restante são literalmente figurantes, claro que o melhor é John Hawkes, que apesar do seu personagem Jim ser  como muitos já visto, ele interpreta de forma bem cativante, restante vai no automático, inclusive a protagonista. Sem Amor peca feio no seu próprio objetivo de contar a história de uma ninfomaníaca com humor (nenhum esboço de risada se dar), parece ter vergonha do tema que escolheu e tenta no meio do caminho mudar para um história de amizade através da música entre uma garota feliz e um cara carrancudo, além outras sub tramas... mas tudo genérico, senão fosse pela direção de arte e John Hawkes, seria uma tragédia total. Fraco.

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sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Cinema 529# Assunto de Família

Assunto de Família (Shoplifters)


Uma senhora vive com sua netinha em um lugar humilde aonde também mora um casal de vigaristas (Osamu e Nobuyo). Eles que por sua vez adotaram um garoto (Takumi) que os ajudam em pequenos furtos. Esse grupo aumenta quando uma garotinha aparece no caminho de Osamu que junto à Nobuyo resolvem acolherá devido a um ambiente hostil que a criança vivia com os pais. Nem toda essa misturada de pessoas e as dificuldades financeiras do qual vivem irão tirar a alegria de convívio delas, mostrando que parentesco sanguíneo não é motivo para ter uma família feliz, apesar que os segredos que eles guardam pode vir à tona a qualquer momento e interromper essa felicidade. Produção japonesa e indicação do país para concorrer a vaga de melhor filme estrangeiro no Oscar 2019. Direção de Hirokazu Kore-eda e distribuição brasileira pela Imovision, com estreia marcada para dia 03 de janeiro de 2019, mas esteve presente dentro da 42ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, do qual o ParsaGeeks foi credenciado.


A história é bem clara e objetiva, mostrar pessoas de personalidades e situações tão diferentes, vivendo juntas como uma família feliz. Temos aqui em cada personagem uma característica peculiar que se completa com a outra... a velhinha que não queria morrer sozinha, um casal desonesto e ao mesmo tempo muito carinhosos com as pessoas do seu convívio, crianças abandonadas e uma jovem perdida, tudo em uma abordagem ampla e objetiva do porque dessa ligação, tudo faz sentido, a trama é bem autoexplicativa e flui com naturalidade a relação familiar que nos é apresentada. O foco principal é a jornada do Osamu e das crianças, mas todos tem seu espaço, praticamente é um cotidiano, mas não aqueles arrastados, pois a dinâmica das conversas e situações individuais ou coletivas deixam tudo mais tranquilo de assistir, são bons diálogos e praticamente não se tem cena perdida, pois tudo se encaixa no contexto geral. A história da uma esticada lá para o fim, inseri uma gordurinha que deixa tudo um pouco corrido, muitos filmes asiáticos tem esse estilo ou problema, faz 2/3 de roteiro bem elaborados e na parte final se estica demais e corre com tudo, mas nesse longa-metragem quando se chega nisso a mensagem e objetivos propostos já estão bem entregues.


O design está bem convincente, você sente o aperto que essas pessoas vivem por causa das dificuldades financeiras e o excesso de gente em um espaço tão pequeno, a câmera consegue captar bem os takes mesmo em pouco espaço, montagem e fotografia estão bem ajustadas dentro da proposta da trama. As atuações são aquelas de sempre de filmes japoneses, sem uma carga dramática, mas passando uma simpatia, aqui temos principalmente nas crianças e no protagonista Osamu. Por fim, a parte da trilha sonora não chama atenção e toda ambientação é bem satisfatória. Assunto de Família entrega uma história simples, mas bem reflexiva que coloca pessoas vindo de situações complicadas em um contexto familiar acolhedor, mesmo tocando em temas como roubo e sequestro, são feitos de forma bem suave e dando o motivo do porque daquelas situações e como era importante aquilo acontecer para enriquecer a jornada de Osamu e cia. Ficou muito bom.

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