(A franquia retorna apostando em fan service e referências, mas repete os mesmos problemas narrativos do primeiro filme)
By: Alan David
Five Nights at Freddy’s é um jogo eletrônico bastante conhecido entre os gamers, pertencente ao gênero terror point’n’click. Sua chegada aos cinemas, em 2023, com o primeiro filme — subtitulado O Pesadelo Continua — rendeu ótimos resultados para a produtora Blumhouse, alcançando cerca de 300 milhões de dólares em bilheteria mundial. Um sucesso financeiro que se pagou com folga e, naturalmente, abriu caminho para uma continuação..
O filme se passa alguns anos após os acontecimentos do primeiro longa. Abby já está mais velha, enquanto seu irmão, Mike (Josh Hutcherson), tenta retomar a própria vida depois dos eventos traumáticos vividos na Freddy Fazbear’s Pizza. Vanessa (Elizabeth Lail) também segue nesse processo de reconstrução, lidando com os traumas causados pelo pai e com tudo o que envolveu os animatrônicos.
Abby, por sua vez, sente uma forte saudade de Freddy, Bonnie, Chica e Foxy, figuras que, apesar de assassinas, representam para ela algum tipo de vínculo emocional. Esse desejo de reencontro acaba funcionando como o principal motor da narrativa. Paralelamente, o filme apresenta uma segunda trama envolvendo uma nova entidade: um espírito chamado Lisa, interpretado por Mckenna Grace, que passa a habitar um novo animatrônico. A partir disso, a história se divide em dois núcleos principais — um mais focado em Vanessa, e outro centrado em Mike e Abby — que eventualmente convergem para que a trama avance.
Em essência, o filme gira em torno da tentativa de impedir a ascensão dessa nova ameaça, ao mesmo tempo em que busca aprofundar o destino dos animatrônicos clássicos e dos personagens ligados à antiga pizzaria. No papel, a estrutura até parece funcional, mas na prática a execução é extremamente arrastada.
Assim como o primeiro filme, FNAF2 não consegue cativar. A narrativa simplesmente avança, sem surpresas, sem nuances e sem exigir muito do espectador. O longa não diverte, não assusta e tampouco constrói uma atmosfera de terror eficaz. Tudo parece servir apenas como preparação para algo que só vai acontecer perto do final — e mesmo assim, de forma pouco impactante.
O filme claramente tem dificuldades em dialogar com quem está fora da bolha dos games. Ele não se sustenta como obra independente e carece de ritmo, tensão e identidade própria. Há tentativas de desenvolver conflitos, especialmente envolvendo Vanessa, mas todas essas ideias são apressadamente jogadas nos minutos finais, mais como exposição do que como construção dramática.
O resultado é a sensação de que o filme existe apenas como uma ponte para um terceiro capítulo. Ele não fecha seus arcos, não entrega uma conclusão satisfatória e deixa tudo em suspenso propositalmente, apostando em uma continuação já anunciada. Essa escolha torna a experiência ainda mais rasa, como se o espectador estivesse assistindo a um longa incompleto.
Sinopse:
‘Five Nights At Freddy’s 2‘, sequência do maior sucesso da história da Blumhouse, traz Mike, Abby e Vanessa tentando encontrar uma maneira de sobreviver por mais cinco noites quando um novo grupo de animatrônicos sai da pizzaria e causa o caos na cidade. Direção: Emma Tammi. Distribuição nos cinemas pela Universal Pictures
Nota: Regular: 2,5/5
Agora, a franquia retorna com Five Nights at Freddy’s 2. O primeiro filme não foi bem recebido pela crítica especializada, que apontou problemas de ritmo, narrativa e excesso de fan service. Ainda assim, foi amplamente abraçado pelos fãs do jogo, principalmente pela quantidade de referências e acenos diretos ao universo original.
Esse contraste entre crítica e público foi suficiente para garantir a sequência, que chega como mais uma aposta da Blumhouse em repetir — ou até superar — o desempenho comercial do longa anterior. A expectativa, mais uma vez, gira em torno do equilíbrio entre agradar os fãs da franquia e entregar uma experiência cinematográfica mais consistente para além do nicho gamer.
Esse contraste entre crítica e público foi suficiente para garantir a sequência, que chega como mais uma aposta da Blumhouse em repetir — ou até superar — o desempenho comercial do longa anterior. A expectativa, mais uma vez, gira em torno do equilíbrio entre agradar os fãs da franquia e entregar uma experiência cinematográfica mais consistente para além do nicho gamer.
Abby, por sua vez, sente uma forte saudade de Freddy, Bonnie, Chica e Foxy, figuras que, apesar de assassinas, representam para ela algum tipo de vínculo emocional. Esse desejo de reencontro acaba funcionando como o principal motor da narrativa. Paralelamente, o filme apresenta uma segunda trama envolvendo uma nova entidade: um espírito chamado Lisa, interpretado por Mckenna Grace, que passa a habitar um novo animatrônico. A partir disso, a história se divide em dois núcleos principais — um mais focado em Vanessa, e outro centrado em Mike e Abby — que eventualmente convergem para que a trama avance.
Em essência, o filme gira em torno da tentativa de impedir a ascensão dessa nova ameaça, ao mesmo tempo em que busca aprofundar o destino dos animatrônicos clássicos e dos personagens ligados à antiga pizzaria. No papel, a estrutura até parece funcional, mas na prática a execução é extremamente arrastada.
Assim como o primeiro filme, FNAF2 não consegue cativar. A narrativa simplesmente avança, sem surpresas, sem nuances e sem exigir muito do espectador. O longa não diverte, não assusta e tampouco constrói uma atmosfera de terror eficaz. Tudo parece servir apenas como preparação para algo que só vai acontecer perto do final — e mesmo assim, de forma pouco impactante.
O filme claramente tem dificuldades em dialogar com quem está fora da bolha dos games. Ele não se sustenta como obra independente e carece de ritmo, tensão e identidade própria. Há tentativas de desenvolver conflitos, especialmente envolvendo Vanessa, mas todas essas ideias são apressadamente jogadas nos minutos finais, mais como exposição do que como construção dramática.
O resultado é a sensação de que o filme existe apenas como uma ponte para um terceiro capítulo. Ele não fecha seus arcos, não entrega uma conclusão satisfatória e deixa tudo em suspenso propositalmente, apostando em uma continuação já anunciada. Essa escolha torna a experiência ainda mais rasa, como se o espectador estivesse assistindo a um longa incompleto.
No fim, Five Nights at Freddy’s 2 é tão sem tempero quanto o primeiro. Mais uma vez, não consegue se expandir para além do público fã da franquia. Quem conhece os jogos pode se empolgar com referências, aparições e cenas específicas — especialmente no pós-créditos —, mas para quem não tem familiaridade com o universo, o filme continua sendo apenas regular, previsível e pouco envolvente, seguindo em linha reta sem nunca realmente decolar.
‘Five Nights At Freddy’s 2‘, sequência do maior sucesso da história da Blumhouse, traz Mike, Abby e Vanessa tentando encontrar uma maneira de sobreviver por mais cinco noites quando um novo grupo de animatrônicos sai da pizzaria e causa o caos na cidade. Direção: Emma Tammi. Distribuição nos cinemas pela Universal Pictures
Nota: Regular: 2,5/5
Imagens para divulgação fornecidas por assessorias ou retiradas da internet aberta dada os devidos créditos
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