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terça-feira, 31 de agosto de 2021

Crítica Cinema | Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis

(Espetáculo visual em um filme de artes marciais)


Shang-Chi (Simu Liu) é um jovem chinês criado por seu pai em reclusão, sendo treinado em artes marciais. Quando ele tem a chance de entrar em contato com o resto do mundo, ele logo percebe que seu pai não é o humanitário que dizia ser e se vê obrigado a se rebelar. O novo herói da Marvel Studios está chegando dentro da fase quatro do MCU. Elenco ainda conta com Awkwafina, Tony Chiu-Wai Leung, Meng'er Zhang, Fala Chen, Michelle Yeoh, Benedict Wong, Ben Kingsley, Tim Roth, entre outros. Com direção de Destin Daniel Cretton. Distribuição da Walt Disney Pictures. Estreia nos cinemas brasileiros em 02 de setembro de 2021. Para o trailer, clique aqui.

Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis (Shang-Chi and the Legend of the Ten Rings)


Falar sobre os filmes da Marvel Studios daria dezenas de matérias, pois de 2008 a 2019 teve uma narrativa que levou até Guerra Infinita/Ultimato. Nesse tempo tivemos um filme fora da curva e com tratamento especial que é o Pantera Negra, onde temos a trama que se encaixa nessa linha cronológica e também aborda a cultura negra, foi tão bem sucedido que o longa teve várias indicações ao Oscar 18. Nessa nova fase, a chamada Phase 4 do MCU já se iniciou nas séries do Disney Plus (Wandavision, Falcão & Soldado Invernal, Loki e What IF...?), além de Viúva Negra... E ao que tudo indica será puxado para o Multiverso, aonde isso vai levar e qual a grande ameaça, ainda não se sabe direito... Então sair um pouco desse tema para apresentar costumes diferentes é o que Shang-Chi tenta. Com um elenco quase todo asiático, o filme vem para dar uma visão diferente da fotografia urbana/espacial da Marvel nos cinemas... E agradar o público chinês, pois de lá vem uma fatia grande da bilheteria mundial, já que a tentativa da Disney com o live-action da Mulan não deu certo. O longa não dá aquela aprofundada, mas entrega visualmente com trajes e algumas tradições, somados a muita ação e artes marciais que ditam a narrativa apresentada do herói... Aprofunda a história dos dez anéis (Ou tentou) e resolver de vez o caso Mandarim, que ficou mal apresentado em Homem de Ferro 3. Shang-Chi, conhecido nos quadrinhos como o Mestre do Kung Fu, chega às telonas misturando efeitos especiais com artes marciais, e poderes mágicos de encher os olhos.


A trama começa com a jornada de Shang-Chi se conhecendo no mundo exterior, sua amizade com Katy (Awkwafina) e seu relacionamento com sua irmã, e principalmente seu pai. Durante a história temos muitos flashbacks do passado criança do protagonista. Não são poucas às vezes que isso acontece, para justificar a cena a seguir. Tudo se baseia na questão familiar, até mais do que os anéis. Ao longo da história temos cenas de lutas incríveis, um peso emocional de interação entre os personagens... É o que dita a grande ameaça final e traz uma batalha sem precedentes que vai usar ao máximo os efeitos especiais. Trajes e coreografias, além da tradição de um núcleo são mostrados de forma bem tranquila que logo você se acostuma, pois temos o ambiente urbano de inicio, mas quando vai para o segundo e terceiro ato, tudo já está estabelecido e você acompanha uma trama no qual os personagens tem uma função separado e juntos mudam suas características em prol do que acontece. Mas não são apenas lutas, fotografia e efeitos, tem seu humor, Awkwafina dá show e consegue tirar um pouco de carisma do protagonista, já que o mesmo não tem muito. Outra fonte de humor é a inclusão fan-service que vem lá do Homem de Ferro 3, parecia ser apenas ali o momento cômico, mas por incrível que pareça ele é importante para ir para o local da batalha final, achei exagerado o tempo dele em tela, até porque já era uma piada mal aceita lá em 2013 no terceiro filme solo do Tony Stark. Ao fim, você tem a certeza de um espetáculo visual, com cenas agitadas e bem feitas, além de duas cenas pós-créditos... Uma tem participações que não esperava e algo que pode render nessa nova fase no MCU; A outra é mais para fazer a passagem para um possível segundo filme da franquia.


Os efeitos visuais/especiais são impressionantes, você já percebe nas primeiras cenas, o indicado é assistir em IMAX e o mais longe possível da tela para você aproveitar tudo que acontece em tela, principalmente na batalha final, pois se você assistir na frente, não tem a percepção das coisas que acontecem nessa luta. Sonoramente falando é muito bom, não é tão intenso como visualmente, mas entrega bem. A fotografia é impressionante, tirando a parte urbana, tudo é muito belo e rico em detalhes. Falando sobre a ação, terá uma luta inicial que você sente a força do longa nesse quesito, uma outra é a porradaria corpo a corpo, envolvendo elementos em tela onde tem uma cena em andaimes que chega dá agonia, muito bem feito. A direção tem seus méritos de não complicar, trabalha bem todas as passagens, talvez um pouco desnecessários termos flashbacks até quase o final, poderia ser encurtado e dá mais espaço para os acontecimentos atuais. Sobre o elenco... Simu Liu não o senti um grande lutador de artes marciais, o que salva sua atuação é quando ele atua ao lado do Tony Chiu e da Awkwafina. Tony Chiu-Wai Leung tem uma grande presença de tela, as cenas dele com os anéis são vistosos. As suas motivações são um tanto controversos, isso só mostra que realmente a Marvel não acerta o Mandarim, errou com os dois de Homem de Ferro 3, e agora... Se não falha, não entrega completamente. Awkwafina de inicio não parece que vai render, mas depois cresce de forma importante na trama, se não tivesse tantos flashbacks, poderia ser aproveitada melhor. Meng'er Zhang tem cenas de luta extremamente particulares, seu jeito de lutar é belo, mas a personagem não é tão carismática assim. Os outros atores não têm grandes tempos em tela, só que encaixam bem na história contada, inclusive o Benedict Wong, você não entende bem a cena dele com o Abominável, mas depois dão uma encorpada. Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis é um espetáculo visual, traz uma nova variação narrativa ao MCU, com costumes e tradições que são feitas de forma correta. Peca nas motivações do vilão, apesar de você entender como humano, mas vilão é vilão, além disso, poderia ter um protagonista melhor preparado. Tirando isso, uma grande produção de encher os olhos, com ação frenética e bonita.

Imagens fornecidas pelas assessorias ou retiradas da internet para divulgação/Biografias usadas são da IMDB
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 Dúvidas, sugestões, parcerias e indicações: contato.parsageeks@gmail.com

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