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sábado, 8 de fevereiro de 2020

Crítica Cinema | Aves de Rapina - Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa

(Contando a história do jeito que precisava ser
By Alan David


Sinopse: Arlequina (Margot Robbie), Canário Negro (Jurnee Smollett), Caçadora (Mary Elizabeth Winstead), Cassandra Cain (Ella Jay Basco) e a policial Renée Montoya (Rosie Perez) formam um grupo inusitado de heroínas em Gotham City, já que o caminho delas vão se cruzar por virarem alvos do novo chefão gangster da cidade, o violento Máscara Negra (Ewan McGregor) e seu ajudante Zsasz (Chris Messina). Elenco ainda conta com Charlene Amoia, Steven Williams, Derek Wilson, entre outros. Direção de Cathy Yan e roteiro de Christina Hodson. Distribuição nacional da Warner Bros. Estreia 06 de fevereiro de 2020. Para assistir ao trailer, clique aqui.

Aves de Rapina - Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa (Birds of Prey (And the Fantabulous Emancipation of One Harley Quinn)


A nova aventura da Arlequina de Margot Robbie, uma das unanimidades do conturbado filme do 'Esquadrão Suicida' que proporcionou uma série de cosplayers, fandom e deu um start da própria personagem nos quadrinhos do qual ela alcançou vôo solo e uma relevância na DC Comics que só perde para Mulher-Maravilha no quesito de personagens feminina da editora. Nada mal para quem foi criado apenas nos anos 90 para ser exclusiva da série animada do Batman. Partindo do pré-suposto dessa "Emancipação" que temos a trama. A libertação de uma figura opressora e nociva, somado a uma busca de novas oportunidades de crescimento pessoal são as bases de todas as integrantes da "equipe", claro que com um destaque principal para a Arlequina.


A narrativa em si é recheada de flashbacks de como cada uma das Aves de Rapina chegou nessa situação de libertação pessoal até chegarmos na formação da equipe. O inicio é interessante, inclusive com uma abertura em desenho animado que mostra bem como vai ser a pegada das coisas... pois já que a própria ação, violência e corre-corre do filme lembram muito as animações exageradas e divertidas do gênero. Tudo isso com a narração insistente da Arlequina, coisa que vai enjoando com o tempo e se embola perto de finalizar essas situações de passado recente. A saga individual das vilãs ou heroínas são bem situadas, claro que a Arlequina tem fundo cômico e mesmo para quem pulou o Esquadrão Suicida pode estranhar, mas é bem próximo do que é a personagem hoje nas HQs. E também se prestar atenção no longa que ela se consagrou em 2016, verá que essa confusão entre doçura, loucura e questionamentos já estavam presentes nela, mesmo no turbilhão narrativo que foi aquele filme. Continuando com as garotas... a Caçadora é de origem fiel aos quadrinhos e bem eloquente aqui nessa história, mas o peso todo fica com a Canário Negro que é a mais próxima do vilão da história (Mascara Negra), ali sentimos o quanto aquilo estava a prejudicando e ficamos esperando até ela dar um basta dentro de si para mudar. Cassandra Cain é o básico da criança sendo caçada pelos vilões e sendo ajudada pelos heróis, no caso heroínas ou anti-heroínas da história... e só na Montoya que senti uma certa forçada na sua emancipação e empoderamento, poderia ter sido uma transação mais tranquila que funcionaria igual.


Mensagem individual dada... vamos adentrar ao plot principal que faz a dinâmica ser um diferencial e às vezes um atraso na história. Após termos o ponto de vista de cada personagem estabelecida, precisava juntá-las com uma ação convincente e isso até que é bem feito, tem boas cenas nas coreografias das lutas, sendo bem cartonescas que remetem a loucura de uma história protagonizada pela Arlequina... As dela são as melhores, com destaque para a personagem sendo perseguida pela Montoya nas ruas de uma manhã de Gotham. O vilão de Ewan McGregor apesar de parecer um pavão excêntrico, junto ao seu ajudante Zsasz formam uma mistura de humor (muito vem da relação bem próxima deles) e tensão, pois tirando o General Zod em ‘O Homem de Aço’, nessa nova fase da DC Movies, eles são os mais psicopatas e perigosos vilões já criados, pena que são mal concluídos na reta final da trama. Sobre a equipe em si, coisa que acontece no terceiro ato, estoura uma porradaria estilo John Wick, só que mais humorada e dentro das características dos quadrinhos atual da Arlequina, pode não encher os olhos de uma batalha final, mas não foge do que foi o ritmo narrativo o tempo todo. Apenas funcionando como conceito de equipe mesmo, pois a trama deixa a desejar nesse quesito, ainda mais com a inclusão da Caçadora, pois ela mal interage com as outras até o final e a desculpa para a personagem entrar naquele confronto ajudando as Rapinas não é bem conduzida. Ao final disso tudo, temos muitas situações engraçadas, easter eggs e uma atmosfera que se não prima por uma grande jornada de equipe (Até porque a DC ainda não acertou o tom de como fluir uma nos cinemas desde... sempre) sabe entregar bem seu recado de forma simpática e aberto tanto no futuro das Aves para novas integrantes, assim como da Arlequina em Esquadrão Suicida 2.
 

Todo visual é bem colorido, com explosões, mais sangue do que eu esperava e baseado em caracterizações justas aos personagens, incluindo a bela sacada já menciona acima de iniciar a história com uma animação, isso já traz uma simpatia que poderia se perder logo de cara caso não encaixasse as piadas. Figurinos dos personagens são muito bons, assim como todo o design (Principalmente em retratar uma Gotham City diferente do ar depressivo como visto em Coringa) que tem uma agitação que somada a trilha sonora, funciona bem. O roteiro, assim como a direção... são ambas bem particulares em passar uma narrativa de quadrinhos com uma mensagem pontual e que faça sentido. Sobre o elenco... Margot Robbie dá show de novo, revendo o filme do Esquadrão para ver o quanto à personagem muda para agora, a atriz continua ditando o tom certo e não perdendo a essência do que é a Arlequina, mostrando que tem controle total de como atuar sendo a vilã ou heroína, dependendo da ocasião. Jurnee Smolett-Bell e sua Cánario Negro tem a evolução mais evidente com camadas que foram bem desenvolvidas e interpretadas. Mary Elizabeth Winstead e sua Caçadora tem a mesma iniciação dos quadrinhos, mas a que menos se encaixou na equipe que foi formada ali na hora. Um diferencial foi dela fretando com o cômico, que se não é fiel ao original... até que agradou. Rosie Perez e sua Montoya é a mais pés no chão e funcional das integrantes, mesmo com a sua jornada pessoal não sendo linear... funciona bem e a atriz entrega, principalmente quando caça a Arlequina e se preocupa com a Cassandra Cain da Ella Jay Basco, essa bem encaixada no papel. Ewan McGregor muito bem com seu Máscara Negra, desenvoltura e uma vilania que faltou no Coringa do Jared Leto no Esquadrão, assim como Chris Messina que fez uma dobradinha praticamente romântica psicopata com Ewan e funcionou. Aves de Rapina - Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa entrega diversão nas horas que precisa e uma ação eloquente e bem animada na jornada das garotas que são bem interessantes e condizentes com sua proposta de não ser vistoso, mas agradar dentro dos diálogos e porradaria que comem solta na história.

Obs.: Biografias de atores e filmes IMDB. As imagens foram disponibilizadas pela assessoria da distribuidora do filme.
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 Dúvidas, sugestões, parcerias e indicações: contato.parsageeks@gmail.com

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