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domingo, 3 de outubro de 2021

Crítica Cinema | 007 - Sem Tempo Para Morrer

(Uma jornada positiva)


Em 007 - Sem Tempo Para Morrer, depois de sair do serviço ativo da MI6, James Bond (Daniel Craig) vive tranquilamente na Jamaica, mas como nem tudo dura pouco, a vida do espião 007 é agitada mais uma vez. Felix Leiter (Jeffrey Wright) é um velho amigo da CIA que procura o inglês para um pequeno favor de ajudá-lo em uma missão secreta. O que era pra ser apenas uma missão de resgate de um grupo de cientistas acaba sendo mais traiçoeira do que o esperado, levando o agente inglês 007 ao misterioso vilão, Safin (Rami Malek), que utiliza de novas armas de tecnologia avançada e extremamente perigosa. Elenco de dubladores originais conta com Léa Seydoux, Ralph Fiennes, Lashana Lynch, Ben Whishaw, Ana de Armas, Billy Magnussen, Christoph Waltz, Naomie Harris, entre outros. Direção de Cary Joji Fukunaga. Distribuição nacional da Universal Pictures do Brasil. Estreia nos cinemas brasileiros, em 30 de setembro de 2021. Para o trailer, clique aqui.

007 - Sem Tempo Para Morrer (No Time to Die)


Em 2015, tivemos o que poderia ser a despedida de Daniel Craig como o agente secreto mais famoso do mundo... 007 Contra Spectre teve uma trama muito arrastada, com buracos narrativos e uma preguiça em dar um desenvolvimento com final digno para o ator no papel de James Bond. Então a produtora MGM conseguiu convencer (Leia-se toma um caminhão de dinheiro) com que Craig voltasse ao papel para um final de ciclo melhor. A promessa de um longa mais intenso, e com um direcionamento mais coerente para o fim de uma jornada que começou lá em 2006 no muito bom Cassino Royale, passando pelo fraco Quantum of Solace (2008) e o ótimo Operação Skyfall em 2012, todos que chegaram antes de Spectre. Agora em 007 - Sem Tempo Para Morrer que deveria ter sido lançado em abril do ano passado, mas já sabemos o porque dos atrasos... A história precisava ser melhor, e na verdade ele vem também para remendar um retalho que foi seu longa anterior.


Assistir 007 Contra Spectre antes é extremamente importante para ter um entendimento melhor do roteiro de Sem Tempo Para Morrer, pois desde a cena inicial, passando pelo envolvimento do vilão de Christopher Waltz na organização, além de toda conspiração de vingança contra Bond... toma muito tempo da história, coisa que fica evidente a medida que tirando os primeiros minutos em um flashback, só vemos o vilão da vez interpretado por Raimi Malek com mais de uma hora de filme. A ação é quase ininterrupta, uma sequência de tiroteios, perseguições, socos e outras formas de mostrar o melhor do 007, e Craig mesmo já com a idade avançada para tantas cenas energéticas, se sai bem. A partir do momento que se encerra a costura de Spectre, temos uma hora e pouquinho para o verdadeiro desenrolar desse filme, só que é tudo muito previsível, apesar da ameaça ser criativa, o personagem de Malek não é tão intenso e tem falhas que não o torna um inimigo digno para enfrentar Bond. Outros pontos são as revelações sem grandes comoções na relação do agente com sua Bond girl (Lea Seudoux) e da agência secreta liderada por M (Ralph Fiennes), situações que precisam acontecer para chegarmos ao fim da participação de Craig na franquia, essa feita de um jeito justo, no ápice do que deve ser um protagonista que defende o mundo de uma ameaça muito letal.


O famoso clipe de abertura, tradicional da franquia, é bom, mas ainda prefiro a de Skyfall. As locações, coreografia de lutas e efeitos explosivos são grandiosas, muito bem preparadas para ser vistosos. Poderia ter uma meia hora a menos de duração, deixaria mais dinâmico, só que precisava fechar corretamente a bagunça em Spectre para justificar a trama principal, mesmo assim, poderia ter organizado melhor essa situação. A polêmica de uma 007 mulher (Lashana Lynch) que trouxe histeria na internet é muito bem resolvida na história, quem pensou que haveria algum tipo de lacração, se engana, tudo bem natural e encaixando-se corretamente nos seus lugares conforme as coisas avançam. A interação de Daniel Craig e Lea Seydoux é superficial, não tem química nenhuma, coisa já constatada no longa anterior... Ana de Armas que apesar de uma participação sem peso, esbanjou carisma digna de elogios maiores que à Seydoux... mesmo essa tendo um estofo pessoal mais chamativo, devido sua situação bem particular na trama toda. Evan Green foi a única Bond girl lá em Cassino Royale que conseguiu ser a melhor companheira do 007, disparado. Tivemos o retorno de Jeffrey Wright ali meio que uma homenagem e impulsionar as motivações do protagonista. Christopher Waltz volta bem, pouco aparece, mais é uma ameaça melhor do que foi Raimi Malek. Falando dele... seu personagem não ajuda, pois é muito confuso, isso também o prejudicou de se destacar. O restante do elenco secundário foi bem, até que tivemos cada um com seu momento ali de certo brilho ao lado do protagonista. E por fim, temos Daniel Craig que foi um James Bond mais sério e perturbado, diferente do seu antecessor (Pierce Brosnan), aqui nessa trama, ele dá uma amolecida e fica mais solto. No geral foi um digno 007, adequado a esses novos tempos. 007 - Sem Tempo Para Morrer é um bom filme de ação, entrega um desfecho bem melhor que Spectre, mas o fato de puxar muito dele nesse atual... acaba dando uma esticada que poderia ser aproveitada de uma forma mais dinâmica ou encurtada. A jornada de Daniel Craig se encerra com uma narrativa que soube fazer com que ele fosse mais humano e pudesse justificar uma volta à ativa nesse capítulo final do ator no papel de James Bond.

Imagens fornecidas pelas assessorias ou retiradas da internet para divulgação/Biografias usadas são da IMDB
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