quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Cinema 546# Robin Hood - A Origem

Robin Hood - A Origem (Robin Hood)


Um jovem nobre (interpretado por Taron Egerton, Kingsman) sob o treinamento e orientação de John (Jamie Foxx, vencedor de Oscar) que antes foi seu inimigo na guerra das Cruzadas, torna o rapaz muito habilidoso e ágil com arco e flecha. Os dois têm um plano para acabar com a tirania do Sheriff (Ben Mendelsohn, Star wars Rogue One) na cidade, para isso, sobre a alcunha de Robin Hood, ele vai dar muito trabalho aos nobres, ao mesmo tempo em que o jovem sofre pela distância da sua amada Marian (Eve Hewson). A origem do ladrão que rouba dos ricos para dar aos pobres na cidade de Nottingham. Elenco ainda conta com James Dornan (Cinquenta Tons), F. Murray Abraham, entre outros. Direção de Otto Bathurst, com Roteiro de Ben Chandler e David James Kelly. Produção Lionsgate e distribuição brasileira pela Paris Filmes.

terça-feira, 27 de novembro de 2018

Cinema 545# Exterminadores do Além Contra a Loira do Banheiro

Exterminadores do Além Contra a Loira do Banheiro


Uma escola tem um dos seus alunos misteriosamente ferido e acaba sendo rotulada como o local da loira do banheiro. Para se livrar dessa “fama”, o diretor Nogueira (Sikêra Júnior) contrata um grupo de Youtubers formados por Jack (Danilo Gentilli), Fred (Léo Lins), Túlio (Murilo Couto) e Caroline (Dani Calabresa) que são especializados em caçar fantasmas e se auto intitulam os Exterminadores do Além. O grupo é farsante, só que para o diretor é importante que eles avaliem o lugar como seguro, mas precisam passar a noite lá. O que ninguém esperava era que a lenda da Loira do Banheiro é muito real e uma série de mortes acontecerão, agora Jack e seu grupo precisam fugir ou enfrentar essa entidade maligna, na dúvida eles fogem. Comédia brasileira que ainda conta com nomes conhecidos de Ratinho, Matheus Ueta, Jean Paulo Campos, Digão Ribeiro, Antônio Tabet, Bárbara Bruno, entre outros. Direção de Fabrício Bittar (também roteirista ao lado de Gentille) e distribuição pela Galeria Distribuidora.

Cinema 544# O Chamado do Mal

O Chamado do Mal (Malicious)


Um casal que está prestes a ter o primeiro bebê liberta algo maligno sem querer, agora eles precisaram dar um jeito de parar essa entidade do mal. Elenco com Josh Stewart, Delroy Lindo, Bojana Novakovic e outros. Direção e Roteiro de Michael Winnick. Distribuição brasileira da Imagem Filmes. Filme estreia na próximo 06 de dezembro nos cinemas.

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Cinema 543# Um Homem Comum

Um Homem Comum (An Ordinary Man)


Um General (Ben Kingsley) veterano e procurado por seus crimes de guerra, vive sendo escondido por antigos aliados para que não seja encontrado pelas autoridades do governo ou inimigos. No último esconderijo ele recebe os serviços da jovem empregada Tanja (Hera Hilmar) do qual o General acaba tendo um apego, o que o faz refletir tudo que ele fez na vida e ao mesmo tempo descobrir que de simples ajudante a moça não tem nada. Elenco ainda conta com Peter Serafinowicz. Filme dirigido por Brad Silberling e distribuição nacional pela A2 Filmes/Mares Filmes.

sábado, 24 de novembro de 2018

Cinema 542# De Repente uma Família

De Repente uma Família (Instant Family)


Baseado em uma história real. O casal Pete (Mark Wahlberg) e Ellie (Rose Byrne) quer adotar uma criança. Após irem a uma feira de encontro entre adultos e jovens sem lar, eles se encantam pela esperta adolescente Lizzie (Isabela Moner) e decidem adotá-la, mas para a surpresa deles a menina tem dois irmãos menores. Apesar de inesperado, as três crianças são acolhidas pelo casal. Muitas dificuldades aconteceram devido à personalidade desses novos filhos, além de todos os problemas que envolvem uma adoção. Elenco conta ainda com Octavia Spencer, Tig Notaro, entre outros. Direção e Roteiro de Sean Anders (Pai em Dose Dupla 1 e 2) com Produção e Distribuição pela Paramount Pictures.

Cinema 541# Parque do Inferno

Parque do Inferno (Hell Fest)


Em noite de Halloween,  Natalie (Amy Forsyth) e seus amigos vão se divertir no Parque do Inferno, um local temático de muito sucesso na cidade. As coisas seguiam bem para o grupo e as pessoas do lugar, mas a entrada de um psicopata disfarçado coloca em risco a vida de todos, principalmente para Natalie e seu grupo que se torna alvo principal do serial killer. O problema é que um lugar aonde todos estão mascarados, os jovens podem perceber tarde demais que esse matador não faz parte do show. Direção de Gregory Plotkin e distribuição nacional pela Paris Filmes.

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

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quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Cinema 540# O Segredo de Davi

O Segredo de Davi


Davi (Nicolas Prattes) é estudante de cinema, seu jeito tímido e o seu hobby por filmar pessoas são uma forma de esconder sua verdadeira identidade. Davi guarda em si um instinto assassino que o faz um serial killer dos mais frios. Ele vai escolher suas vítimas por motivos ainda nebulosos e montará planos de se aproximar delas antes de eliminá-las, mas o seu hobby de filmar tudo que ele faz pode acabar o mandando direto para prisão. Elenco ainda conta com Neusa Maria Faro, Eucir de Souza, João Côrtes, entre outros. Direção e Roteiro de Diego Freitas, com distribuição Elo Company.


Antes de fazer uma análise sobre a produção em si... É louvável a iniciativa de fazer longa-metragem no Brasil fora dos estereotipo de comédias, aqui temos um suspense puxando para o terror, aonde temos um assassino serial killer que da forma dele (falarei mais a frente) vai acumulando vítimas, então já fica o elogio para esse tipo de história. Sobre a trama em si, temos Davi (Prattes) que é um personagem que já apresenta uma carga emocional bem forte logo de inicio, não sei se é muito do ator forçando o método ou do roteiro, pois o protagonista já aparenta uma raiva muito grande dentro de si, ao longo da história isso não muda muito, dentro de suas características seu personagem não tem um grande ápice de explosão, seu rosto já mostra feições bem perturbadoras, o que mescla bem no clima do filme, mas às vezes passa do ponto. A trama segue entre a vida normal de Davi e seus planos de assassinatos, a forma lenta com que ele planeja e executa, tira um dinamismo visto em longas assim, mas se você aceitar que é dentro de uma característica própria, até que funciona, apesar de quando muito lento alguns furos de roteiro ou de situações podem acontecer. Uma coisa interessante é que Davi tem seus problemas psicológicos claro, mas a todo tempo o roteiro bate em situações ambíguas que testam o espectador para saber o que é real ou delírio... E vai fazendo assim até chegar à sua conclusão, que é bem decente por sinal.


Direção de arte muito boa, a fotografia com tons e paletas de cores interessantes, a trilha sonora tende a puxar muito para algo que nem é tão suspense assim na hora, mas como a maioria de produções assim. O roteiro é praticamente Davi, os outros personagens estão ali para fazer a roda do protagonista girar mais rápido ou devagar dependendo da cena, destaque para Neusa Maria Faro. A parte das mortes que nem foram tantas, poderia ter um maior impacto, já que o assassino seguia uma linha de raciocínio de ódio, deveria ser mais pesado para dar o tom que o filme quer oferecer. Na coletiva de imprensa o diretor Diego Freitas disse que teve que cortar para se adequar melhor a faixa etária e entrar num consenso com os produtores, no mais, só faltou um antagonista, até para se justificar melhor o final, parecia que ia ter, até joga algo ali, só que mal feito, então nem o considero um personagem assim. Sobre o elenco, Nicolas Prattes foi bem, mas faltou sair um pouco do método em momentos de calmaria do Davi, já o restante do elenco compôs bem como coadjuvantes, pois cada um funcionou legal no que foi necessário, nada que chamasse muita atenção (exceção a Neusa). O Segredo de Davi trás uma perspectiva cinematográfica brasileira diferente, com uma trama de suspense aonde temos apenas um personagem brilhando e com coadjuvantes fazendo seus papéis no tempo certo, poderia ter mergulhado a fundo e desenvolvido melhor para que fosse Davi um serial killer marcante, mesmo assim entrega algo bem decente de assistir. Ficou Bom.

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Cinema 539# Excelentíssimos

Excelentíssimos


Aqui temos um documentário que é um registro a quente dos fatos, personagens e articulações por trás da maior crise política do país desde a redemocratização. Gravado dentro do Congresso ao longo dos meses em que corria o impeachment, o filme retrata quem, como e porque se derruba uma presidente. Direção de Douglas Duarte e distribuído pela Vitrine Filmes.


Um documentário que mostra os motivos que levaram ao impeachment da presidente Dilma. Não aparece o narrador. O documentário procura apresentar os fatos de forma imparcial. Mostra os dois lados. Apesar de longo não chega a ser cansativo. Tem alguns depoimentos de políticos ao narrador.


É interessante ver os bastidores da política e a impressão que dá é que cada um só  quer defender seus próprios interesses. Um político inclusive comenta que ele não se importa se a pessoa tem a ficha limpa ou não, o mais importante é conseguir o voto. Mostra o povo, a alegria de quem era a favor e a tristeza de quem era contra. Excelentíssimos foi bem feito, mas acho que deveria ter se aprofundado um pouco mais nos motivos que levaram ao impeachment do que no processo.

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domingo, 18 de novembro de 2018

Home Vídeo 005# Christopher Robin - Um Reencontro Inesquecível

Christopher Robin - Um Reencontro Inesquecível (Christopher Robin)


Quando criança Christopher Robin (Ewan McGregor) se divertia e tinha várias aventuras com o Ursinho Pooh, Tigrão e toda turminha do Bosque dos 100 Acres, até o dia que ele teve que ir embora e nunca mais voltou. Após 30 anos, o adulto Chistopher Robin tem esposa (Hayley Atwell) e filha, mas dedica a maior parte do tempo ao seu trabalho como administrador de uma fábrica de malas, que poderá fechar se ele não montar um plano de demissão para cortar gastos. No Bosque dos 100 Acres, Pooh percebe que seus amigos sumiram e ele vai parar no mundo real e pedir ajuda a Christopher para encontrar sua turma, mas essa jornada será uma volta às origens para alguém que se perdeu no meio do caminho e começou a dar valor para coisas que não são importantes para ser feliz. Live Action da Disney, com direção de Marc Forster (Guerra Mundial Z). Distribuição nacional pela Disney/Buena Vista. Filme disponível no Now/Telecine On.


Um live action com Ursinho Pooh confesso que não seja algo que me chamou atenção, ainda mais os personagens serem pelúcias animadas, dentro de uma jornada com o adulto Christopher Robin, ficando já claro nos trailers o que seria essa trama. Mas ao decorrer da história e muito em função da bela atuação de McGregor, a história é bem conduzida, pois cria uma camada de personalidade no adulto Christopher tempo suficiente para quando tiver o encontro com o Pooh, essa diferença de tempo fosse o necessário para gerar os diálogos que são feitos. A forma inocente como o ursinho pergunta as coisas trás um incomodo ao protagonista que dentro de uma época mais conservadora e que as pessoas pareciam viver mais no automático pós-guerra, trazem contigo uma construção muito boa e questionamentos que servem para qualquer pessoa. O roteiro em seu plot é básico, Pooh chama Robin para encontrar seus amigos e na sequência a turminha vai ao que podemos dizer mundo real devolver uma mala que era muito importante para o amigo deles, mas percebe-se que as falas são o maior condutor para essa aventura  e focar no que é necessário para ser feliz. São diálogos muito bons, diga-se de passagem, só não me empolgou o ato final, mesmo entendendo que precisava chegar ao ápice, apesar da forma criativa de resolver o problema da fábrica ser bem interessante.


Como dito antes, não gostei do visual do Pooh e sua turma, entendendo que são pelúcias e dentro das origens dos personagens, fica muito estranho eles não terem dedos, soltarem coisas ou se sujarem e na cena seguinte estarem limpos, só que assim que a qualidade de roteiro se sobressai, você acaba esquecendo isso e nem dá mais tanta importância. Direção de arte muito boa, figurino de época, assim como fotografia, as duas formas que o Bosque dos 100 Acres aparece são bem interessantes. A trilha sonora é bela, com tons bem agudos nos momentos certos e suaviza quando se é necessário. Como dito, Ewan McGregor está muito bem, já sua família interpretada pela Hayley Atwell por se passar pós segunda guerra é difícil não comparar com sua personagem da Marvel, a Agente Carter. Já a filhinha deles... Faltou um carisma melhor ali. O roteiro é escrito para dar o tom de humor, assim como deixar tudo bonitinho e  conduzir uma aventurinha ali, nada desagrada, além de entregar bem sua mensagem e objetivo final. Christopher Robin – Um Reencontro Inesquecível traz uma forma de diálogos construtivos e reflexivos, dentro de uma história infantil e bonitinha usando personagens conhecidos mais pelas animações da Disney e senão tem os melhores e mais amigáveis traços de Pooh e seus amigos,  traz consigo um roteiro conciso e bem consciente de onde quer chegar. Ficou muito bom.

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sábado, 17 de novembro de 2018

Cinema 538# Entrevista com Deus

Entrevista com Deus (An Interview with God)


Paul (Brenton Thwaites) é um jornalista obcecado na profissão e isso fez com que seu casamento deteriorasse cada vez mais. Perturbado com essa situação, ele está sem tempo para resolver esse problema com sua esposa (Yael Globglas), pois um homem misterioso se auto intitulando Deus (David Strathairn) se ofereceu para uma entrevista em três partes com Paul. Ao longo dessas conversas, o que parecia algo impossível, vai se tornando perturbador para o jornalista, pois além dessa pessoa realmente demonstrar quem diz ser, o rapaz ainda vai sentir a pressão da sua vida pessoal se envolver nas palavras desse senhor misterioso. Direção de Perry Lang, com distribuição brasileira pela Imagem Filmes.


A construção desse roteiro usa como base o cristianismo, durante toda a entrevista com Deus, os argumentos usados são indagações do protagonista sobre o porquê de muitos males e onde estão os olhos divinos nisso. Praticamente são as mesmas indagações vistas no filme A Cabana, quase tudo as mesmas falas. Muito da fé, reza e conhecimentos da bíblia acontecessem nos diálogos entre os dois, mas logo a trama direciona para os problemas de Paul que durante todo o filme está com uma carga emocional grande, chegando a ser até demais. Quando você tem esse tipo de ideia, se espera algo mais eloquente e criativo... Poxa é uma entrevista com Deus neh. São três atos no qual a mente de Paul vai ficando mais perturbada a cada palavra daquele senhor. Por exagerar no drama, a condução da história fica cansativa e depois da primeira conversa que era promissora, logo você percebe que tudo é focado nos problemas pessoais do protagonista, acaba perdendo um pouco o interesse e realmente acontece isso, quando chega à última entrevista tudo já está bem desinteressante.


Direção de arte e fotografia não compromete, como também não chama atenção. O andamento da trama é meio confuso, não desenvolve bem, pois tem algo ali que abalou o casal, mas não é bem explicado, só é jogado para iniciar o plot, inclusive deixando muita coisa no ar até se fechar no final (aí de forma concisa no caminho que escolheu), mas chegando lá de modo truncado. A trilha sonora acompanha as cenas de acordo com o pesar de Paul, além de uma paleta de cores que a cada entrevista vai escurecendo, assim como o porquê de cada lugar escolhido por Deus para aquela conversa. Sobre as atuações... Brenton Thwaites não dramatiza bem, parece mais um personagem incomodado com a situação do que sofrendo, assim como Yael Globglas, não deu química esse casal. Além disso, temos o Deus de David Strathairn que entrega de forma tranquila esse possível Deus, consegue bons diálogos principalmente no primeiro ato, já o restante do elenco de apoio estão sofríveis. Entrevista com Deus trás uma premissa interessante “o que você perguntaria para Deus se tivesse a chance”, mas desperdiça isso dentro de um dramalhão exagerado e forçando o protagonista a ser mais do que deveria ser, tem um ato inicial promissor, mas fica apenas nisso, pois os atos seguintes vão por um caminho genérico. Filme regular, senão fosse a primeira das três entrevistas seria bem pior.

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quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Cinema 537# Um Segredo em Paris

Um Segredo em Paris (Drôles d'oiseaux)


Mavie (Lolita Chammah) aos 27 anos mora na casa de uma amiga, mas decide sair de lá para ter mais privacidade, ela conhece Georges (Jean Sorel) que aos 76 anos vive sozinho e tem uma livraria bagunçada do qual recusa-se a vender qualquer livro. Só que ele simpatiza com Mavie e à contrata para trabalhar no seu negócio, além de oferecer uma moradia para a moça. Os dois vão se conhecendo melhor e se entendendo mesmo com as diferenças de pensamentos e idade. Toda essa sintonia pode acabar, pois Georges guarda um segredo que pode prejudicar essa amizade. Produção francesa, com direção de Élise Girard e distribuição brasileira pela Pagu Pictures.


Uma história de relacionamento entre pessoas de uma diferença de idade grande, mas o que temos aqui é algo mais cadenciado (lento para falar a verdade) do qual se tem um plot para seguir, mas sem nenhuma vontade de fecha-lo. A trama vai numa pegada meio Intelectual, aonde à protagonista vai tentando encontrar seu lugar social naquele momento, ao mesmo tempo que na jornada de Georges fica claro que ele tem algo a esconder, mas tudo é conduzido em uma calma impressionante, pouco se fala sobre esse segredo, parece não ser algo importante para um contexto geral. Sabe aqueles filmes de cotidiano estilo Boyhood, nesse caminho, entre uma indagação e outra, um café e outro e algumas juras de amor platônicas entre o casal, nada acontece, aonde a coisa mais animada é o gato da Mavie atrapalhando ela de escrever suas cartas de amor.


Claro que tendo Paris de background é muito fácil ter uma fotografia bonita, além disso, a direção de arte funciona, todos os detalhes em mostrar a livraria ou até o lugar onde Mavie mora e morava trás uma sinceridade naquele ambiente. Passando por trilha sonora e edição, tudo é bem conciso. As atuações são boas, mas fica a impressão que em Georges ele tinha algo mais animado a oferecer, pois é um senhor de idade mal humorado e dono de livraria que se recusa a vender seus livros a qualquer pessoa. No mais tudo parece meio experimental, apostando em comportamentos distintos e algumas metáforas (não estranhe vendo pombos caindo mortos no chão assim do nada enquanto a protagonista está andando e pensativa) e quando parece que teremos algo a mais, o filme acaba rapidamente, apenas 1h10 de duração. Um Segredo em Paris é uma produção estranha que aposta em uma abordagem comportamental comedida que ao mesmo tempo que não é ruim, você também não consegue falar que é bom, ficando no meio termo entre os que gostam desse estilo de produção e os que odeiam filme parado, regular.

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Cinema 536# Tudo Acaba em Festa

Tudo Acaba em Festa


Vlad (Marcos Veras) é funcionário do RH de uma empresa que está demitindo pessoas, além de ter outros probleminhas. Por isso está sendo considerado um lugar ruim para trabalhar segundo uma pesquisa da qual foi avaliada. É quando seu chefe Sr Takai (Nelson Freitas) tem a ideia de uma festa de final de ano na firma para melhorar a imagem dela e encarrega Vlad de organiza-la, o cara vai passar maus bocados porque os setores não se conversam e com isso ele vai precisar de muito jogo de cintura para organizar esse evento para agradar seu chefe. Elenco conta ainda com Rosanne Mulholland, Giovanna Lancellotti, Stepan Nercessian, Victor Leal, entre outros. Direção de André Pellenz (Minha Mãe é uma Peça) e com distribuição Downtown Filmes.


Tema fútil, uma história sobre festa de confraternização da empresa, basicamente é isso, o personagem de Veras, junto com a da Lancellotti tentando organizar o evento e depois um monte de coisas acontecendo no mesmo quando se inicia. Parece uma trama de zoeira dentro de um plot básico, mas não funciona, tudo estereotipado demais, usar conceitos antigos e até preconceituosos de como funciona setores de empresas, achar que a área de T.I é um bando de nerd que não sabe se vestir e se portar em público, os motoboys de crenças fervorosas, funcionários que tem desejos reprimidos e querem uma oportunidade dessas para pegação, tudo muito volúvel e básico. A coisa segue desse jeito, com um monte de piadas e situações prontas, não dei um único sorriso o filme todo, esbocei dois em cenas do Marcos Veras. Tenta-se dá um sentido lá pelo final quando se tem uma grande revelação, mas em seguida volta para o genérico e besteirol,  parece que o roteiro foi aceito sem correções, inacreditável que se aprovaram cenas bobas como várias que se tem nesse filme, inclusive com cenário de faraó que não acrescentou nada na cena, entre outras bizarrices.


As falhas são mais de roteiro mesmo, pois tecnicamente não desagrada, ambiente urbano, típico de comédias brasileiras, o problema maior é a condução da história. Sobre o elenco, fizeram o que mandaram neh, fui na coletiva de imprensa, pessoal super simpático, inclusive Marcos Veras (faz o protagonista e o seu irmão gêmeo), mas deu a entender na própria entrevista que não estavam entregando algo bom e sim para passar seu tempo durante 1h30, mas é pouco quando se trata de algo que custa dinheiro à quem vai assistir. Todo mundo se esforçou, mas dentro de algo genérico ninguém se sobressaiu, uma coisa irritante em filmes nacionais (principalmente comédias) é usar nomes conhecidos por uma ou duas cenas só para falar que está no elenco do longa para chamar público, desperdício de dinheiro e cenas. Tudo Acaba em Festa foi montado em cima de uma ideia ruim, condução ruim e finalização pior ainda, caindo no rótulo de mais uma comédia nacional descartável, mesmo com um elenco que tentou, mas com um roteiro ruim assim, não dava para salvar muita coisa. Filme fraco.

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segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Cinema 535# Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald

Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald (Fantastic Beasts: The Crimes of Grindelwald)


Após os eventos do filme de 2016, Grindelwald (Johnny Deep) foge enquanto era transferido para uma prisão de segurança máxima e começa a recrutar seguidores para seu ideal de supremacia dos bruxos sobre os não mágicos, sendo que ele tem um interesse especial de trazer Credence (Erza Miller) para seu lado, o detentor do Obscurus não morreu e está cada vez mais confuso sobre sua origem e poder. Em Hogwarts o jovem Dumbledore (Jude Law) pede à Newt Scamander (Eddie Redmayne) para encontrar Credence antes de Grindelwald em Paris. Para essa nova aventura ele vai ter ajuda outra vez de Jacob (Dan Fogler) e da Tina (Katherine Waterston). Além disso, teremos Queenie (Alison Sudol), Leta Lestrange (Zoë Kravitz), Theseus Scamander (Callum Turner), Nagini (Claudia Kim), Yusuf (William Nadylam) e Nicolas Flamel (Brontis Jodorowsky) que estão nessa aventura, alguns para ajudar e outros para atrapalhar a missão de Newt. O Wizard World de J. K. Rowling está de volta e novamente com a direção de David Yates (dirigiu todos os filmes do mundo Harry Potter desde A Ordem da Fênix). Produção e Distribuição da Warner Bros.


Dessa vez a história expandiu demais, a inclusão de muitos elementos do mundo Harry Potter, somado a muitas subtramas deixaram o roteiro em si meio espaçado. Como ritmo de trama ficou meio truncado, muitas coisas acontecendo e pouco tempo para desenvolve-las, além de algumas decisões sobre alguns personagens meio questionáveis. Primeiro a Queenie aonde sua personalidade mudou, logo na primeira cena com Jacob e Newt você já nota algo errado que vai se confirmando durante a trama dela, virou uma nova pessoa do nada. Em segundo temos Credence, gosto do Erza Miller, mas em Animais Fantásticos não funciona, ele não consegue atuar bem nesse papel e seu personagem deveria ter encerrado sua jornada no longa anterior, eles desconstruiram sua origem e montaram outra agora, para depois destruir novamente e   deixando uma confusão enorme, que ficará maior no final do filme você verá. Terceiro é a Leta Lestrange criaram todo uma estrutura para a jornada dela que ficou estranha e só enxertou mais a história, são os três pontos que me chamaram atenção negativamente, agora vamos as partes que não estragam o filme, mas não somam muita coisa. Parecia que teríamos algo mais impactante, pois são mais de 2 horas que não cansam devido ao visual e você querer saber aonde vai dar tanta histórias em paralelos, mas com um final que rodou rodou e pouco contribuiu para algo relevante, a não ser algumas perguntas sobre elementos que foram adicionados, então espera-se que nos próximos três filmes a coisa ande, pelo menos no Onde Habitam foi tudo fechadinho e conciso dentro da jornada de Newt, que nesse são tantas coisas acontecendo que ele não acrescenta muito pois até sua história com seu irmão (Theseus) não teve muito tempo de tela devido à tantos personagens sendo desenvolvidos, sua diferença como protagonista em Os Crimes de Grindelwald é levar o Pelúcio sempre com ele (precisará assistir para entender do que eu falei agora rs).


O pior de ter muitas de coisas acontecendo em paralelo que uma hora vai ter que juntar tudo e se faz isso... mas de uma forma brusca demais, dando a nítida impressão que no corte final deixaram cenas de fora. Para não ser chato, vamos as coisas boas... Johnny Deep aprovado como Grindelwald,  Dan Fogler é incrível como o carisma do seu Jacob funciona não só nas cenas com Newt, Jude Law achei que iria se destacar mais e não acontece, muito é culpa da trama do seu personagem nesse filme que atrapalha contribuir melhor para a aventura de Newt e cia, no próximo isso deve melhorar... e fechando a parte individual com o personagem Nicolas Flamel... quem leu e (ou) assistiu A Pedra Filosofal não imaginou que o veria desse jeito e foi bem diga-se de passagem, contribui bastante no final, são os que tiveram destaque positivo (negativos e o Newt já foram mencionados acima, dos que valem a pena citar). Óbvio que quase tudo tecnicamente funciona... efeitos, fotografia, trilha sonora, design e etc (exceção a montagem que peca em algumas partes). Poder vê novamente Hogwarts deu aquela nostalgia gostosa (eu li e tenho todos os livros e assisti os filmes), a cena da fuga de Grindelwald é muito boa, assim como as cenas de Newt com os poucos animais que ele interage nessa história. Vale destacar o final com efeitos especiais grandiosos que merecem ser visto na maior tela que você puder assistir nos cinemas. Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald trás um visual incrível, referências que vão aquecer os corações dos fãs de Harry Potter, efeitos belíssimos e alguns personagens que tomaram para sim esse longa como Jacob, Grindelwald, Flamel e Pelúcio. Em contrapartida se expandiu demais, muitos personagens com  subtramas que criaram vários núcleos e depois juntou tudo de uma forma não muito natural em uma experiência de roteiro final que deu a impressão que a história não andou muito como deveria. Tirando a média ficou bom, mas com uma sensação que faltou algo e a certeza que o primeiro filme foi melhor.

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