(Zazie Beetz lidera terror sangrento em uma experiência intensa e repetitiva)
By: Alan David
Eles Vão Te Matar (They Will Kill You) é um terror que aposta alto na tensão e na violência estilizada, mas que acaba tropeçando na repetição. Com uma proposta de tirar o fôlego, o filme até consegue impactar nos primeiros momentos — porém, conforme avança, o que era intensidade vai se transformando em previsibilidade.
A história acompanha Asia, personagem de Zazie Beetz, uma ex-presidiária que aceita trabalhar como empregada em um prédio de luxo com um histórico no mínimo estranho. Não demora muito para o filme revelar seu verdadeiro jogo: o local esconde um culto violento, e o que parecia um recomeço vira um pesadelo onde sobreviver é a única regra.
E é aí que o longa entra de vez no modo survival.
Dirigido por Kirill Sokolov, o filme aposta em uma estética agressiva, com violência estilizada, câmera dinâmica e uma construção que transforma o prédio quase em um labirinto vivo. Cada andar, cada corredor, funciona como uma nova “fase”, colocando a protagonista diante de perigos cada vez mais extremos.
No início, isso funciona muito bem. Existe uma energia caótica, uma sensação constante de urgência e até uma criatividade nas sequências de violência que prende a atenção. Mas o que começa como tensão logo revela seu maior problema: a repetição.
O filme entra em um ciclo claro — fuga, confronto, escape — e repete essa estrutura até o desgaste. Falta evolução real. Falta surpresa. E, principalmente, falta impacto conforme a narrativa avança.
Mesmo com a entrega sólida de Zazie Beetz, que sustenta bem o desespero e a resistência da personagem, o roteiro não colabora. Asia é colocada em situações cada vez mais extremas, mas sem um desenvolvimento que acompanhe essa escalada, o que enfraquece qualquer tentativa de envolvimento emocional.
O longa ainda tenta equilibrar esse excesso com humor ácido e momentos quase absurdos, mas o tom oscila. Em vez de reforçar a identidade do filme, essas escolhas acabam deixando a experiência irregular — como se estivesse constantemente entre levar a sério ou assumir o próprio exagero.
Quando acerta, o filme entrega boas sequências, tensão eficiente e um caos que prende pela curiosidade. Mas são momentos isolados dentro de uma estrutura que insiste em repetir a mesma ideia até perder força.
No fim, Eles Vão Te Matar tinha todos os elementos para ser um survival marcante — conceito interessante, estética forte e uma protagonista competente. Mas ao apostar demais na repetição, acaba se tornando exatamente o tipo de filme que começa intenso e termina previsível.
E é aí que o longa entra de vez no modo survival.
Dirigido por Kirill Sokolov, o filme aposta em uma estética agressiva, com violência estilizada, câmera dinâmica e uma construção que transforma o prédio quase em um labirinto vivo. Cada andar, cada corredor, funciona como uma nova “fase”, colocando a protagonista diante de perigos cada vez mais extremos.
No início, isso funciona muito bem. Existe uma energia caótica, uma sensação constante de urgência e até uma criatividade nas sequências de violência que prende a atenção. Mas o que começa como tensão logo revela seu maior problema: a repetição.
O filme entra em um ciclo claro — fuga, confronto, escape — e repete essa estrutura até o desgaste. Falta evolução real. Falta surpresa. E, principalmente, falta impacto conforme a narrativa avança.
Mesmo com a entrega sólida de Zazie Beetz, que sustenta bem o desespero e a resistência da personagem, o roteiro não colabora. Asia é colocada em situações cada vez mais extremas, mas sem um desenvolvimento que acompanhe essa escalada, o que enfraquece qualquer tentativa de envolvimento emocional.
O longa ainda tenta equilibrar esse excesso com humor ácido e momentos quase absurdos, mas o tom oscila. Em vez de reforçar a identidade do filme, essas escolhas acabam deixando a experiência irregular — como se estivesse constantemente entre levar a sério ou assumir o próprio exagero.
Quando acerta, o filme entrega boas sequências, tensão eficiente e um caos que prende pela curiosidade. Mas são momentos isolados dentro de uma estrutura que insiste em repetir a mesma ideia até perder força.
No fim, Eles Vão Te Matar tinha todos os elementos para ser um survival marcante — conceito interessante, estética forte e uma protagonista competente. Mas ao apostar demais na repetição, acaba se tornando exatamente o tipo de filme que começa intenso e termina previsível.
Apesar da proposta interessante, o filme não consegue sustentar sua força até o final. A repetição estrutural desgasta a experiência e reduz o impacto emocional que a narrativa tenta construir.
Ainda assim, existem qualidades claras: a estética, a energia inicial e a performance da protagonista ajudam a manter o interesse, mesmo quando o roteiro começa a se perder.
No geral, é um filme que chama atenção pela proposta e execução inicial, mas que não consegue evoluir o suficiente para se destacar dentro do gênero.
Ainda assim, existem qualidades claras: a estética, a energia inicial e a performance da protagonista ajudam a manter o interesse, mesmo quando o roteiro começa a se perder.
No geral, é um filme que chama atenção pela proposta e execução inicial, mas que não consegue evoluir o suficiente para se destacar dentro do gênero.
Sinopse:
Uma ex-presidiária aceita trabalhar em um prédio de luxo, mas logo descobre que o local esconde um culto violento. Presa em um ambiente hostil e imprevisível, ela precisa lutar para sobreviver enquanto enfrenta desafios cada vez mais extremos em um verdadeiro jogo de sobrevivência.
Nota: Regular: 2,5/5
Uma ex-presidiária aceita trabalhar em um prédio de luxo, mas logo descobre que o local esconde um culto violento. Presa em um ambiente hostil e imprevisível, ela precisa lutar para sobreviver enquanto enfrenta desafios cada vez mais extremos em um verdadeiro jogo de sobrevivência.
Nota: Regular: 2,5/5




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