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quinta-feira, 18 de abril de 2019

Crítica Cinema: A Maldição da Chorona

(Um terror que diverte na hora)


Sinopse: A lenda de uma mulher que afogou os próprios filhos no passado, batizada de a 'Chorona' esse ser do mal passou a assassinar crianças afogadas ao longo dos tempos. Essa ameaça chega à assistente social chamada Anna (Linda Cardellini, Vingadores: A Era de Ultron) que após se envolver com duas crianças que caíram nas mãos dessa criatura... Ela passará a ser assombrada por esse ser maligno, pois a Chorona tentará matar seus dois filhos. Para salvar suas crianças, Anna vai precisar da ajuda de um ex-padre chamado Rafael Olvera (Raymond Cruz) que será a única chance dela deter esse mal. Elenco ainda conta com Tony Amendola, entre outros. Direção de Michael Chaves (Irá dirigir Invocação do Mal 3). Distribuição Warner Bros.

A Maldição da Chorona (The Curse of La Llorona)


O longa faz parte desse universo compartilhado de Invocação do Mal, Annabelle e a Freira. Muito foi dito que não se passaria nesse mundo, que seria apenas dos produtores dessa franquia, mas para surpresa de quem achava isso, tem ligação sim, pois aparece um personagem desse "Demonverse" criado por James Wan na Warner. Aliás mesmo assistindo em cabine de imprensa, levantou a todos quando isso acontece, pois querendo ou não, todo mundo gosta de um mundo compartilhado, dá a sensação que você está assistindo algo cânone e não um spinoff perdido. Sobre o longa em si, a ideia é levantar essa lenda da Chorona, algo bem popular em contos mexicanos, tudo é muito focado nessas características do que seria essa criatura. Assim a narrativa consegue ao longo da história deixar bem claro o objetivo de retratar um conto de terror popular em forma cinematográfica, nisso entrega bem, até porque acrescenta um certo humor no meio desse terror sem avacalhar as coisas.


Ao levantar detalhadamente a mística da Chorona, o inicio é meio lento e preparatório, assim como dar camadas emocionais a personagem Anna (Cardelinni), mas após a entrada do ex-padre Rafael (Cruz) e quando tudo vai se passar dentro da casa da protagonista... Começa uma onda de ataques do bicho, lances de sustos e acredite... Em um ritmo mais acelerado e com boas doses de humor, fica agradável de assistir e vai divertindo bem. Claro que de todos os filmes do Demonverse, esse foi o mais contido, pois os outros tem exorcismos, resolver enigmas para saber as motivações da ameaça e como derrotá-la. Nesse longa, como o padre de um jeito bem humorado já tem as formas de como parar a Chorona (Acontece uma cenas com ovos bem engraçadinha) cabe a narrativa dar uma dinâmica, aumentar os sustos e tensão para encaixar direito na proposta que se estabelece à partir daí. Não fica algo tão vistoso e tão elaborado, mas consegue entreter bem, apesar de a coisa que mais você se lembra ao terminar de sair da sala de cinema é a rápida participação de um personagem desse universo de a Invocação do Mal e validando que a Chorona está situada no mesmo mundo dos Warrens, Annabelle, Freira e cia.


O visual é bem urbano e noturno, quando entra no plot principal tudo fica mais fechado à casa da protagonista. A fotografia é normal, pois se passa nos dias atuais. A trilha sonora entra no tempo certo, consegue dá um terror no time correto, sem exagerar. Nos efeitos visuais, a Chorona está muito bem feita, claro que serve para dar aquelas aparições do nada para assustar, mas até que não são muitas vezes, o foco maior é as entradas dela atacando crianças e seu choro que é bem perturbador, o roteiro consegue trabalhar bem isso, assim como o diretor que dentro de uma proposta simples que a trama se torna ao entrar no segundo ato, fica menos complexo e mais diversão. Linda Cardellini está bem, apesar de que seus gritos são mais assustadores que os da Chorona. Raymond Cruz teve um trabalho curioso, aparece bem de lado na história, depois cresce de um jeito que eleva inclusive a qualidade narrativa do filme. Tivemos três outros personagens que pareciam ter uma maior importância que teriam... Como o padre feito por Tony Amendola, mas são descartados quando entrar na parte de embate na casa da Anna (Tem uma outra dessas três, mas de forma bem avulsa na parte final, não melhora e nem prejudica as coisas). A Maldição da Chorona consegue criar uma ambientação sombria, mas ao mesmo tempo em que se torna algo mais contido e diverte você ali naquela correria deles contra aquele ser do mal. Saindo da sala do cinema você sabe que se divertiu ali na hora, só que a trama vai fugindo da sua mente, mesmo com a sensação que você conseguiu se entreter bem, pois mudou a dinâmica (Sem grandes mistérios) de como lidar com o mal da vez. Fica claro que a proposta era essa, nisso é bem funcional, ficou bom.

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