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domingo, 3 de março de 2019

Crítica Cinema: O Rei de Roma

(História conhecida que aposta em personagens peculiares como diferencial)


Sinopse: Numa Tempesta (Marco Giallini) é um bilionário que levantou sua fortuna sendo um grande homem de negócios, mas nem todos eles foram dentro da lei. Isso acaba o mandando para as mãos da justiça ... E para não ser preso, o cara vai ter que cumprir um ano de serviços sociais em um abrigo para sem tetos. Na tentativa de diminuir essa pena, ele vai tentar convencer essas pessoas humildes a gostar dele e assim agradar a coordenadora da instituição e se livrar o quando antes desses afazeres. Só que na verdade a vida solitária desse ricaço vai ser preenchida por essas pessoas humildes, mesmo assim, seu jeito de negociar vai influenciar até esses novos amigos dele. Comédia italiana dirigida por Daniele Luchetti e com distribuição nacional pela Pago Pictures.

O Rei de Roma (Lo Sono Tempesta)


O humor dos filmes italianos é meio peculiar, apostam em diálogos curtos e muitos gestos (Mas o sotaque italiano é muito legal), além de um fundo musical que parece circense que particularmente não me agrada, mas aqui a história tem uma boa conjectura em seu desenvolvimento, onde oferece algumas metáforas, semânticas e dando um algo a mais em uma história que é até simples demais... Um rico solitário que se mistura com pessoas humildes e passa a compreender o que de verdade importa para ser feliz, parece básico... é básico, só que tem umas peculiaridades de relacionamentos interessantes.


Alguns pontos curiosos como a interação de Tempesta com o humilde Bruno (Elio Germano) e o filho dele, do qual tem uma rivalidade e depois ambos vão entendendo o lado de cada um. Outros personagens diferentes fazem parte dessa história, como garotas de programas que estudam psicologia e ficam analisando seus clientes. Além disso, cada sem teto do filme tem uma personalidade que mesmo não explorada a fundo como a de Bruno, em com contexto narrativo fica ok. A história parte do principio do motivo que causa toda a trama (Falcatruas nos negócios do protagonista), o jeito nada limpo de realizar negócios de Tempesta, o roteiro consegue impor isso até no jeito dos moradores de rua, pois chega um momento que papéis são trocados, sendo mais ou menos essa a ideia... de valores invertidos e cometendo os mesmos erros. Além de ainda ter uma coisa do protagonista com o pai que não o reconhecia. Como veem... tem muitas coisas sendo contada e mesmo sem uma profundidade melhor, fecha direitinho sem nenhum buraco, apesar das explicações dos acontecimentos do ápice do filme terem ficado meio confusas.


A direção de arte tem mais destaque no palácio do Tempesta, mas consegue fazer um contraponto com lugares miseráveis e o abrigo que cuida daquelas pessoas carentes, com takes curtos que exploram mais os diálogos do que mostrar toda ambientação. Como disse antes, a trilha sonora é meio animada demais... padrão em comédias italianas, além disso, fechando a parte técnica... A bela fotografia italiana ficou de fora, pois é tudo muito urbano. Sobre as atuações, destaque para Marco Giallini que tem grande presença de cena. Os outros, mesmo Elio Germano não são tão bons, assim como a coordenadora do abrigo interpretado por Eleonora Danco, que tem uma mini trama com Tempesta, mas fecha de um modo meio esquisito. O Rei de Roma entrega uma narrativa batida, mas contada de uma forma interessante, aonde insere vários personagens com personalidades peculiares para dar um diferencial e não ser mais uma comédia padrão de rico solitário, no geral, ficou bom.
 
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