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quinta-feira, 18 de novembro de 2021

Crítica Cinema | Noite Passada em Soho

(Uma bagunça passada em Soho)


Em Noite Passada em Soho, acompanhamos Eloise (Thomasin Mckenzie), uma jovem apaixonada por design de moda que consegue, misteriosamente, voltar à década de 1960. Lá, ela encontra Sandie (Anya Taylor-Joy), uma deslumbrante aspirante a cantora por quem é fascinada. O que ela não contava é que a Londres dos anos sessenta pode não ser o que parece, e o tempo passa cada vez mais a desmoronar, levando a consequências sombrias. Elenco ainda conta com Matt Smith, Diana Rigg, Aimee Cassettari, Rita Tushingham, entre outros. Direção de Edgar Wright. Distribuição nacional da Universal Pictures do Brasil. Estreia nos cinemas brasileiros, em 18 de novembro de 2021. Para o trailer, clique aqui.

Noite Passada em Soho (Last Night in Soho)


O filme tem umas temáticas iniciais interessantes, pois no começo da história com a personagem Eloise (Thomasin Mckenzie), temos vários assuntos abordados como a perda familiar, o começo de uma nova vida na cidade grande... e até bullying em sua tentativa de adaptação a essa nova fase pessoal. E mesmo com uma atuação fraca da Thomasin (Falarei mais a frente) tem ali uns elementos que são batidos, mas que se bem conduzidos, podem acrescentar... Só que a partir da entrada na trama principal... com o passado da personagem Sandie (Taylor-Joy) as coisas mudam de atmosfera, vira uma ambientação suspense, terror psicológico e até físico em alguns momentos. A narrativa fica tensa, tanto que até um romance jovem que tentam emplacar, fica muito fora de tempo, já que todo o mistério das crises de Eloise se vendo no lugar de Sandie nos anos sessenta... levanta mais questões como o abuso contra a mulher, mistérios e assassinatos... que não dá espaço para mais nada, mesmo assim o roteiro insiste em misturar tudo... fazendo com que os assuntos se atropelem nessa troca constante de gêneros...


A bagunça entre passado e presente vai sendo conduzido para um culpado, quando temos a virada em um plot que levava a crer que seria algo simples, mas de impacto, tudo muda sem muito sentido em uma subversão de valores, mesclando até sobrenatural, ai finaliza tentando limpar a barra novamente e acrescentando tudo que abordou o filme todo sem muita construção narrativa para tanto. A ambientação dos anos sessenta é boa, tudo muito soturno, bares antigos, cores vermelhas intensas, além de quando precisa dos efeitos visuais para uma “interação” das protagonistas... funciona bem. Sobre o elenco... Thomasin Mackenzie está mal no papel, não sei qual foi o critério de casting para sua escolha... Ela tem um perfil muito doce, uma voz muito puxada para o estilo dengosa, não bate bem com o que a personagem precisaria, esse que a faz gritar de medo o filme todo, praticamente ela só faz isso. Anya Taylor-Joy é uma atriz em ascensão muito curiosa, o talento dela em representar pessoas perturbadas ou exóticas é impressionante, como aqui é o caso, então foi uma boa escolha, pena não aparecer tanto como parecia que seria. O diretor Edgar Wright, conhecido pelo bom Em Ritmo de Fuga, aqui vai se enrolando em sua própria construção, tendo uma confusão narrativa com excesso de informações. Noite Passada em Soho é uma linha de assuntos emocionais, misturando-se a suspense e terror, mas falha a não ter tanto foco, e ainda se complica muito no fim... além de uma das protagonistas ser fraca (Thomasin) e precisa muito da outra (Anya) para segurar as pontas, só que a mesma não teve tanto espaço assim. Esperava mais do que foi mostrado.

Imagens fornecidas pelas assessorias ou retiradas da internet para divulgação/Biografias usadas são da IMDB.
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