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quinta-feira, 11 de abril de 2019

Crítica Cinema: Primeiro Ano

(As durezas de quem vai entrar na faculdade)


Sinopse: Benjamin (William Lebghil) é um jovem estudante que está começando seu primeiro ano na faculdade de medicina, nisso ele conhece Antoine (Vincent Lacoste) que está prestando pela terceira vez. Agora os dois passarão por noites mal dormidas, stress e tensão das provas escolares. A pressão da competitividade cresce mesmo entre os novos amigos, pois um é muito focado e o outro tem mais talento natural para o curso, isso também vai provocar uma rivalidade entre os dois, pelo menos de um lado. Drama francês com direção e roteiro de Thomas Lilti. Distribuição nacional pela A2 Filmes.

Primeiro Ano (Première année)


Para o público francês é um roteiro do qual devem sentir-se mais familiarizados, pois o inicio acadêmico em uma faculdade no Brasil é diferente, mesmo assim, algumas coisas durante a narrativa você pode se familiarizar ter passado ou estar passado caso esteja estudando. Durante a jornada de Benjamin e Antoine, temos coisas mais voltadas para rede de ensino francês, como o modo de seleção e o vestibular deles, isso meio que tira você da história, mas quando foca em stress, provas, noites de estudos e coisas do tipo, isso volta mais para um público universal, então a proposta do longa consegue se manter sem grandes alardes.


Por ter essa linguagem mais especifica, tudo tende a ir perdendo o espectador que não se simpatiza com assunto, por isso, temos algumas subtramas internas entre os protagonistas, até para balancear essa situação. A forma que o roteiro trabalha a personalidade dos dois consegue transpor algumas situações interessantes da cobrança pessoal, inveja e o quanto se é o dom natural e se não se tem... Até onde você precisa dar algo a mais, isso serve para qualquer coisa que você se prestar a fazer, não só estudos, isso ficou legal. A narrativa segue nessa de batidos problemas e dilemas dos estudantes e indo mesclando com o jeito pessoal de Benjamin e Antoine, chegando a um final um tanto questionável, entendível, mas com uma forçação de roteiro grande, poderia terminar assim, mas sem essa licença poética dramática desnecessária nos minutos finais da história.


As cenas na faculdade são normais, não tem uma parte técnica voltada a algo vistoso, tudo muito fechado, inclusive em pequenas salas de estudo ou quarto de estudantes, por isso muitos takes curtos. O longa se limita apenas aos protagonistas, onde temos William Lebghil e Vincent Lacoste com atuações convincentes no que seus personagens pediam, tanto juntos, como separados. Só os achei meio meio velhos para os papéis dentro do que o filme quis apresentar. Primeiro Ano tem uma proposta mais para um certo público e com peculariedades no roteiro que ficam mais simpáticos ao país de origem, mas consegue em pontos narrativos individuais e na personalidade dos protagonistas da uma certa simpatia a história, ficou bom.

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