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domingo, 24 de fevereiro de 2019

Crítica Cinema: Bohemian Rhapsody

(Superficial ao mesmo tempo que diverte)


Sinopse: A trajetória de uma das bandas de rock mais famosas que já existiram, o 'Queen' tem sua jornada retratada no seu vocalista Freddie Mercury (Rami Malek, Mr. Robot). Do surgimento e ascensão, do casamento à sua homossexualidade, além das drogas e brigas com seus amigos. Tudo isso não afeta o talento do astro, que junto de Bryan (Gwilym Lee), Roger (Ben Hardy) e John (Joseph Mazzello) vão elevar o patamar da música em tons que irão explodir pelo mundo. Elenco ainda conta com Lucy Boynton, Mike Myers, Aidan Gillen, entre outros. Direção de Bryan Singer (X-Men) e roteiro de Anthony McCarten. Distribuição brasileira pela Fox Film do Brasil.

Bohemian Rhapsody


A produção já está com vários problemas fora das telonas, como o diretor Bryan Singer sendo acusado de abuso sexual, isso prejudicou o filme em alguns circuitos e premiações. Além disso, o fato do protagonista está sendo dublado e não está usando 100% da sua voz para cantar desagradaram os fãs... Ainda mais dá história não ser tão fiel assim de Mercury, tudo isso dá um tom mais complicado para a produção. Sobre o filme em si e no que se propôs a entregar, temos uma jornada que mesmo não aprofundada do ídolo, o mostra como alguém excêntrico e com um talento excepcional. A trama vai indo numa pegada que sempre é feita de grandes astros, com todas as escalas desses artistas que no mesmo nível de talento, tinham de loucura. O diferencial é na atuação de Malek, mesmo que caricata, ele consegue ditar o ritmo da história e dar um ar agradável de assistir.


Percebe-se que o roteiro não se arrisca, ao tratar dos problemas de Mercury, parecem pontas superficiais, como pegar os melhores e piores momentos da carreira do astro e falar "Isso aqui aconteceu", mas não tem um aprofundamento do que seria o sentimento daquela pessoa que se perde dentro de suas loucuras. Tudo caminhando na simpátia do protagonista, você nem compra muito que ele é o Mercury, mas alguém que consegue manter o ritmo das coisas, mesmo sendo contada em forma de pitadas. As músicas e shows compensam, quando chega à parte final e uma sequência de sucessos do Queen são cantadas, você esquece tudo e só aproveita o espetáculo.


Por se tratar da história de Freddie Mercury e Queen, claro que a parte musical encanta, as músicas são sensacionais e até hoje agradam uma legião de fãs, por isso a parte sonora é impecável, assim como é boa toda a direção de arte, fotografia  e tudo que envolve a técnica que consegue transparecer e envolver você naquele mundo musical (O show no Brasil no começo dos anos 80 que levou multidões para assistir o grupo é mencionado até que com certo destaque em uma cena do filme). Sobre as atuações... Rami Malek mesmo de um jeito cartoonesco consegue ser um bom protagonista dentro daquela história em si, assim como  os interpretes do Queen e o restante do elenco que dá o apoio necessário para Malek brilhar, apesar da dentadura que ele usa para tentar parecer com o astro incomodar da primeira a última cena dele. Bohemian Rhapsody é um curioso caso aonde temos uma biografia muito superficial, mas com um pano de fundo com as ótimas músicas do Queen e com um protagonista que mesmo não sendo fiel ao original, arranjou um modo de interpretar o astro do rock (Que faleceu em 1991 devido a uma pneumonia agravada pela AIDS que ele contraiu) que deixasse tudo muito animado e mais popular de se assistir. Nisso entrega bem e mesmo vendo falhas, está bem divertido e agradável de assistir e ouvir, ficou bom mesmo.
 
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 Dúvidas, sugestões, parcerias e indicações: blogparsageeks@gmail.com

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