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terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Crítica Cinema: Alita - Anjo de Combate

(Espetáculo visual dentro de um roteiro simplificado)


Sinopse: Em um futuro caótico onde uma guerra chamada 'A Queda' separou a população da Terra, embaixo temos uma cidade sucateada e violenta com pessoas sobrevivendo e não vivendo... Acima deles um lugar afortunado chamado de 'Zalém', lugar que as pessoas debaixo sonham em morar. A história começa quando o cientista robótico Drº Ido (Christoph Waltz, Jango Livre) encontra uma ciborgue menina toda avariada e a remonta, além de batizá-la com nome de Alita (Rosa Salazar, Bird Box), o que ele não esperava era que a garota tinha uma força incomparável e uma origem que desperta o interesse hostil de Vector (Mahershala Ali, Green Book) e Chiren (Jennifer Connelly, Uma Mente Brilhante) que trabalham para Zalém que dá a ordem para matá-la. No elenco ainda temos Ed Skrein (Deadpool) entre outros. Direção de Robert Rodriguez (Sin City - A Cidade do Pecado), ele também está envolvido no roteiro junto com James Cameron (Avatar e Titanic) esse por sua vez é o produtor do longa-metragem também... Empresa envolvida na produção 20th Century Fox e distribuição nacional da Fox Film do Brasil.

Alita - Anjo de Combate (Alita: Battle Angel)


A produção é uma adaptação do mangá escrito por Yukito Kishiro, originalmente com o nome Gunnm - Hyper Future Vision que foi publicado no Brasil em 2003 pela Editora JBC (Na época comprei até a edição 11/18, mas parei devido à história ter caído muito de qualidade) e em 2017 já com o nome de Battle Angel Alita - Gunnm Hyper Future Vision o mangá foi relançado pela mesma editora em um formato especial. Não é uma história simples de adaptar, precisa de efeitos especiais gigantescos, coisa que para James Cameron é tranquilo, mas no roteiro que a coisa pega, já que no original temos uma história bem complicada, tanto que abandonei e deixei de comprar as edições depois da 11ª que é um pouco após o arco que temos aqui no filme, devido a ter se perdido da proposta inicial. O desafio aqui é descomplicar esse mundo de Alita... Então a opção foi reforçar um romance adolescente e dar pinceladas nas características principais dessa parte adaptada que é o lance dos caçadores e da corrida de ciborgues. Nisso é feito de forma ok, não tem aquela exploração do roteiro original, mas deixa claro que são duas coisas importantes para aquele universo ali construído, só que peca no quesito social e de como aquelas pessoas vivem abaixo de Zalém, no filme dá uma sensação que para eles está tudo tranquilo viver naquela ambientação Mad Max Cyberpunk.


A história da ênfase demais ao romance para humanizar a narrativa, só que não encaixa, pois fica claro que tem algo maior acontecendo ali do que um simples namoro e acaba deixando coisas importantes a segundo plano. A narrativa se propôs a simplificar uma jornada aos olhos de Alita, pois ela já aparece muito à vontade naquela situação e no contraponto temos os vilões que não conseguem se desenvolver a ponto de você ter aquele antagonismo que emplacasse uma trama forte. Chegam momentos que tudo está bonito e encaminhado, mas de uma forma sem alma e não parece está construído um grande ápice, pois na parte que se define o que a protagonista vai lutar, fica meio sem sal. Então fica claro que a história tem qualidade, mas em um todo falta um carisma que pode ser cansativo aos olhos do grande público que vai procurar esse filme como de ação ininterrupta, coisa que não temos (Quando tem são muito boas tenho que dizer), os personagens conversam e procuram laços para algo mais profundo, seria na pegada de Blade Runner 2049, só não é lento como lá.


Ambientação com sua direção de arte são impressionantes. A mistura de tecnologia com a sujeira de uma cidade destruída é feita de forma muito boa, assim como as parte nos laboratório e da arena de corridas. Os efeitos especiais são muito bons em todos os ciborgues, a captura de movimento e transformação visual na Alita é bem cartunesca, fica até melhor, chegando um ponto que ela está bem estilosa no que ela se torna no ato final do filme. As cenas de lutas são intensas, rápidas e destrutivas, só deveria ter mais. Trilha sonora não chamou atenção... Mas no geral as partes técnicas são praticamente perfeitas. Sobre o elenco... Rosa Salazar foi bem como Alita, você estranha aquele visual, mas depois você se acostuma e até gosta... Já seu par romântico (Keean Johnson) dentro do que ele deveria ser entrega de forma satisfatória. Agora os pesos pesados do elenco...  Waltz ficou bem caracterizado, mas assim como Mahershala e a Connelly... Mereciam ter suas personalidades melhores trabalhadas com camadas emocionais mais profundas, seja para o bem ou para o mal. Alita - Anjo de Combate tudo é vistoso e bonito de assistir, adaptou algo complicado e tentou simplificar, mas nesse processo tirou um pouco da essência do original. Mesmo assim, tem seus momentos que um filme que mistura ficção científica e ação deve ter... Além de uma belíssima parte técnica. Ficou bom.

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