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sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Crítica Cinema: A Favorita

(Atuações destacáveis dentro de uma história funcional)


Sinopse: Baseado em fatos reais, essa história se passa na Inglaterra do século XVIII aonde a Rainha Ana (Olivia Colman, Assassinato no Expresso do Oriente) é uma nobre cheia de problemas físicos e de um temperamento bem questionável... Ela é altamente influenciada pela sua conselheira a Duquesa Lady Sarah (Rachel Weisz, O Jardineiro Fiel) no qual ela também é sua confidente e amante. A chegada de uma ex-nobre e parente distante da rainha a esperta Abigail (Emma Stone, La La Land) mudam as coisas, pois ela quer se aproveitar para tomar o lugar de Sarah e voltar a ser bem sucedida... Agora começa uma briga de atitudes nos bastidores do castelo real no qual uma vai tentar tomar o lugar da outra no coração da excêntrica Rainha Ana. Elenco conta com Nicholas Hoult (X-Men: Apocalipse), entre outros. Filme com 10 indicações ao Oscar 2019. Direção de Yórgos Lánthimos (O Sacrifício do Cervo Sagrado) com distribuição brasileira pela Fox Film do Brasil.

A Favorita (The Favourite)


Uma comédia moderada de época, pelo menos é a terceira em menos de seis meses que eu vejo (Segundo semestre do ano passado tivemos Troca de Rainhas e O Retorno do Herói) são sempre interessantes esse tipo de produção, no mínimo visualmente entrega bem. Aqui nesse filme, o intuito em A Favorita é desenvolver um jogo de cão e gato na disputa para quem vai ser a queridinha da rainha. Isso ocorre de forma natural assim que a personagem de Emma Stone dá os primeiros indícios de que não estava ali por estar. Como roteiro em si, parece um novelão onde uma começa por cima, depois a outra da a volta e assim caminham as coisas... Com direito a bastidores, fofocas e artimanhas tanto de Sarah (Weisz) como de Abigail (Stone). Fora dessa disputa a trama tenta emplacar as particularidades da Rainha Ana, uma subtrama toda particular para Abigail e também um lance com seus conselheiros sobre os rumos que tomar durante a guerra pelo qual estão passando... É onde temos o personagem de Nicholas Hoult, tudo para se conectar a trama das favoritas quando é necessário, temos algumas reviravoltas, mas a sensação de assistir uma novelona resumida é grande, pelo menos é bem feita.


As três protagonistas por assim dizer são os destaques dentro de uma história episódica. Olivia Colman passa uma fragilidade e uma insanidade em sua personagem que você pensa que ela não tem lugar de destaque para se trabalhar, mas no decorrer das coisas ela impõe um ritmo de possessão, aceitação e confusão que combinam bem o que é a sua rainha, lá pelo final temos um grande avanço que justifica de forma natural seu posto. Rachel Weisz e Emma Stone são de atuações muito boas, apesar de Weisz ter os trejeitos maiores para vilã, a sua personagem apesar de não se enquadrar nesse quesito... Ela aproveita bem a situação para ditar as regras do reino mesmo não sendo a autoridade máxima ali, sua jornada após os planos de Abigail começar a dar frutos é de apenas se defender praticamente... Por fim, Emma Stone que é a mais perto de ser uma vilã nisso tudo, consegue boas expressões dentro das atitudes meticulosas da sua personagem, sempre parecendo ter um contra-ataque contra Sarah. Enfim, são atuações que se completam de uma forma simples e funcional.


Parte técnica é um show a parte... A Direção de Arte beira a perfeição, pois recria uma Inglaterra em época de guerra e numa ambientação suja e nobre dependendo da ocasião, os detalhes são tão bons que tem cenas de cotidianos daquele tempo que deixam tudo mais perto da realidade da realeza do século XVIII, sem florir as coisas como muitos filmes do gênero fazem. Fotografia muito bonita, você sente que está naquela época. Trilha sonora tranquila. Por fim, Figurino e tudo que envolve as vestimentas dos personagens são feitos de forma muito cuidadosa e sem erros. Sobre o elenco... Como mencionado um show à parte do trio de protagonistas e ainda temos Hoult que consegue seu espaço e tem ótimos embates de palavras com Sarah e cenas interessantes com Abigail. A Favorita trás um visual cuidadoso e caprichado de uma época de nobre com atitudes nem tão nobres assim, atuações acima da média que se sobressai em um roteiro de novela resumida em um longa-metragem de forma coerente, inteligente e bem dirigida no qual duas mulheres que procuram um conforto e status social se aproveitam da ingenuidade ou acomodação de uma rainha problemática. Ficou bom mesmo.

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