segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Anaconda (2025) – Crítica | O Roteiro Fica em Segundo Plano e o Humor Conduz o Filme

(A nova versão assume a comédia escrachada e deixa a lógica de lado para apostar no entretenimento imediato) 


Bom, a Anaconda, para falar a verdade, realmente existe na Amazônia, no norte da região amazônica, mas ela não tem o comprimento mostrado nos filmes. O maior exemplar já encontrado tinha cerca de 8 metros, e ataques a humanos são extremamente raros. Portanto, tudo o que foi feito para o cinema — como um animal gigantesco que ataca pessoas e demonstra inteligência quase humana — é ficção, criada para angariar público e amplificar o gênero do terror misturado à aventura, no qual a franquia foi inserida.

Ao todo, foram quatro filmes americanizados, sendo o mais conhecido o de 1997, com Ice Cube, Jennifer Lopez e Owen Wilson. Houve também uma produção chinesa em 2024. Algo que pode ser dito sobre todos esses filmes, antes de entrarmos no assunto do novo longa, é que nenhum deles teve boa recepção: tanto pela crítica quanto pelo público, as avaliações sempre ficaram entre medianas e ruins, ou até piores. São filmes, em geral, regulares para baixo.

Chegamos, então, a Anaconda (2025), que conta com um elenco claramente voltado para a comédia e o bom humor. O filme traz Jack Black e Paul Rudd, além do nosso brasileiro Selton Mello e de outro brasileiro, Rui Ricardo Diaz (Impuros). Também estão no elenco Thandiwe Newton, de Westworld, Daniela Melchior, de O Esquadrão Suicida, e Steve Zahn.

Trata-se, portanto, de um elenco pensado para uma abordagem cômica, inserida dentro da mitologia da Anaconda.


O filme tem um roteiro — embora seja difícil até chamá-lo assim. Na prática, ele funciona mais como um ponto de partida para que os personagens sigam em busca da Anaconda. A trama acompanha quatro amigos, os protagonistas, que no passado gravavam filmes independentes. Com o tempo, cada um seguiu sua própria vida, mas, já mais velhos (uns mais, outros menos), decidem se reunir novamente para filmar um longa independente dentro de um determinado plot: fazer um filme sobre a Anaconda. Existe um plot paralelo com Daniela Melchior e Rui Ricardo,  mas nem vale a pena mencionar,  só para fazer render mais tempo de produção.

Eles vão para a Amazônia e lá encontram um tradutor. Para a produção, precisam de uma serpente, uma cobra adestrada. É nesse contexto que surge o personagem de Selton Mello, responsável por garantir o bom humor. Ele funciona muito bem dentro da proposta do filme e do tipo de personagem que representa.

E é basicamente isso. Não há muito além desse ponto inicial. O filme existe como um pretexto para comédia, referências, críticas leves e situações engraçadas. Anaconda é, do começo ao fim, comédia. Não há terror aqui — trata-se de uma aventura com forte apelo humorístico.

Em determinado momento, surge um problema com a cobra adestrada, e o grupo precisa encontrar outra. É então que eles se deparam com a Anaconda de verdade. A partir daí, o filme entra em uma sucessão de correria: foge daqui, corre dali, escapa de um lado, tenta se salvar do outro.

Diferente dos filmes anteriores, a violência não é explícita nem chocante. O longa não quer impactar o espectador pelo medo, mas fazê-lo rir. Há referências diretas e até terminológicas ao Anaconda de 1997, o que fica mais evidente ao longo da narrativa.

A história se resume a isso: correr e fugir da Anaconda até o final, intercalando tudo com cenas bem-humoradas. É um filme que não exige reflexão. A proposta é simples: divertir. Ele se apoia no carisma dos atores, que interpretam personagens que não demandam grandes desafios dramáticos. 

No fim das contas, Anaconda é um filme praticamente sem roteiro no sentido tradicional — e isso não significa que seja ruim. Dentro daquilo que se propõe a entregar, cumpre bem sua função: humor, carisma e situações engraçadas que rendem boas risadas e mantêm o espectador relaxado por uma hora e quarenta minutos. Dentro da proposta, é um bom filme.


Sinopse:
Doug e Griff são melhores amigos desde a infância e sempre sonharam em refazer seu filme favorito de todos os tempos: Anaconda. Quando uma crise de meia-idade os impulsiona, eles partem para o coração da Amazônia para começar as filmagens, mas as coisas ficam sérias quando uma anaconda de verdade aparece no set. Direção: Tom Gormican. Distribuição nos cinemas pela Sony Pictures.

Nota: Bom: 3/5

Imagens para divulgação fornecidas por assessorias ou retiradas da internet aberta dada os devidos créditos
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