sábado, 24 de setembro de 2022

Crítica Cinema | Não Se Preocupe, Querida

(Nada é perfeito nesta história, nem fora dela)


Alice (Florence Pugh) e Jack (Harry Styles) têm a sorte de viver na comunidade planejada de Victory, cidade experimental que abriga os trabalhadores do ultrassecreto Projeto Victory e suas famílias. O otimismo social da década de 1950, defendido pelo CEO da empresa, Frank (Chris Pine) — um visionário coach tanto da vida corporativa como pessoal — fundamenta todos os aspectos da vida em Victory, uma utopia no deserto. Enquanto os maridos passam o dia todo na sede do Projeto Victory, ocupados com o “desenvolvimento de materiais de tecnologia de ponta”, suas esposas — incluindo a elegante parceira de Frank, Shelley (Gemma Chan) — passam seu tempo desfrutando da beleza, do luxo e da libertinagem da comunidade. A vida é perfeita, com as necessidades de todos os residentes atendidas pela empresa, que apenas lhes pede em troca a discrição e o compromisso incondicional com o Projeto Victory. Mas quando rachaduras nessa vida idílica começam a aparecer, expondo flashes de algo muito mais sinistro à espreita, sob uma fachada sedutora, Alice não pode se furtar de questionar o que exatamente é feito no Projeto Victory e por quê. Mas quanto ela está disposta a perder para expor o que realmente acontece naquele paraíso? Elenco ainda conta com Olivia Wilde, KiKi Layne, Nick Kroll, Sydney Chandle, Kate Berlant, Asif Ali, entre outros. Direção de Olivia Wilde. Distribuição nacional da Warner Bros. Estreia nos cinemas brasileiros em 22 de setembro de 2022. Para trailer, clique aqui.

Não Se Preocupe, Querida (Don't Worry Darling)


A produção deste filme foi muito atribulada, pois saíram muitas notícias de atritos nos bastidores entre Olivia e Florence, problemas com Harry Styles que substituiu Shia LeBouf que estava escalado para o papel de protagonista, além de um possível romance entre Olivia e Styles, fora os desencontros com Chris Pine... não foram gravações tranquilas, inclusive em festivais que o longa foi exibido, era nítido o desconforto entre os membros do elenco que foram convidados para estes eventos. A trama lembra um pouco o filme da Nicole Kidman (Mulheres Perfeitas, 2004). A diferença é que a gente vê a transformação da personagem em “Mulheres Perfeitas” e em “Não se preocupe, querida” o filme já começa com elas transformadas, nesta parte, faltou um pouco de criatividade do roteiro. Os homens saem de manhã pra trabalhar. Todos moram num vale com casas bonitas e são advertidos de não saírem da cidade do vale nunca, por ser perigoso. O thriller psicológico começa a mexer com a cabeça de Alice, incomodada com o suicídio de uma amiga, que todo mundo tenta convence-la que não aconteceu. Vários flashes pela sua cabeça e cada vez vai aumentando a sensação que alguma coisa não está bem. A narrativa consegue ir num crescendo de suspense e a gente entra na história, na inquietação da personagem. E a total frieza do idealizador da cidade, que seria dono da empresa, que lembra mais um guru, interpretado por Chris Pine (Frank), que mesmo com um sorriso no rosto consegue ser assustador.


Tudo é perfeitinho demais pra ser verdade, mas perfeito pra quem? Dá pra ver que tem alguma coisa errada. Parece que uma mensagem é entonada durante o filme, exaltando a beleza da união, da sintonia, etc... a busca pelo igual e perfeito. Logo algumas mulheres começam a perceber que tem algo errado. Primeiro Margareth, depois Alice (Florence Pugh). Por exemplo: as histórias semelhantes de como os casais se conheceram, a falta de lembranças anteriores ao vale. A história é interessante e a direção é competente, mantendo o suspense, sem entregar o final. A ambientação dos anos 50, as casas, os carros, as roupas, são lindas. A trilha sonora encaixa bem com tudo. Harry Stiles (interpreta Jack, marido de Alice) está amadurecendo como ator, mostrando versatilidade ao interpretar personagens mais complexos. Florence Pugh (Alice) é a personagem principal e interpreta com a paixão a personagem e sentimentos que vão variando totalmente durante a trama, chegando ao ponto dela ter um surto. Gemma Chan interpreta a esposa de Frank, mas acho que teve uma participação pequena no filme, principalmente quando chega ao final. Não Se Preocupe, Querida é bonito e inquietante, não prima pela criatividade por se parecer com muitas outras obras, mas pelo apresentado, até que vale a pena ser visto. 

Imagens fornecidas pelas assessorias ou retiradas da internet para divulgação/Biografias usadas são da IMDB.
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