(Série continuou bem dentro do que faz melhor, mas derrapa em sua conclusão de season)
The Boys é o único e grande trunfo no momento da Amazon que estoura a bolha das séries e alcança um sucesso de ser considerada febre. A terceira temporada era bem esperada porque todos queriam ver o Soldier Boy de Jensen Ackles (Dean, Supernatural) e como ele iria bater de frente com o Capitão Pátria (Antony Starr), além disso, Brutus (Karl Urban) e Hughie (Jack Squaid) com superpoderes causam crise na equipe com Leitinho (Laz Alonso), Kimiko (Karen Fukuhara) e o Francês (Tomer Capon), além da Luz Estrela (Erin Moriaty) tendo que lidar com um Pátria enlouquecido e a equipe dos 7 perdida em seus problemas pessoais que são a Maeve (Dominique McElligott), Profundo (Chase Crowford), Trem Bala (Jessie T-Usher) e Noir. Tudo isso ainda tendo a perigosa Victoria Neuman (Claudia Doumit)... onde vimos no final da temporada anterior que tem um poder bem letal e está envolvida no alto escalão politico, junta isso ao tão esperado Herogasm, esse que nos quadrinhos é bem peculiar... elevaram as expectativas lá em cima. Entrega bem chegando até no capítulo seis, só que depois disso, foi decepcionando até terminar de forma sem graça...
O primeiro capítulo foi de preparação, situando aonde cada personagem iria, sem grandes avanços, preparando as peças para o que iria acontecer, claro que na primeira cena já choca com o gore e apelação que é funcional na série... até porque não é um título de assistir do lado da família, até ai tudo bem, o que precisava era saber como os personagens chaves iriam guiar os outros para suas tramas, e seguiu assim durante os episódios dois e três, por isso eles foram lançados de uma vez no streaming da Amazon, porque iria ser sonolento esperar uma semana por cada um deles.
O quarto episódio já esquenta, assim como o quinto, pois enfim temos o Soldier Boy do Jensen em ação, uma sequência de acontecimentos com o Capitão Pátria que o vai colocando como o melhor personagem disparado, a forma que ele vai enlouquecendo e ficando confuso, ao mesmo tempo em que clareia sua mente, um mix de emoções que no corpo de um ser com poderes como ele, acaba sendo fatal... coisa que a Luz Estrela sente na pele... perdendo um amigo querido e tendo que entrar na farsa que a Vought preparou em frente às telas para esconder as podridões dos seus “heróis”. O arco da Victoria também se amplia ainda mais em uma tramoia de mudança de lados que envolvem o até então chefão da Vought, Edgar (Giancarlo Esposito) que também eleva a personagem Ashley (Colby Minifie), e do outro lado, Soldier Boy causa fissuras na equipe The Boys e o composto V se tornar crucial para a jornada do Brutus e do Hughie.
Enfim o sexto episódio do Herogasm chega, a divulgação prometia que seria algo chocante... E não foi isso o que aconteceu... claro que tem muitas cenas de genitálias, mas no geral, foi tudo cômico, e para se ter uma ideia do que era isso no original... nos quadrinhos a suruba é tão grande que envolve até uma relação homossexual entre Pátria e Soldier Boy... Na série foram usando apenas heróis tipo C, nenhum dos principais se envolvem nessas cenas de sexo, apenas humor com o Leitinho e o Profundo, mas até aí não afeta tanto o enredo, porque enfim chegou o momento que todos esperavam... Capitão Pátria vs Soldier Boy com a ajuda do Brutus e Hughie, todos em uma batalha intensa e muito bem feita, com diálogos e situações muito bem escritas e dirigidas, em paralelo a isso, temos o Trem-Bala resolvendo de forma bem gore seus problemas pessoais na temporada... nesse mesmo núcleo um monte de heróis insignificantes são mortos, mas importantes para o contexto, e por fim, a conclusão do arco Frances e Kimiko para eles voltarem para os The Boys já que a Luz Estrela fecha o capítulo com uma revelação que parecia mudar os rumos da série para algo insano.
Aquela expectativa para o sétimo episódio devido ao anterior ter sido algo icônico era altíssima, mas decepciona, pois se resume a origem do Brutus e Noir (Esse como a Maeve, prometia um grande destaque que não foi entregue), somados ao novo Trem Bala, e ainda com a Luz Estrela se unindo aos The Boys de uma vez por todas e o Soldier Boy continuando na busca de vingança... isso culmina em uma revelação que parecia que transformaria aquele universo da série em algo marcial, ai vemos o quanto foram comedidos nesse final...
O oitavo e último capítulo deixou a desejar demais, pois murchou o personagem do Soldier Boy. Uma salada de narrativas para mover todas as peças em uma grande batalha contra o Pátria, mas aí envolveu o filho dele que o deixa muito emotivo e tirou o peso de tudo, isso pelo menos fez com que exploda mais uma luta contra o Soldier, só que tudo fica muito simples e quando parece que pelo menos teve grandes consequências, a série recua para onde começou... O povo com o Pátria, sem grande impacto aparente nas denúncias da Luz Estrela. O Soldier Boy volta por onde estava... Profundo e Trem-Bala, depois de resolverem seus arcos, ficam ali jogados, por fim, o novo alvo do Brutus e sua equipe parece um loop da primeira temporada, e com uma cena final que já deixa claro que pode acontecer com o Pátria papai. Sobre o elenco, todos muito bem, destaque claro para Anthony Starr e Jensen Ackles, mereciam uma conclusão entre os dois mais explosiva. The Boys teve um inicio preparador, um meio bom com ápice no Herogasm e depois caiu de produção e fez uma resolução de temporada bem preguiçosa, esperava muito mais pelo que foi criado até o final do episódio seis, pensou pequeno e faltou estremecer mais esse mundo de super-humanos nada convencionais.
Imagens para divulgação fornecidas por assessorias ou retiradas da internet
____________________________________________________________________
Dúvidas, sugestões, parcerias e indicações: contato.parsageeks@gmail.com








0 Comments:
Postar um comentário