quarta-feira, 29 de dezembro de 2021

Crítica Cinema | Turma da Mônica - Lições

(Lições sobre os laços de amizades)


Mônica (Giulia Benite), Cebolinha (Kevin Vechiatto), Magali (Laura Rauseo) e Cascão (Gabriel Moreira) fogem da escola. Agora, terão que encarar as suas consequências, e elas não serão poucas. Nesta nova jornada, a turma descobrirá o real valor e sentido da palavra amizade. Elenco ainda conta com Monica Iozzi, Paulo Vilhena, Fafá Rennó, Luiz Pacini, Gustavo Merighi, Malu Mader, Isabelle Drummond, Augusto Madeira, Mauricio de Sousa, entre outros. Direção de Daniel Rezende. Distribuição nacional da Paris Filmes e Downtown Filmes. Estreia nos cinemas brasileiros em 30 de dezembro de 2021. Para o trailer, clique aqui.

Turma da Mônica - Lições


Lições é o segundo filme da franquia dos quadrinhos Graphic Novel MSP (Relacionados a turminha, pois tem muitos outros títulos desse selo em edições especiais), a primeira foi Laços, retratado nos cinemas em 2019, no qual, você confere a crítica aqui. Além disso, ainda tem Lembranças, do qual, fecha a trilogia das HQs. Sobre a importância da Turma da Mônica e de Mauricio de Sousa... É inquestionável, coisa que já comentei na crítica do longa anterior, para não me repetir, só dá uma conferida lá. Sobre os percalços das gravações; pandemia e novas inclusões em relação a história original, você pode conferir clicando aqui, onde o ParsaGeeks participou da coletiva de imprensa, e muitas coisas foram reveladas pelo diretor Daniel Rezende, o que ajuda a entender melhor o ritmo da narrativa desse novo live-action da Mônica e seus amigos. Então partindo para a história... Ela tem um teor mais emocional que o primeiro (Lá já tinha bastante), pois aqui não é um resgate do cachorro do Cebolinha, onde tivemos o fortalecimento da amizade... agora temos esses sentimento colocado a prova, com a separação dos amigos, novos rivais e personagens que irão acrescentar ao quarteto inseparável, mas também pode acabar separando-os. Em uma jornada rápida de uma hora e meia, tudo precisa ser muito conciso e coerente para tantas adições em relação ao seu antecessor, já que temos uma participação maior dos pais, principalmente da Dona Luisa, mãe da Mônica (Mônica Iozzi).


O ponto de partida é o modo inseparável dos protagonistas que acaba causando um acidente e isso revolta principalmente a mãe da Mônica, isso faz com que ela decida separar sua filha do trio, mas o roteiro trata de dar a cada um do quarteto o seu caminho com novos amigos para que possa haver a possibilidade de outros horizontes, ao mesmo tempo em que ele demonstra o tanto que aqueles laços são difíceis de quebrar. A partir daí temos um drama maior, sinceramente achei falho nesse quesito, pois de inicio a tristeza toma conta de quase todos eles, principalmente da Mônica... muito rápido, onde faltou trabalhar melhor isso, talvez cinco ou dez minutos a mais de duração, poderia dar um impacto maior de como ela e o grupo se sente, demora um pouco para você se acostumar o porque de tanto drama em tão pouco tempo... depois a coisa anda. Dessa vez, os adultos conseguem conduzir melhor os caminhos dos seus filhos, os novos personagens não são tão importantes para a jornada do quarteto de forma individual como pensava. No terceiro ato, o roteiro apela para o coração, realmente ele transmite em tela o quanto Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali são um só, não é a toa que são décadas nos quadrinhos mostrando isso, nessa abordagem, ponto para o filme. Tudo é finalizado de uma forma bonita, ai sim as adições infantis conseguem seu momento com os “veteranos” em uma cena muito cativante e coerente com a proposta de Lições, os mais sensíveis podem até escorrer aquela lágrima. Concluído como deveria ser, além disso, tem uma cena pós-crédito que também vai tocar na alma dos fãs e que pode trazer frutos para as próximas produções.


Tecnicamente bem detalhado, tudo feito com muito cuidado e mantendo toda a ingenuidade e carisma do bairro do Limoeiro... Adaptação, fotografia, assim como a ambientação são fieis aos quadrinhos... Nada de celular ou TV... são crianças sendo crianças. Também vemos carros mais antigos e aqueles festivais de rua clássico com pipoca, doces e tal... não é algo de época, e sim, de respeito a obra do Mauricio de Sousa (Que repete sua participação especial estilo Stan Lee, bem legal, assim como uma outra pessoa importante para a criação da franquia... tem sua pequena cena para os fãs amarem). Fora a trilha tradicional da turminha que se repete... assim como o primeiro... não tem uma música própria que chame atenção, continua devendo nesse quesito, seria importante até para uma maior divulgação desse e futuros filmes. Na direção, Daniel Rezende continua conduzindo bem as crianças, onde temos muitos easter eggs desse universo contido em algo tão puro como as criações do Mauricio. Sobre o elenco... Giulia Benite continua perfeita como Mônica, precisa muito dela dessa vez, pois as partes mais sensíveis e sentimentais vêm com ela, não são poucas as vezes que a menina precisa chorar, e sua jornada de descobrimento é importante para a parte final do longa. Kevin Vechiatto melhorou muito como Cebolinha, bem mais a vontade com o personagem. Gabriel Moreira e Laura Raseo mantiveram o nível, sem grandes evoluções como fizeram Giulia e Kevin. As crianças adicionadas para interpretar os secundários dos quadrinhos... Milena, Marina, Humberto, Do Contra, Franjinha e Nimbus, eles ficam ali como pano de fundo, mas o carisma da Emily Nayara (Milena) e Laís Villela (Marina) chama mais atenção, principalmente pela doçura e desenvoltura, mereciam um tempo maior de tela... as outras criança estão meio travadinhas. Das participações especiais... Malu Mader e Augusto Madeira são para enfeitar, apenas na personagem Tina da Isabelle Dummond, como todo o núcleo da personagem nas Hqs, trazem um esclarecimento maior para as dúvidas da Mônica em certo ponto da história, assim como foi o Louco (Rodrigo Santoro) com o Cebolinha no longa anterior, ambos personagens (Tina e seus amigos, além do Louco) não estão nas obras originais. Dos pais... os Sousas e Cebolas que tem os maiores conflitos, ali a Monica Iozzi consegue se destacar com mais tempo de tela do que em Laços, entregando bem a sua função na trama. Turma da Mônica – Lições é a continuação da prova de carinho para os fãs, a carga emocional está maior, mas entrega seus momentos alegres e carismáticos. A carta de amor à obra de Mauricio de Sousa continua sendo escrita nos cinemas de forma correta, respeitando tudo que envolve uma franquia forte no Brasil e no mundo como a Turma da Mônica.

Imagens fornecidas pelas assessorias ou retiradas da internet para divulgação/Biografias usadas são da IMDB
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 Dúvidas, sugestões, parcerias e indicações: contato.parsageeks@gmail.com

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