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quinta-feira, 25 de novembro de 2021

Crítica Cinema | Casa Gucci

(A teia das ambições)


Casa Gucci é inspirada na chocante história real do império da família por trás da italiana casa de moda Gucci. Quando Patrizia Reggiani (Lady Gaga), uma mulher humilde, casa-se com um membro da família Gucci (Adam Driver), a sua ambição desenfreada começa a desvendar o seu legado e desencadeia uma espiral de traição, decadência, vingança e finalmente homicídio. É onde vemos o que um nome significa, e o que vale e quão longe se pode ir para se manter no controle. Elenco ainda conta com Al Pacino, Jeremy Irons, Jared Leto, Jack Huston, Salma Hayek, entre outros. Dirigido por Ridley Scott. Distribuição nacional da Universal Pictures do Brasil. Estreia nos cinemas brasileiros, em 26 de novembro de 2021. Para o trailer, clique aqui.

Casa Gucci (House of Gucci)


Filme baseado no livro 'House of Gucci' de Sarah Gay Forden, do qual temos a história de Patrizia Reggiani (Lady Gaga) com Maurizio Gucci (Adam Driver), um amor até então inadequado pela condição social de cada um deles, mas que se tornou uma relação ambiciosa e que aflorou dentro do grande nome da moda que é a Gucci, com uma série de traições e intrigas dentro dessa família tão importante... Coisa que durou décadas e culminou em tragédia. No filme, apesar da longa duração (Duas horas e quarenta minutos), o roteiro vai fazendo a construção da narrativa focando em pontos cruciais para que aquela rede de intriga possa ficar clara para quem assiste. As coisas vão evoluindo à medida que tem uma ascensão ou declínio dos personagens principais, não tem uma grande perda de tempo, talvez ali no inicio da relação do casal protagonista, onde temos uma barriga que poderia ser encurtada em uns dez ou quinze minutos do longa. Dentro da dinâmica entre Patrizia e Maurizio, temos contra pontos de como cada um se envolve ou lida com as situações de tentar controlar o nome Gucci, sendo que é necessário armar para cima dos parentes do próprio Maurizio, ai que temos os grandes dilemas éticos envolvendo Patrizia, até ela chegar longe demais. A troca de valores do casal é constante, deixando mais sólidos as características dos outros Gucci... Rodolfo (Jeremy Irons) é o clássico, preso as tradições da família e a forma nobre de administrar seus negócios. Aldo (Al Pacino) é mais flexível, querendo o nome da empresa em todos os lugares, já não se importando tanto com a qualidade ou fama do nome da família. E por fim, Paolo (Jared Leto), sem talento, excêntrico e influenciável, o elo fraco que pode fazer tudo ruir a qualquer momento. Essas são as cartas jogadas na mesa pela narrativa à serem trabalhadas.


Não são poucas as traições, falsas conciliações, jogadas de bastidores e ganância entre os personagens. O roteiro vai sempre colocando o nome Gucci como o ponto central, isso é necessário para que as coisas funcionem e façam sentido. E olha que nem temos tanto assim o foco em moda, desfiles, coleções... estão ali como pano de fundo, mas sem muita importância... a briga pelo poder é o foco. As passagens de tempo vêm com a evolução do casal, a forma que é feita a desconstrução de Maurizio e depois a ascensão é mais intenso que da Patrizia, pois ela é uma personagem de caráter questionável, mas constante... e quando as coisas começam a ficarem complicadas, você meio que não liga, já que ela se perde em suas ambições, ficando um jogo de contratos e conversas ásperas pelo poder e posse. Em sua reta final precisa da construção do crime fatal, pois a história é sobre isso, ai peca um pouco, fica muito por cima até sua conclusão, faltando um peso maior do que seria, assim como é finalizado muito rapidamente, ficando evidente que o foco era o nome Gucci sendo disputado pela família... até chegar em um desfecho nada boa para as mesma.


Lady Gaga enfim recebeu um papel de peso para mostrar seu talento de atriz, pois na série American Horror Story ou em Nasce uma Estrela (Sobre ela mesmo) são coisas diferente de atuar sendo uma personagema tão forte como Patrizia, a estrela não foi mal, só não pareceu entregar tudo que podia, dando a entender que era algo demais para ela dentro do que o roteiro pedia. Adam Driver não conseguiu evoluir como seu personagem, parece o mesmo jeito sendo rico, deserdado, depois voltando ao poder, então ele compensa esse ponto negativo com forte presença de tela quando precisa. Al Pacino bem, seu personagem não o exigiu muito, assim como Jeremy Irons. Agora Jared Leto... é aquele jeito dele do “método”, totalmente caracterizado para interpretar o Paolo, cheio de gestos e sotaques, ficou caricato, mas de onde sai o pouco humor que tem no filme. Salma Hayek tem sua personagem apenas porque na história real ela estava lá, mas no longa, pouco acrescenta, até onde precisaria mais que é na parte do crime, está apagada. Ridley Scott dirige ok, um pouco longo a história, ele tenta conduzi bem, já que a parte técnica é muito boa. Casa Gucci é uma teia do que tem de pior na ambição das pessoas, consegue retratar bem e entregar sua mensagem nesse quesito, consequentemente, justificando até onde foi aquela briga pelo poder. Tem mesclas de atuações boas, esforçadas e caricatas, e que agrada pelo teor da história. bom filme.

Imagens fornecidas pelas assessorias ou retiradas da internet para divulgação/Biografias usadas são da IMDB.
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