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segunda-feira, 27 de setembro de 2021

Crítica Cinema | A Menina que Matou os Pais/O Menino que Matou meus Pais

(Uma história dupla que choca igual)


Em 2002, o casal de namorados Suzane von Richthofen (Carla Diaz) e Daniel Cravinhos (Leonardo Bittencourt) chocou o Brasil ao se declararem culpados pelo brutal assassinato dos pais de Suzane. Ao longo do julgamento deles, esse caso é revisitado em busca de respostas sobre os motivos do casal para cometer essa atrocidade. Um drama de crime real sobre um dos casos de assassinato mais chocantes do Brasil. Lançados simultaneamente, os dois filmes mostrarão pontos de vista opostos dos assassinos. Elenco ainda conta com Augusto Madeira, Leonardo Medeiros, Vera Zimmermann, Allan Souza Lima, Debora Duboc, Kauan Ceglio, entre outros. Direção de Mauricio Eça, com roteiro de Ilana Caso e Raphael Montes. Produção Santa Rita Filmes em coprodução com a Galeria Distribuidora e o Grupo Telefilms, com distribuição nacional da própria Galeria. Estreia exclusiva no serviço de streaming da Amazon Prime Vídeo, em 24 de setembro de 2021. Para o trailer, clique aqui.

A Menina que Matou os Pais/O Menino que Matou meus Pais


Em 31 de outubro de 2002, houve um assalto a uma mansão luxuosa que levou a vida de um casal da alta classe social paulistana. O que parecia ser um “simples” latrocínio (roubo, seguido de morte) se tornou um caso chocante, do qual os responsáveis por essa tragédia foram a filha deles (Suzane Richthofen), com seu namorado (Daniel Cravinho) e o seu irmão (Cristian Cravinho). A incoerência na cena do crime, somado a uma compra a vista de uma moto pelo próprio Cristian, levou a policia a concluir que os três foram responsáveis pelas mortes, confessada dias depois pelos três. O caso indignou o Brasil na época, pois foi de uma crueldade impressionante. Pelo julgamento ter sido aberto, todas as falas dos atores e o que envolve a trama cinematográfica... vieram de lá, por isso, nenhuma dessas pessoas receberam nada. Um projeto totalmente sem nenhum lucro aos culpados, que não seja os fatos ocorridos, no caso, contado pelos dois, Suzane e Daniel... cada um contou a história do seu jeito, restando agora ser mostrado de forma coerente nas telinhas, já que devido a pandemia, o filme era para ter saído nos cinemas em março do ano passado, mas acabou indo para o serviço de streaming da Amazon Prime Vídeo. Quem crítica levantar histórias de pessoas responsáveis por algo horroroso... se confundem, já que casos assim são mostradas cinematograficamente em todos os países do mundo. Não é romantizar ou aliviar os criminosos, e sim, mostrar a frieza doentia que alguns seres humanos podem chegar, dentro de cada história contada. Aqui no caso Richthofen fica a certeza que mesmo um jogando para o outro, Suzane e Daniel, além do Cristian, fizeram algo terrível e sem o menor sentido humanitário. Hoje Suzane está em liberdade condicional, até passou em vestibular para estudar na faculdade... Isso é outro assunto de cunho social e para outra discussão, mas vamos falar sobre os filmes que é o objetivo dessa crítica.


Pelo certo, a ordem correta seria a versão do Daniel, seguido da Suzane, mas preferi ver ao contrário, até para uma sensação diferente, de ver como a garota contou a sua versão, sendo que em ambas as situações, o que fica mais evidente é que o crime ocorreu por motivos banais claro, envolvendo relacionamento abusivo... disfarçado de amor juvenil, além de drogas e ganância. Não é necessário avaliar os longas separados, pois muitas cenas são iguais, e senão iguais... são de ângulos diferentes. Claro que em cada depoimento, um tenta minimizar seu lado e demonizar o outro. Por isso fica tão caricato, você fica esperando só o dia da tragédia, já que por demérito do roteiro ou despreparo do elenco... fica tudo artificial, já que as duas histórias são movidas sem nenhum nivelamento narrativo que faça com que o mostrado em tela seja natural.


As situações são bem floreadas, então quando caminha para o fim de ambas jornadas, elas se interligam e mostram que nenhum dos lados está certo, ambos são revoltantes, mas faltou um desenvolvimento narrativo melhor, parecendo tudo muito picotado, e olha que são dois filmes. A ambientação é urbana, com locações simples, nada que chame atenção. Carla Diaz, como dito, em uma história ela é a santinha corrompida, na outra um mal crescente e nocivo, por isso tem uma forçada na atuação, fica muito duo se foi uma má atuação ou apenas uma forma cômoda de atuar. Leonardo Bittencout bem fraquinho, muito verde para uma história dessas, só parecer com o criminoso não é o suficiente... Faltou química, assim como dos atores interpretando o casal Richtofhen, e dos Cravinhos. Alguém que consegue ali se sobressair é Allan Souza, como o Cristian Cravinho, apesar de atuar pouco, principalmente na história contada pela Suzane. A Menina que Matou os Pais e O Menino que Matou meus Pais são duas histórias de teor curioso, abrangeu uma tragédia chocante, ainda mais pelos quem são os executores de tal crime. Foi contado em forma de cinema (que virou streaming) bem medianamente, sem grandes interesses à medida que as atuações e cenas vão ficando artificiais, só que casos assim chamam atenção, então vale pelo menos a curiosidade.

Imagens fornecidas pelas assessorias ou retiradas da internet para divulgação/Biografias usadas são da IMDB
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