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segunda-feira, 20 de setembro de 2021

Crítica Cinema | Cry Macho: O Caminho para Redenção

(Motivação mudada no acolhimento)


Nesse filme estrelado, produzido e dirigido por Clint Eastwood, ele interpreta Mike Milo, um ex-astro de rodeio e criador de cavalos fracassado, que, em 1979, aceita uma proposta de trabalho de um ex-chefe para trazer o jovem filho desse homem de volta do México para casa. Forçado a tomar o caminho de volta para o Texas, a dupla improvável enfrenta uma jornada inesperadamente desafiadora, durante a qual o cavaleiro cansado do mundo encontra conexões inesperadas e seu próprio senso de redenção. Elenco conta com Dwight Yoakam, Fernanda Urrejola, Brytnee Ratledge, Natalia Traven, entre outros. Distribuição nacional da Warner Bros Pictures do Brasil. Estreia nos cinemas brasileiros em 16 de setembro de 2021. Para o trailer, clique aqui.

Cry Macho: O Caminho para Redenção (Cry Macho)


O longa é baseado no livro homônimo de N.Richard Nash, dito isso... É um filme de época, já que se passa à quarenta e dois anos atrás... podemos considerar tempos passados neh, pois nesse pouco mais de quatro décadas, muitas coisas mudaram... sejam para o bem, ou para o mal. No roteiro em si, é uma pegada simples de um cara veterano (até demais) e um garoto totalmente desestruturado mentalmente por ter um lar poluído com exemplo maternal nada ideal. De inicio chega a empolgar, pois o personagem Mike (Clint Eastwood) com toda a calma de alguém já marcado pela vida, vai tentando a cada investida uma solução para levar o menino muito arisco... para reencontrar o pai. A cada situação, tem um aprendizado ali que o jovem vai assimilando, até ai tudo bem... mas quando chega em uma pequena cidade bem acolhedora, praticamente o roteiro para ali (Lembra que acabei de falar da trama com a desestruturada mãe do menino? o roteiro esquece isso, deixando tudo mais suave), não tem um avanço ou desenvolvimento que não seja o que já não vimos antes em tantos outros filmes... de um cara duro, sendo amolecido pela vida simples local, Com isso, foi se esquecendo um pouco de evoluir com o garoto de uma forma mais madura... Pois temos uma adocicada de emoções ao extremo, onde só coisas boas vão acontecendo e tudo muito bonitinho, sem grandes apelos para prender o espectador que não seja ver o veterano ator em ação, tentado ali ser o cowboy aposentado redescobrindo a vida. Chegando lá para o fim da história, a trama volta para seus eixos e finalizando aquela jornada dupla, sem se arriscar muito. Pelo menos, termina de uma forma coerente, mas aquela sensação que exageraram no açúcar do roteiro... isso fica.


Por ser tratar de uma época antiga, toda a produção ser precisa muito bem feita, e isso é... Tudo muito clear... câmeras, figurino e fotografia... nada deixa a desejar nesse quesito. A ambientação é boa, retrata um México pouco desenvolvido, mas sem os quarteis e extremo problema de violência que muitos filmes americanos retratam, ficando tudo meio interiorano mesmo... época mais simples, bem retratada em situações pequenas como a ingenuidade das pessoas, a facilidade de se pegar um carro de outro e a simplicidade de acolhimento em alguns lugares. Clint Eastwood dirige, produz e protagoniza o filme... Como produção em si... é tudo bem caprichado, retrata bem o final dos anos setenta, e por não ter um elenco conhecido... fica tranquilo conduzir a trama como diretor. Atuando tenho minhas ressalvas... ele está com noventa e um anos, fica evidente em tela que ele não consegue ser dinâmico... seus movimentos, falas e expressões estão muito prejudicados devido a uma idade tão avançada, então fica evidente que a narrativa precisa ficar estagnada muito tempo em um lugar só, porque ali não o exige demais, mas que não esconde que a idade chega para todos, e para ele chegou... coisa que já estava evidente em 'A Mula', seu longa-metragem anterior, dois anos atrás. Restante do elenco se enquadra bem em seus respectivos papéis, que é pouco, onde só a estrela de Clint tem que brilhar... Exceção ao menino... ele não segura bem o personagem, precisava de mais expressão e química com o veterano protagonista, o roteiro até tenta umas viradas para o ator mirim, mas ainda é muito verde para o que seu papel pedia. Cry Macho - O Caminho para Redenção é a simples jornada de redenção, só que de uma pessoa que nem precisava tanto... Entrega uma boa produção, com atuação esforçada do veterano de uma carreira indiscutível, mas que hoje já não consegue entregar o dinamismo que seus próprios personagens exigem. Uma história bonitinha, sem grandes surpresas ou tensão.

Imagens fornecidas pelas assessorias ou retiradas da internet para divulgação/Biografias usadas são da IMDB
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