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sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Crítica Cinema | Rambo: Até o Fim

(Quase tudo como antes)


Sinopse: O tempo passou para Rambo (Sylvester Stallone), que agora vive recluso em um rancho. Sua vida marcada por lutas violentas ficou para trás, mas deixou marcas inesquecíveis. No entanto, quando uma jovem de uma família amiga é sequestrada, Rambo precisará confrontar seu passado e resgatar suas habilidades de combate para enfrentar o mais perigoso cartel mexicano. A busca logo se transforma em uma caçada por justiça, onde nenhum criminoso será perdoado. Elenco ainda conta com Paz Vegas, Sheila Shah, Óscar Jaenada, Yvette Monreal, entre outros. Direção de Adrian Grunberg. Distribuição nacional da Imagem Filmes. Estreia 19 de setembro de 2019.

Rambo: Até o Fim (Rambo: Last Blood)


A franquia Rambo é um clássico dos anos 80, tem uma narrativa bem simples... Um ex-militar atormentado pela barra que é uma guerra, além de ser uma pessoa introspectiva e quer somente ficar na dele, coisa que ele nunca consegue em filme nenhum, seja sendo provocado ou reconvocado para algo. Outra ponto é ter um apelo patriótico grande, onde o americano guerreiro quase imbatível contra algum outro país ou lugar. Soma-se isso a uma ação testosterona, com explosões, ossos quebrando, sangue para tudo lado e coisas do tipo. Basicamente é só isso, claro que no carisma e presença de Sylvester Stallone que encarna o personagem que ajuda a deixar sua marca, seja o novo John Rambo ou o velho John Rambo, esse ultimo no maior estilo Logan. Então não tem muito que acrescentar disso... Uma linha narrativa básica, voltada ao público de ação e a diferença que agora ele tenta dá umas modificadas, mas acaba voltando ao mesmo lugar.


Dois terços da história ele força um drama, com situações pesadas e um Rambo mais reflexivo e preocupado com sua sobrinha de consideração. De inicio ainda tenta dá uma camada pelos seus fantasmas do passado, mas depois tudo se incorpora a trama e vai se diluindo dentro das preocupações e desejo de vingança do protagonista. O inimigo escolhido dessa vez é o México, tudo se passa por lá, pintando a área aonde tudo acontece como um país podre, jeito que a franquia quase sempre conduz onde o personagem vai contra quem atravessa seu caminho, talvez vá irritar aos mexicanos essa forma beirando a xenofobia que nos dias atuais não seja tão mais considerado como apenas um entretenimento. Depois de toda essa preparação para justificar a ação do terço final, onde Rambo no maior estilo 'Esqueceram de Mim' prepara as boas vindas em sua fazenda aos seus inimigos, aonde ele tem boas mostras que ainda é o cara da ação, mesmo faltando pelo alguma referência a faixa vermelha e o tema clássico da franquia. 


Toda parte visual é bem simples, pois o lado do Rambo se passa em uma fazenda, com uma caverna embaixo dela. Do outro lado (literalmente) é um México escuro, pobre e beirando a anarquia, tudo para retratar toda ambientação triste e pesada que o roteiro conduz essa nova jornada do Rambo. Os efeitos e lutas são elevados a muito sangue e ossos expostos, para quem gosta é prato cheio. A parte sonora é fraca. A edição é confusa, porque tem uns cortes bruscos e alguns personagens que tinham mais a oferecer e são deixados no meio do caminho (Paz Vega)  para Rambo cumprir sua vingança. Do elenco... Stallone é Stallone, tem aquele jeito brocador que cabe bem na maioria dos seus personagens, ainda mais nesses mais conhecidos. Do restante do elenco, Sergio Perez-Mencheta tem presença, já os outros, ninguém chama atenção.  Rambo: Até o Fim para o público que sempre foi alvo que é da ação violenta desenfreada, não se importar com nada que não seja o soldado americano e um jeito próprio e repetitivo de conduzir suas tramas ao longo de cinco filmes, pode até agradar, mas o fato de exagerar em um drama que fica muito subjetivo e mal conduzido, além de não se adequar bem aos dias atuais (Tudo precisa evoluir, senão estaríamos na idade das pedras ainda) acaba deixando a desejar em alguns pontos cruciais para quem não é fã, aliás nostalgia é pouca, exceção a um vídeo especial ao fim da história que traz pelo menos alguma saudade de uma época que não se enquadra mais aos dias atuais.

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