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quinta-feira, 20 de junho de 2019

Crítica Cinema | Toy Story 4

(O mais engraçado da franquia)


Sinopse: Bonnie (Madeleine McGraw, Toy Story 3) está em seu primeiro dia de pré-escola, vendo o medo da pequena a esse novo ambiente, Woody (Tom Hanks, Ponte dos Espiões) resolve ir escondido na mochila dela para dar um apoio, nisso ele ajuda sem querer a garotinha a criar seu próprio brinquedo o 'Garfinho' (Tony Hale, 15h17 - Trem Para Paris), essa criação inusitada não se considera um toy e a confusão está armada, pois ele foge e Woody vai atrás dele, pois o confuso garfo é muito importante para a menina. Nessa jornada eles vão se deparar com um problemão, mas uma antiga amiga do cowboy está de volta para ajudá-lo. O retorno de uma das animações mais amada de todos os tempos, com toda turminha novamente, incluindo Buzz Lightyear (Tim Allen, Toy Story) e cia. No elenco temos novas vozes dublando no original como Keanu Reeves, Jordan Peele, entre outros. Direção de Josh Coley. Produção Pixar/Disney. Distribuição nacional da Disney/Buena Vista.

Toy Story 4


Toy Story 3 em 2010 fechou uma trilogia de uma forma emocionante e cativante como nunca visto, deixou tudo redondinho para encerrar a jornada dos brinquedos e do Andy. Claro que depois vieram especiais, mas nada que chamasse atenção. O fato de reviver a franquia foi um grande questionamento dos fãs, pois que história teria para contar agora que valesse a pena dentro de um longa-metragem e não em um especial de final de ano, por exemplo... Então chegamos ao quarto filme da franquia, o desafio agora é ter uma nova jornada que emocione e deixe marca nos corações de quem curte Woody, Buzz e cia com êxito, além de apresentá-los a uma nova geração, já que o último tem nove anos que foi lançado, mas alguém acha que uma criança que nasceu depois disso não sabe quem são esses personagens? Sendo que produtos, games e curtas para TV continuaram a serem lançados e agora a animação nem tinha saído e a quantidade de produtos licenciados do franquia já era enorme, o que gera um lucro tremendo a Disney/Pixar... E hoje com o lançamento nas telonas... Mickey já está contando seus milhões de dólares, que provavelmente vai passar do bilhão, mostra o quanto de lucro é gerado, que a fonte dificilmente seca, principalmente quando se trata de Disney. No final tudo é business. Agora resta saber se Toy Story 4 consegue prova ser digno desse retorno para quem está alheio a essas questões financeiras, que é o público que paga para ir aos cinemas...


A história tem um plot muito parecido com Toy Story 2 que é os questionamentos do Woody de onde ele deve ir, aqui a diferença que ele se sente perdido em relação a não ser mais o brinquedo do Andy, coisa que meio ele já tinha decidido não ser ao final de Toy Story 3, mas vai entender... Precisava de algo para dar o tom sentimental a trama e isso nos leva a cena final que é a única que tenta ali emocionar, meio óbvia, mas tem seu valor. Ainda temos mais subtramas para apresentar novos personagens, até o Buzz tem pouco espaço nisso, só serve para a entrada de dois novos brinquedos, ambos tem um estilo meio curioso, podem não ser engraçados como pretendiam ser, só que tem uns trejeitos que se encaixa naquela aventura misturada. Fora isso, o muito se trabalha do brinquedo em uma forma mais presente na existência deles, tem questionamentos maiores sobre a relação com os humanos do que nos anteriores, já que entra na linha de narrativa de que eles podem viver sem humanos, isso nos remete a algumas quebras de regras durante a trama que os próprios brinquedos tem como se comportar, tem resquícios em alguns momentos de revolta dos toys. Tudo isso expande em vários assuntos, tem outros dilemas de outros brinquedos em relação a relacionamentos, abre o leque demais, talvez por isso não tenha uma trama mais centrada que consiga dá uma emoção maior do qual vimos em longas anteriores.


Ao imaginar toda essa construção narrativa, nos encaminharia para uma sequência boa, mas burocrática, só que às vezes uma situação, cena ou personagem, sabe lá o que for dentro de uma produção cinematográfica pode fazer toda a diferença para o bem (Para o mal também). No caso desse longa tem algo ou um objeto que faz toda a diferença... O Garfinho (Forky no original), o gatilho cômico desse personagem é de risos a besteirol, ele dita todo o alívio engraçado da trama, muitas vezes ele repete a mesma coisa, mas é tão engraçado que você ri de novo. Há muito tempo não ria assim em uma animação Disney desde o HeiHei em Moana e antes só em A Nova Onda do Imperador, sendo que no primeiro ele não tem muitas cenas. Aqui em Toy Story 4 ele é a motivação de tudo. São situações funcionais e dentro de um contexto tão hilário que traz uma simpatia a história, que fica leve e bem humorada, o que leva a ser o mais engraçado dos quatro filmes. Fora isso, sua própria existência que ele mesmo se questiona e sua ingenuidade tem uma profundidade no desenvolvimento do Woody e dos personagens que irão dialogar com ele de forma contundente, isso vai construindo uma empatia enorme com o publico, que no meu caso, sai da Cabine de Imprensa da Disney querendo comprar um 'Garfinho' para mim. O típico caso que um personagem tira o longa de um patamar e sobre ele degraus acima.


Falar da parte técnica de uma animação da Pixar/Disney é dispensável. A qualidade de cores, música, sons... os detalhes na mixagem sonora do pisar dos personagens é toda detalhada... A música no tempo certo e todo design gráfico é padrão de qualidade altíssimo e mais do que conhecido. Sobre a dublagem, assisti em português e nada a questionar, os protagonistas nas vozes Guilherme Briggs, Marco Ribeiro e cia mandaram muito bem. No geral a direção apostou no Woody, humor (Garfinho)  e camadas aos personagens novos, esse último quesito, se não empolga, pelo menos você quer saber aonde isso vai dar. O roteiro abriu uma história fechada, apenas para encerrar uma ponta, o que deixa aberto para um quinto longa, não vejo problema agora de continuar, ao contrário do terceiro que fechou as cortinas. Toy Story 4 sem dúvidas é o mais engraçado da franquia. Humor e correria baseado em dois protagonistas, sendo que um não é o Buzz... E sim o Garfinho que rouba todas as cenas e com o Woody sendo o alvo a ser mais uma vez desenvolvido. Toy Story sempre foi a visão brinquedos com humanos, aqui a coisa deu uma pequena descolada, mas a forma divertida e questionadora se sobressai a uma trama mais emocionante e focada que no final sempre nos garantiu grandes emoções como nos longas anteriores. Aqui faltou mais disso, só que nos entrega risadas, aventuras e diversão que prova o seu valor para uma animação descomprometida e bem feita para família e fãs de Woody, Buzz, agora também do Garfinho e todos os outros antigos e novos brinquedos.

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