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quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Cinema 524# A Casa Que Jack Construiu

A Casa Que Jack Construiu (The House That Jack Built)


Em um dia qualquer Jack (Matt Dillon) tem um ataque de fúria depois de alguns acontecimentos e assassina uma mulher que ele dava carona (Uma Thurman). Após esse ocorrido, um desejo insaciável de matar pessoas cresce dentro dele, com isso começa uma série de assassinatos que ele comete. São mortes simples, brutais ou doentias ao longo de doze anos. Jack compartilha suas histórias cruéis com o misterioso Verge (Bruno Ganz) que ouve os relatos desse serial killer que vai acumulando corpos e os guardando como troféu em um frigorífico. Com direção de Lars von Trier (Ninfomaníaca) e com distribuição pela Califórnia Filmes.


Uma produção que vinha de uma grande expectativa por ser do diretor Lars von Trier, devido aos trabalhos dele como Ninfomaníaca e Melancolia por exemplo, claro que também o trailer e esse plot chamou atenção de muitos críticos, com isso temos uma história de mais de 2h30 de duração, tudo focado no doentio vício de Jack de assassinar pessoas sem o menor remorso, rebaixando o valor de uma vida humana a zero. Dito isso, temos um longa divididos em 5 atos e um epílogo, os três primeiros são de uma qualidade muito grande, o quarto e o quinto são repetitivos, pois a essa altura da história já estava mais que entendido o que era o personagem de Dillon e sua enorme vontade de assassinar... fora que o quinto ato está cheio de buracos, por fim, temos um epílogo que é carregado de metáforas e de uma megalomania no maior estilo Mãe!, vai da interpretação e gosto de cada um essa última parte. A trama vai revezando-se entre as atitudes homicidas de Jack e divagações filosóficas e analogias para comparar o que o serial killer faz como parte de algo maior, claro que ao passar do tempo isso vai ficando cansativo e até irritante ficarem explicando cada passo de um pensamento dele. No geral o que vemos é uma pessoa viciada (como se fosse drogas ou qualquer outra coisa) que diminuiu a vida humana a nada e isso é o que o filme trás o tempo todo. Ainda tem um humor doentio, seja pelos auto questionamentos do próprio assassino ou por causa de um certo TOC que ele tem boa parte do longa.



As cenas de assassinatos e terror psicológicos são conceitualmente boas, mas não impactam como se esperava, mesmo tendo cenas gores, as vezes dá uma impressão de ser meio artificial ou caricato. Como ressaltado anteriormente, a forma de dividir a história, dentro do que também é explicado mais para frente, trás uma montagem e direção de arte satisfatória. Parte sonora não chama atenção, mesmo tendo um lance com um artista tocando piano, mas nada de impactante. As atuações se resume apenas a Matt Dillon que está muito bem, consegue expressar em seu personagem uma calma que do nada vai para a fúria ou desespero, ao mesmo tempo sacarmos e até certo humor e carisma, entrega alguém que esta totalmente doente psicologicamente e descompromissado com a humanidade. A história se pendura nos atos de Jack e nos seus comentários com Verge de analogias e metáforas que dão uma marca registrada ao longa, só que acaba não o deixando para qualquer público. Ao focar nas atitudes assassinas do protagonista, o roteiro é bem coeso e impactante, mas até ficar repetitivo no quarto ato para frente e quando esta fazendo comparações filosóficas da uma caída significativa na dinâmica narrativa. A Casa Que Jack Construiu é uma boa história, que tenta chocar (consegue um pouco) mas acaba ficando até caricato e ao introduzir uma assinatura própria acaba criando várias vertentes de gênero que acabam misturando o ritmo das coisas e ainda mais um filme longo desses, acaba ficando cansativo. Ao fim temos um epílogo de uma surrealidade que faz metáforas a tudo que foi visto durante o que era o Jack em sua jornada. Nessa mistureba toda, ainda saiu algo bom de se assistir.

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