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quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Cinema 498# Marvin

Marvin (Marvin ou la belle éducation)


Marvin (Finnegan Oldfield) é um jovem adulto que esta tentando emplacar sua carreira de ator de teatro, o seu jeito introspectivo e a forma com que se relaciona com as pessoas dificulta um pouco esse objetivo, muito disso é explicado do seu passado, pois seu jeito de ser despertava descaso, preconceito e ofensas na sua própria casa e um bullying violento na escola, mas seja no passado aonde conheceu a diretora Clement (Catherine Mouchet, ainda em cartaz com Troca de Rainhas) ou no presente com ajuda de amigos, protetores e até mesmo da atriz Isabelle Huppert (atuando como ela mesmo) poderá ajuda-lo a conseguir seu sonho de encenar sua própria peça e alcançar o sucesso. Produção francesa, com direção de Anna Fontaine, no elenco tem nomes como Grégory Gadebois, Charles Berling, entre outros, distribuição A2 Filmes, temos a história de um rapaz que sofreu na infância com a intolerância, mas que usará isso hoje para alcançar o reconhecimento como filho e artista.


A história se divide entre o momento atual de Marvin e seu passado quando criança, aliás esses flashbacks são o que desenvolve mais o personagem, pois enquanto se trabalha o pequeno protagonista, o atual toda vez que esta em cena é para expor seu lado homossexual, seja com sexo, tensão sexual ou menções do mesmo, o roteiro fica insistindo em bater na tecla que ele é gay enquanto temos os flashbacks, isso é desnecessário, pois não oferece mais do Marvin adulto e você fica querendo que volte novamente para ele menino, porque lá mesmo de forma lenta as coisas andam. Do passado, são lugares bem cotidianos, com partes bonitas e outras fortes como o bullying na escola, trabalha bem o descaso mesmo que não  violento dos pais, nada também que não tenhamos visto em outros filmes sobre coisas ruins com os filhos e negligência paterna sem perceber o que acontece embaixo dos seus narizes, aquilo mina de forma gradual o garoto, mesmo sem ter aquela cena de explosão de sentimentos, isso é bem resolvido, mas não é bem linkado ao presente, parecem andar em rumos diferentes para se encontrarem no final, daí para frente consegue trabalhar o protagonista, então você percebe que ele tinha mais a oferecer do que sua orientação sexual, só que é meio tarde, porque tudo fica corrido devido ao longa esta chegando ao fim.


Bem gravado, as cenas na escola consegue contrapontos bons entre coisas boas e coisas ruins, a parte da casa é bem ambientada, no presente temos Isabelle Hupert  que consegue fazer dobradinha boa ao protagonista, mas apenas na parte final, o que é um erro da história, no mais, boa trilha, entrega diálogos curtos convincentes, peca na edição e devido ao marasmo que é do personagem isso deixa tudo meio parado, não tem uma dinâmica que em muitas vezes se pedia, mas de forma simples, entrega sua história sem empolgar muito e consegue ser melhor nos flashbacks e peca no presente ao bater muito em uma única tecla boa parte do filme, mesmo assim, ficou na média.

(Filme nota 3/5)
Visto Cabine da A2 Filmes no Cinemark Cid. SP
by: Alan David
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