sábado, 3 de setembro de 2022

Crítica Cinema | Dragon Ball Super: Super Hero

(Dragon Ball sem Goku e Vegeta não funciona)


O exército Red Ribbon havia sido destruído por Son Goku... Mas certos indivíduos decidiram levar adiante sua missão e criaram os androides supremos: Gamma 1 e Gamma 2. Estes dois androides - que se intitulam "super-heróis" - decidem atacar Piccolo e Gohan! Qual será o objetivo do Novo Exército Red Ribbon? Quando o perigo é iminente, é então que desperta o Super-Herói! Elenco de dubladores brasileiros conta com Wendel Bezerra (Goku), Vagner Fagundes (Gohan), Luiz Antonio Lobue (Piccolo), entre outros. Direção de Tetsurô Kodama. Distribuição brasileira da Sony Pictures em parceria com a Crunchyroll. Estreia nos cinemas brasileiros em 18 de agosto de 2022. Para o trailer, clique aqui.

Dragon Ball Super: Super Hero (Doragon bôru sûpâ: Sûpâ hîrô)


A franquia Dragon Ball é uma coisa gigantesca, então falar da trajetória de Goku e cia... nos cinemas seria algo para uma matéria só disso. Na prática esse seria o quarto filme da franquia Super (Batalha dos Deuses (2013), Renascimento de Freeza (2015), Broly (2018) e Super Hero, 2022). Os três primeiros foram muito canônicos (Apesar da Batalha dos Deuses ser fraco, com briga por pudim e Vegeta cantando), pois abriram e fecharam a série regular do anime na TV. Agora em Super Hero, não se sabe exatamente se é cânone (história original regular) ou filler (usar algum momento em que se encontra a trama canônica e criar outra aventura, sem consequências depois ou afetando o que já foi estabelecido), eu espero que seja filler, porque essa animação tem mais defeitos do que qualidades... a começar pelos traços, deixam muito a desejar, quando tiveram as primeiras imagens e trailers divulgados, a parte gráfica chamou atenção negativamente, pois parecia visual de cgi dos games mais antigos de Dragon Ball, e isso fica pior na obra final, já que cada personagem parece ter sido desenhado por alguém diferente, a mudança de traço e qualidade é gritante de um para o outro, onde temos Bulma, Piccolo e os Gammas bem feitos... e Goku, Vegeta, Broly e outros com desenhos bem questionáveis, claro que ao decorrer da trama você acaba acostumando, mas ciente de que está ruim. A coisa não melhora muito na narrativa que é muito rasa e infantil, lembrando muito os treze filmes que aconteceram na época de Dragon Ball Z, lá nenhum foi cânone, e era um pior que o outro... 


Dragon Ball para mim é a melhor animação já criada, então o mínimo de qualidade eu espero, só que falhou nos traços, história e também na comédia, exagerou nas piadinhas... sei que as piadolas são marca registrada da franquia desde Dragon Ball clássico, mas aqui flertou com a idiotice, a tradução e adaptação da dublagem piorou mais... só que tem muita coisa no filme que era visual, então vai mais na conta dos japoneses. Agora vamos à duas coisas que tem que pelo menos funcionar, já que são marcas registradas da franquia... que são as transformações e cenas das lutas... a primeira horrível, só existe duas, tem do Piccolo, assim a como do Gohan onde parecem personagens de mugen (games de luta criado por fãs, no qual eles usam toda criatividade para trocar cores, mudar cabelo, físico, beirando a zoeira mesmo), tanto que a do Gohan é tão ridícula, que nem nome ganhou.. já a segunda (ação) é boa, ufaaa... pelo menos essa essência não perdeu, muita trocação de socos, magias e velocidade que sempre funciona com Dragon Ball. Ah, e tem os vilões que eles enfrentam (já que Goku, Vegeta e Broly não tem importância na trama, como esperado, então nem chegam perto desses inimigos) e até que gostei dos Gamma 1 e 2, bons personagens, aliás, todos os vilões são interessantes dentro do possível contra personagens tão fortes como Gohan, Piccolo e cia... claro que exceção ao “grande” vilão final que eles tiraram do nada, mais um que parece ter saído de mugen, só mudou a cor e fez crescer, criatividade zero nisso. E para finalizar, teve referências, várias citações de coisas importantes que já aconteceram com os heróis, flashbacks (todos com imagens dos animes normais, porque não fizeram tudo assim) e algumas jornadas parecidas com que aconteceram em sagas anteriores (como Piccolo, por exemplo), mas no final, a entrega foi pobre. Sobre a dublagem... a maioria dos dubladores originais brasileiros estavam nesse filme, então você fica tranquilo quanto a isso, mas algumas adaptações para fazer gracinhas passaram do ponto, isso já aconteceu na série regular Dragon Ball Super, ambas feita pelo estúdio UniDub do Wendel Bezerra (voz do Goku) então precisam dosar melhor as pataquadas, apesar de que neste longa, as coisas mais ridículas eram visuais mesmo, como já dito antes. Dragon Ball Super: Super Hero entregou uma trama ralinha, abriu mão da regularidade narrativa dos antecessores dessa fase “super” para exagerar nas piadas e motivações sem sentidos, faltando identidade... compensou com boas lutas, mas aquém do que poderia fazer, ainda mais com traços questionáveis, e mostrou que sem Goku e Vegeta, os outros não seguram uma história. 

Imagens fornecidas pelas assessorias ou retiradas da internet para divulgação/Biografias usadas são da IMDB.
  ____________________________________________________________________
 Dúvidas, sugestões, parcerias e indicações: contato.parsageeks@gmail.com

Comentários via Facebook

0 Comments:

Postar um comentário

Publicidade

ParsaGeeks

© ParsaGeeks - Desbravando Filmes e Séries – Nossos Brindes de Cinema (NBC) Grupo ParsaGeeks