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quarta-feira, 20 de maio de 2020

Spcine Play ilustra catálogo com sete peças da Mostra Internacional de Teatro de São Paulo – MITsp

(Obras podem ser assistidas de graça de qualquer lugar do Brasil no período de 22 de maio a 20 de agosto de 2020)

Peça 'Protocolo Elefante'

A Spcine Play ilustra o seu catálogo com sete peças teatrais que integraram a 6ª edição do MITsp – Mostra Internacional de Teatro de São Paulo, realizada entre os dias 14 e 24 de março de 2019. As obras que integram o catálogo de streaming apresentam um recorte significativo da cena contemporânea mundial, por meio de dramaturgias que enveredam pela experimentação de linguagem e, também, se mostram críticas ao seu próprio tempo.

As peças podem ser acessadas, gratuitamente, pela Spcine Play no período de 22 de maio a 20 de agosto de 2020.  São elas: “A Boba”, de Wagner Schwartz;  “Altíssimo”, de Pedro Vilela; “Colônia”, de Vinicius Arneiro;  “Cria”, da Cia. Suave; “Manifesto Transpofágico”, de Luiz Fernando Marques; “Protocolo Elefante” do Grupo Cena 11 Cia. de Dança;  e “Vestígios”, de  Marta Soares.

Mais sobre a Spcine Play:
A Spcine Play conta com aproximadamente 230 títulos, divididos entre filmes, séries, shows, espetáculos, talks e performances para assistir sem sair de casa, gratuitamente, até final de 2020.

No catálogo, estão disponíveis raridades de grandes nomes do cinema brasileiro, como Hector Babenco, Zé do Caixão, Suzana Amaral, Helena Ignez, Tata Amaral e Ana Carolina. Há ainda filmes das principais mostras e festivais de cinema de São Paulo. Destaque também para a estante da Mostra do Audiovisual Negro – Apan, que abriga 14 títulos atualmente.

Todos os títulos da Spcine Play podem ser acessados de qualquer lugar do Brasil e sem a necessidade de assinatura. Acesse www.spcineplay.com.br.

Confira abaixo as fichas técnicas, fotos e sinopses das peças teatrais que serão disponibilizadas na Spcine Play a partir desta sexta-feira (22):

A BOBA
DIREÇÃO: Wagner Schwartz
A Boba é uma coprodução entre a Corpo Rastreado e a MITsp
Brasil / França | 50 minutos | Classificação indicativa: 12 anos
Sinopse: A relação entre o performer Wagner Schwartz e a obra A Boba, de Anita Malfatti é o ponto de partida do espetáculo. A pintura criada entre 1915 e 1916, ao longo da estadia da artista nos Estados Unidos é umas das criações mais contundentes do modernismo brasileiro, como também, o clímax de sua produção expressionista. Schwartz percebe no quadro as cores da bandeira nacional. A partir dessa constatação, o performer se vê confrontado com a ideia de “nação” – segundo ele, “uma fantasia de continuidade histórica constituída e mantida através da opressão” –, e passa a frequentar o Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo de cujo acervo o quadro de Anita Malfatti faz parte. A primeira visita é registrada por uma fotógrafa e os gestos contidos nas imagens são revisitados em cena. O espetáculo é uma coprodução entre a Mostra Internacional de Teatro de São Paulo (MITsp) e a Corpo Rastreado.

ALTÍSSIMO
DIREÇÃO: Pedro Vilela
Recife/PE | 2017 | 50 minutos | Classificação indicativa:16 anos
Sinopse: Altíssimo investiga as relações do homem contemporâneo com as religiões e a fé, em especial os movimentos da vertente neopentecostal, que propagam a chamada “teologia da prosperidade”. A partir de uma dramaturgia que inclui trechos documentais e autobiográficos, a montagem aborda a espetacularização e a mercantilização da fé, a exposição da religião nas mídias de massa, o crescimento do número de fiéis e o apelo ao sacrifício como forma de expiação de pecados.

COLÔNIA
DIREÇÃO: Vinicius Arneiro
Rio de Janeiro/RJ | 2017 | 1h | Classificação indicativa:14 anos
Sinopse: A partir de uma “palestra-performance”, o espetáculo enfatiza uma realidade social histórica e convida a plateia a acompanhar a evolução de um pensamento voltado às designações da palavra “colônia”. Para que a diversidade de definições tivesse uma confluência, dois fatos catalisadores foram escolhidos: a condição colonial do Brasil – com muitos aspectos ainda em pleno vigor nas dinâmicas e nas mentalidades –, e a história do “manicômio” Hospital Colônia de Barbacena (MG), onde 60 mil pessoas foram torturadas e mortas. Ao mesmo tempo, por meio de uma análise sintática e morfológica, o espetáculo cria relações e discute forças propulsoras para uma ideia de descolonização, sobretudo do pensamento.

CRIA
GRUPO: Cia Suave
Rio de Janeiro/RJ | 2017 | 50 minutos | Classificação indicativa: 14 anos
Sinopse: A “dancinha”, estilo de dança urbana carioca derivada do passinho, serviu de inspiração para o grupo. A peça explora uma mistura de afeto e sensualidade por meio do entrelaçamento do funk com a dança contemporânea, além de investigar os cruzamentos entre os conceitos de criação a partir de perspectivas distintas: como conceber um espetáculo, inventar uma técnica tão nova como o passinho, considerado patrimônio imaterial do Rio de Janeiro em 2018, e criar filhos, principalmente sob a ótica da paternidade. O trabalho, que envereda pelas linguagens artísticas periféricas e destaca a diversidade cultural, inclui, ainda, a dança afro, o afrofunk, o contato-improvisação e uma elaborada pesquisa sonora.

MANIFESTO TRANSPOFÁGICO
DIREÇÃO: Luiz Fernando Marques
Manifesto Transpofágico é uma coprodução entre o Risco Festival, a Corpo Rastreado e a MITsp
São Paulo/SP | 50 minutos | Classificação indicativa: 18 anos
Sinopse: A história do corpo travesti é narrada pela atriz Renata Carvalho. Em cena, ela lança um manifesto sobre o nascimento desses corpos, mostrando a construção social e a criminalização que os permeiam, do imaginário à concretude. Essa pesquisa, chamada de Transpologia, foi iniciada em 2007, quando Renata Carvalho tornou-se Agente de Prevenção Voluntária de ISTs, Hepatites e Tuberculose. Por 11 anos, ela trabalhou especificamente com travestis e mulheres trans na prostituição, em Santos, São Paulo. A partir dessa experiência, em 2012, ela leva aos palcos o solo Dentro de Mim Mora Outra, no qual contava sua vida e travestilidade. Desde então, vem reunindo histórias, filmes, livros e peças de teatro sobre o tema.

PROTOCOLO ELEFANTE
GRUPO: Grupo Cena 11 Cia. de Dança
Florianópolis/SC | 2016 | 1h30min | Classificação indicativa:16 anos
Sinopse: Protocolo Elefante propõe uma metáfora de separação e exílio a partir da ação de afastamento e de isolamento do elefante na iminência de sua morte. Uma investigação sobre o modo como as pessoas, os comportamentos, as línguas, os afetos, os objetos e as relações interpessoais são afetadas quando nos afastamos do contexto ao qual já estamos familiarizados. O sentimento de falta marca algumas perguntas que ajudaram a conduzir a pesquisa: O que é pertencer ou a necessidade de pertencimento? Qual é a nossa definição de identidade?

VESTÍGIOS
DIREÇÃO: Marta Soares
São Paulo/SP | 2010 | 50 minutos | Classificação indicativa: Livre
Sinopse: Vestígios tem como ponto de partida os aspectos monumentais dos sambaquis, sítios indígenas pré-históricos encontrados no litoral do Brasil. Para a pesquisa, a performer fez imersões físicas em cemitérios indígenas pré-históricos na região de Laguna, em Santa Catarina. Ao resgatar a memória ancestral pré-colonial, a instalação coreográfica propõe uma reflexão sobre a necessidade de trazer à tona, no campo das artes e da vida, as forças de criação e de resistência que operam por meio do corpo vibrátil. O espetáculo é uma tentativa de tornar o invisível sensível, ou seja, tornar perceptíveis os aspectos simbólicos e sagrados dos sambaquis que foram perdidos no tempo. A obra foi premiada pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) na categoria Pesquisa em Dança, em 2010.

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 Dúvidas, sugestões, parcerias e indicações: contato.parsageeks@gmail.co

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