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quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

Crítica Cinema | Star Wars: A Ascensão Skywalker

(Você é fã? Tome service)


Sinopse: Após os acontecimento do longa anterior (Os Último Jedi), apesar da vitória da Resistência liderada pela General Organa (Carrie Fisher) contra A Primeira Ordem, agora liderada pelo Kylo Ren (Adam Driver). Eles ficaram enfraquecidos e vão precisar se reerguer para um novo e decisivo embate. Nisso tudo temos Rey (Daisy Ridley) que agora está sem o seu mestre Luke Skywalker (Mark Hamill) que usou seu último poder de vida para segurar Kylo Ren no final do último filme. A garota vai precisar desenvolver ainda mais a sua “força” e treinar para um novo embate contra seu rival, mas o que todos não imaginavam é que alguém do lado sombrio com um poder enorme e dado como morto há muito tempo, estava só esperando a hora certa de voltar, a mesma chegou e isso pode abalar o equilíbrio da força em Rey e Kylo Ren. A Batalha final vai começar e todos estão ciente que para vencer o mal de uma vez por todas, sacrifícios terão de acontecer. Finn (John Boyega), Paul Dameron (Oscar Isaac), Chewbacca (Jonas Suotamo), C-3PO (Anthony Daniels), R2-D2, BB8 e cia partirão para a missão final, nela terão ajuda de um velho aliado, Lando Calrissian (Billy Dee Williams). No elenco ainda temos Domhnall Gleeson, Lupita Nyong'o, entre outros. Direção e roteiro de J.J. Abrams (O Despertar da Força, Star Trek, Lost...). Produção da Lucasfilm. Distribuição nacional da Disney/Buena Vista. Estreia 19 de dezembro de 2019. Para o trailer, clique aqui.

Star Wars: A Ascensão Skywalker (Star Wars: The Rise of Skywalker)


Para muitos ‘Star Wars’ transcende ao simples gostar de uma franquia de cultura pop, é uma religião. A marca atingiu patamares de sucesso em todas as instâncias midiáticas e comerciais, dificilmente tem alguém que gosta de cinema, série, animações, hqs, livros e entretenimento em geral que não conheça alguma coisa desse universo, até fora dele (Se faltava alguém, a Disney acabou de dar um jeito nisso lançando o Baby Yoda na série 'O Mandaloriano' que deixou todos apaixonados por ele, mesmo quem não fazia ideia de como é essa história de "Guerra nas Estrelas"). Essa jornada Jedi e Sith; a força e o lado sombrio; Império, Primeira Ordem, República, Rebeldes e Resistência... Tudo forma um ciclo evolutivo e bem cuidado (Às vezes não, como na trilogia prelúdio) que traz todos os elementos que desenvolve de forma madura e aventuresca uma grande saga, sem falar dos personagens, lugares, costumes, armas e tudo mais... Dizer que Star Wars é praticamente uma religião não é exagero, quem se deixa afetar por esse universo único sente a força no espírito, emoção e também no bolso, como não querer algo da franquia. Eu mesmo, minha casa respira Luke, Leia, Han Solo, Rey, Kylo Ren, BB8, C-3PO, R2-D2, Darh Vader, Palpatine, Obi-Wan e cia... menos o Jar Jar Binks rs. Por isso, quando se mexe com uma paixão tão grande, o medo de erros cometidos anteriores (Episódios 1 ao 3) e algumas mudanças de quebra de expectativas (Os Últimos Jedi) ou até mesmo responder coisas que não foram perguntadas (Filme do Han Solo) pode mexer com o coração dos fãs e dar uma “perturbação na força”, principalmente nos mais hardcore ou xiitas que não querem "sua" obra alterada. Isso é o preço a se pagar quando você atinge uma legião de apaixonados. Então coube novamente a J.J. Abrams retornar com a missão colocar nos trilhos (para quem acha que saiu) e encerrar essa jornada de forma que agrade a todos, como ele mesmo fez em O Despertar da Força que trouxe orgulho e aqueceu o coração de quem ama a franquia e sofreu ao assistir A Ameaça Fantasma, Ataque dos Clones e A Vingança dos Sith (esse nem tanto) nas mãos do seu próprio criador, George Lucas. Abaixo vamos ver se a missão que nem é tão inglória assim, foi cumprida por J.J...


As mudanças significativas que o diretor Rian Johnson fez em 'Os Últimos Jedi' independente de ter enfurecido os mais puritanos fãs da franquia... Ele apresentou novas alternativas de como expandir o poder Jedi, desmistificando que tudo tem que envolver a família Skywalker e ainda trouxe novas alternativas que foram ousadas, mas que ao mesmo tempo deixou tudo simples demais, algo que mesmo com vários problemas na trilogia de origem do Darth Vader, sempre foi grandiosa. Ao vermos aquela "batalha" final Kylo Ren vs Luke Skywalker foi a prova que a ideia era mostrar outros caminhos e tirar a “força” de uma mística cânone para ampliar horizontes a novas possibilidades. Isso causou revolta de muitos, até abaixo assinado para refazerem esse longa teve, pois fica realmente dúbio... Rian Johnson mostrou extrema inteligência ao apresentar que existem possibilidades maiores do que as contadas até então, ou falta de sensibilidade com uma franquia consolidada e exagerou na assinatura pessoal, deixando algo magnânimo simples demais (Para mim, um pouco de cada). Então com a volta do diretor J.J. Abrams, a pergunta principal era "Ele voltaria aos princípios que ele fez em O Despertar da força, incluindo as deixas para continuar contanto a jornada da Rey e cia... ou ele seguiu o embalo e manteve o longa anterior, com um toque seu?". Antes de começar enfim a falar de A Ascensão Skywalker, sem spoiler, só adiantando que... SIM, o filme não só ignora 'Os Útimos Jedi' como anula varias coisas inseridas lá, então se você gostou do filme anterior, vá com espírito de 'O Despertar da Força', pois é praticamente uma continuação de lá, dentro do cenário do acontecido em Last Jedi. Sem mais enrolação, vamos a crítica de 'A Ascensão Skywalker'...


A ação toma conta do começo ao fim do filme. Logo de inicio você percebe que existe um hiato dos acontecimentos finais de 'Os Últimos Jedi', devido a termos várias situações já estabelecidas como... O Kylo Ren já adaptado a líder supremo da Primeira Ordem e um grande entrosamento entre Poe Dameron, Finn, Rey, Chewbacca, R2-D2. BB8 e C-3PO, esse último que garante vários alívios cômicos, principalmente com Poe que está com uma personalidade bem mais séria que no começo dessa nova trilogia, sem entrar em muitos detalhes para não dá spoilers, em ambas situações fica evidente que tiveram muitas coisas acontecendo para chegar naquelas situações, o que pode garantir um futuro spin-off ou série no Disney Plus desse meio tempo entre episódio oito e nove, assim como foi na trilogia Prequel entre os episódios dois e três (preenchida com a série Clone Wars). Toda narrativa é um ataque e contra ataque, além de situações de assalto em meio a guerra, lembra muito Rogue One nesse quesito, fora que não vão ser poucos os embates entre Rey contra Kylo Ren e o questionamentos de ambos sobre o equilíbrio da 'força' entre os rivais. O ritmo é bem acelerado, tem hora que você se perde onde eles estão, pois acontece batalhas em todo canto que o grupo de Rey e cia estão, isso até o final, quando temos algo de grande proporções e que fazem valer o nome "Guerra nas Estrelas", com uma conclusão dentro do esperado, sem grandes choques, mas com uma cena final de arrepiar, só não deixou a sensação que a jornada desse grupo encerrou-se... ficaram pequenas pontas soltas e coisas senão mal resolvidas... pendentes e que não deixam claro se vão dá continuidade. Resta saber, sem querer ser repetitivo... mais sendo, se isso serão coisas a serem desenvolvidas em uma nova leva de filmes ou em séries no Disney Plus.


J.J. Abrams voltou para "fechar" essa nova trilogia, como dito anteriormente, pouco se aproveitou de ''Os Últimos Jedi' que não fosse o eminente embate final entre o bem e o mal já desgastado pelas lutas em ambos os lados. Pois é tanto o "desprezo" de J.J. ao longa dirigido pelo Rian Johnson que é mencionado pela Primeira Ordem apenas a derrota no Despertar da Força, nem sequer é lembrado os confrontos do longa anterior. Esse é o problema de você pegar uma trilogia, entregar o segundo longa a outro diretor que resolveu aplicar uma abordagem totalmente diferente e na hora de fechar a história, você traz o profissional do primeiro, claramente ele vai seguir os caminhos que ele fez, não de um cara que mudou vários conceitos e inseriu novas possibilidades. É uma lição que a Disney/Lucasfilm deve ter aprendido para nas próximas irem com mesmo diretor/roteirista do começo ao fim. J.J. aqui entrega o máximo do Fan-service, muito difícil falar sem entregar spoiler, mas tem uma sequência de homenagens em acontecimentos falados e visuais que os antigos fãs ficaram contente, esse filme para quem odiou o longa anterior, vai sair da sala de cinema extasiado. O ritmo narrativo imposto não tem grandes aspirações, logo nos tradicionais créditos subindo com o tema do filme já entrega a grande dúvida sobre o retorno do verdadeiro vilão das outras duas trilogias, ficando claro que o personagem volta para ser a grande ameaça dessa nova fase também. Isso aplicado, a execução segue dentro do esperado, novos lugares são apresentados, personagens inéditos sem grandes destaques, mas que são eficientes para as coisas andarem. Se você é fã e queria service, esse é o filme definitivo da franquia, quem não é tão conhecedor assim e tem um apego gigante pelos Último Jedi, talvez não se sinta tão imerso ou contente com a trama. No conjunto da obra o diretor mostra o carinho que tem por Star Wars e manteve o ritmo no episódio sete e nove, em algum momento você pode até acusá-lo de não incluir muitas novidades ou mudanças como fez Rian Johnson, mas ele sabe o que fazer com a franquia em mãos, falando no seu antecessor, para fechar esse assunto, tem cenas que J.J o alfineta com sutilezas que podem ser pegas com facilidade para quem assistiu o anterior. A sensação de uma trilogia de dois filmes apenas é enorme se você deixa o coração de lado e pensa bem.


Após falar do que é o ritmo da história e de como J.J. conduziu de forma bem pessoal esse retorno na franquia. Algumas dúvidas ainda restam sobre questões pendentes para o capítulo final dessa nova fase (Fora a já mencionada acima sobre as mudanças em relação aos Últimos Jedi) e que podem ser explicadas sem tirar a experiência de quem vai assistir. Sobre a questão da Carrie Fisher que faleceu após as gravações do longa anterior, aqui como foi noticiado pela Lucasfilm, seria usado cenas excluídas dos anteriores e jogo de câmeras com dubles e tal... Olha, ficou bom, temia que ficasse fora de tom, mas apesar de você sentir a cena meio parada, foi bem elaborado e com uma conclusão digna da personagem e que os mais desavisados sobre o falecimento da atriz antes desse filme, nem devem perceber essa mudança. Falando dos veteranos, também tem a importância do Lando Calrissian de Billy Dee Williams que... não acrescenta muito, aparece pouco, só pelo fan-service mesmo, talvez incluído para dar sequência em algum novo projeto em Star Wars de acordo com o que acontece com ele na última cena do personagem nessa história atual. Outra situação é o bromance entre Rey e Kylo Ren, não muda nada... a única coisa homogênea nos três filmes e que nem esse embate filosófico de como dirigir Star Wars entre J.J. Abrams e Rian Johnson conseguiu mudar é isso, sendo que essa trilogia é em cima deles, claro que  seria usado até o final. Uma outra questão é sobre o retorno do antigo e sempre presente vilão de Star Wars que nos pegou de surpresa com sua voz ao final do primeiro trailer... O modo feito é aceitável, as surpresas relacionadas a ele são plausíveis dentro dessa nova história, só que imediatistas demais desde a abertura do filme e no vai e vem para encontrá-lo. Por fim, sobre o legado para uma próxima trilogia... Bom, poucas novidades foram incluídas aqui, tivemos um festival de homenagens a personagens e situações que nos remete ao passado, sem muita alusão ao futuro, apenas uma sensação de dever cumprido ao apresentar de vez Star Wars a uma nova geração e que Rey e cia ainda tem caminhos a galgar, por isso acho que esse grupo pode ser mais explorado, pequenas pontas foram deixadas para um possível retorno desse elenco. Um epílogo desse paragrafo... Enfim conhecemos os Cavaleiros de Ren, mesmo não desenvolvidos, pelo menos os vemos em ação.


Parte técnica é a mais fácil de falar, alguém duvida que direção de arte, efeitos visuais, som, trilha sonora, fotografia, figurino e tudo mais seriam beirando a perfeição nesse filme? Então, não tem como ser diferente, visualmente é algo sensacional e tem que ser assistido na maior tela com qualidade de som e imagem que você possa conseguir. A edição ficou boa, tudo flui tranquilo, porque não tem muito que desenvolver, pois temos ação o tempo todo. Sobre o elenco... Carrie Fisher já mencionei, nossa eterna e saudosa Rainha Leia, agora o trio Daisy Ridley, John Boyega e Oscar Isaac seguraram muito bem a franquia, se nos filmes da Prequel só Ewan McGregor salva, aqui ninguém pode reclamar deles, personagens casaram perfeitamente com os atores e os mesmos cumpriram suas atuações com maestria, a química entre o trio é ótima, isso é premiado com uma linda cena final entre eles. Claro que com a Rey sendo a protagonista o destaque dela é maior, nunca alguém usou a força como ela, e sua origem sendo mais coerente nas mãos do J.J do que com Rian Johnson. Adam Driver que lá em 2015 todos estranharam seu modo de atuar, mas que nesse meio tempo se mostrou um grande ator nos filmes fora da franquia e que gerou indicação ao Oscar, agora olhamos para ele com outras perspectivas, aqui seu Kylo Ren está tão perdido entre o que ele tem e o que quer fazer como sempre, tendo seu destino final bem eloquênte do que ele fez na trilogia. Billy Dee Williams mostrou carisma de sempre como Lando, mas nada muito a mais que isso. Outro que consegue se destoar é C-3PO, tirando o inicio de 'Uma Nova Esperança' o droide nunca teve tanto espaço, com ele, esse foi o filme da franquia que eu mais dei risada, pois além da importância dele em uma parte da história... a sua interação com o grupo de Poe e cia geram piadas e situações cômicas que são de humor inteligente e rápido. Do elenco restante, não temos grandes destaques, mas cumprem seus papéis sem atrapalhar no pouco que cada um tem a chance de aparecer. Ah, senti falta de uma exploração maior da Rose (Kelly Marie Tran), ainda mais que ela tinha um laço com Finn e também do que a atriz sofreu com os haters pelo Os Últimos Jedi, aqui ela não tem destaque no contexto geral e pouco menos com Finn, infelizmente ela entra no J.J vs Rian, sendo esse último o responsável pela criação da personagem dela, merecia mais pela sacanagem que fizeram com a atriz que não tem culpa de nada, só cumpriu o que Rian designou para ela fazer em tela. Star Wars: A Ascensão Skywalker é a celebração máxima da franquia Star Wars, onde tivemos o coração de um diretor que ama a franquia e entregou todos os fan-services possíveis nesse novo e derradeiro episódio da jornada Skywalker, Rey, Finn e cia... mas faltou aquela sensação definitiva de fim do ciclo desses novos personagens e que o ego filosófico dos diretores desse novo arco ficou conflitante, mesmo assim ao fim disso tudo... O resultado é super positivo e o legado continuará seja em novos filmes e séries, que a força esteja sempre em evidencia e que o confronto entre jedi e sith ainda seja o pilar central de algo que é amado por milhões de fãs no mundo todo em projetos futuros.

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