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terça-feira, 2 de julho de 2019

Crítica Cinema | Homem-Aranha: Longe de Casa

(Pouca evolução e muita diversão)


Sinopse: Após os eventos de 'Vingadores: Ultimato', Peter Parker (Tom Holland, Homem-Aranha: De Volta ao Lar) ainda sente muita falta de Tony Stark, além de tentar colocar a vida em dia pós retornar junto com metade da população da Terra, devido ao estalo do Thanos. Com isso, ele resolve ir a uma excursão do colégio para Europa com seus amigos, no qual ele quer se declarar para MJ (Zendaya, O Rei do Show). As coisas ficam confusas quando Nick Fury (Samuel L. Jackson, Capitã Marvel) resolve convocá-lo para ele lutar contra seres chamados 'Elementares', no qual ele terá ajuda de Mysterio (Jake Gyllenhaal, Animais Noturnos) que diz ter vindo de um mundo paralelo. Peter agora terá que decidir em ter uma vida normal ou ser um super-herói e manter o legado do Homem de Ferro. O novo filme da parceria 'MCU com a Sony Pictures' ainda tem no elenco Jon Favreau, Marisa Tomei, Cobie Smulders, Jacob Batalon, Tony Revolori, entre outros. Direção de Jon Watts (Dirigiu o longa anterior). Distribuição nacional da Sony Pictures do Brasil.

Homem-Aranha: Longe de Casa (Spider-Man: Far From Home)


Expectativa é algo dúbio... ou você que cria ou criam algo em cima que não tem como esperar menos da situação em si. Aqui no caso é dito inclusive pelo chefão da Marvel Studios (Kevin Feige) e toda a divulgação que fecharia a jornada do infinito e o fim da fase 3 do MCU (Marvel Cinematic Universe), então abrindo os novos rumos e possibilidades com os tais multiversos, muito sonhava-se com outros Homem-Aranha, como vimos no Aranhaverso (Vencedor de Oscar de Animação desse ano) indícios como X-Men e Quarteto Fantástico que vieram da Fox poderia ser incluídos nesse universo já consagrado e bilionário, Vingadores: Ultimato que o diga, perto de ser a maior bilheteria mundial no cinema de todos os tempos. Como vimos muitas dessas situações foram criadas em cima disso, entende-se que não parte dos fãs, então... O que temos aqui em 'Longe de Casa' não poder ser exatamente como deve ser, levando em conta que temos um personagem como o Mysterio, talvez nesse sentido pode-se ficar um pouco decepcionado, mas sempre com o pensamento "Se tirar a expectativa que era para um rumo, o que foi construido no lugar pode saciar o que você poderia esperar?", bom vamos exatamente o que foi apresentado aqui...


Aqui o lado jovem do herói e interação com os amigos ditam muito da narrativa, quando foca nisso fica bem interessante, inclusive na famosa "Linha de diálogo" eles resolvem o sumiço de todos os amigos do protagonista durante cinco anos, como estão pós Ultimato e o luto sobre a morte dos heróis durante as batalhas com Thanos. Um ar bem leve e jovial, além de cores e uma bela ambientação com locações pela Europa que dá uma sensação de vanguarda que são bem interessantes. Isso tudo para explicar os dilemas do Peter, pois o maior drama é dele querendo ser um cara que quer conquistar uma garota (MJ, Zendaya) tanto que é a maior rixa com Nick Fury, apesar de que passa um pouco do ponto, entende-se os hormônios de adolescentes, mas chega uma hora que começa a irritar, pois com a MJ ele não teve tanto tempo para se apaixonar como foi pela Liz (Seu par romântico no longa anterior, De Volta ao Lar). As situações ditam a parte do plot principal, pois essa fixação que faz ele cometer os maiores erros da trama, inclusive, não vemos uma evolução tão grande como herói, principalmente enfrentando os vilões, uma coisa que também não vimos no longa anterior contra o Abutre. Então, já passou da hora desse novo Homem-Aranha crescer como super-herói, precisando enfrentar mais vilões de peso com uma maior segurança do que está fazendo. Um dos poucos problemas que tenho com o filme anterior, era o Peter não evoluir e praticamente cometer todos as situações perigosas que ele depois teve que resolver, além de não derrotar o vilão final, aqui meio que se repete, usando um termo de jogadores de RPG, ele não aumenta muito o XP nesse quesito.


A coisa mais importante para do Peter, além de ficar desesperadamente atrás da menina que ele gosta... É o legado deixado pelo seu mentor (Tony Star). O filme entrega todas as ferramentas e dá um desenvolvimento nessa parte que ele possa ser algo maior do que ele quer ser... Inclusive na ato final em uma cena junto ao Happy (Jon Favreau) que é bem bonita e explica o porque de insistir nisso, fica só a questão que o Homem-Aranha nos cinemas é da Sony Pictures, no caso o herói está emprestado para o MCU em uma parceria que está gerando coisas boas para ambos os lados, mas devido ao inesperado sucesso de Venom (2018) e outros filmes de vilões do aranha vindo ai (Morbius com Jared Leto) se essa parceria vai durar e se é interessante jogar tanta coisa assim em cima do personagem que legalmente não pertence a você. Fora isso, alguns trejeitos bem humorado não estão muito em destaque, a narrativa vai usando a inexperiência do Peter que ainda continua alta para dar o tom cômico as situações, isso dita partes divertidas e sem grandes impactos, mas ao contrário do longa anterior, temos cenas de lutas grandiosas, bem feitas e a maioria durante o dia, o que expõe uma qualidade visual grande e empolga no cerne de um longa de super-herói que é ação e explosões.


O Mysterio de Jake Gillenhaal meio que você já saca tudo de como vai ser conduzida sua narrativa com as primeiras cenas e sua origem pode até ser um easter egg de outros acontecimentos, mas pode deixa alguns fãs e criadores de teorias, decepcionados. Como personagem em si e visual, nada a reclamar, mas faltou uma química maior com Peter, apesar de que seu ato final o torna algo mais intenso do que parecia ser... Ai cresce seu desenvolvimento e sem dá spoiler, fica bem ao agrado. As participações de Samuel L. Jackson são hilárias em sua maioria, também é a voz da razão na hora de dar bronca no Peter, meio que falando o que você pensa "Moleque para de pensar em namoradinha, vai salvar o mundo", pois o conflito de emoções do protagonista é grande e mesmo desde sua aparição no MCU em Capitão América: Guerra Civil (2016) não tivemos ainda a famosa morte do Tio Ben sendo mostrada, mas o fato de não ter uma presença masculina em sua criação atual, faz o rapaz ter muito apego emocional a outros personagens como Tony Stark, Happy, Mysterio e até o Nick Fury em certo ponto. Aqui talvez seja a jornada de aprendizado que possa mudá-lo de vez, principalmente por causa da primeira cena pós crédito, se no próximo longa ele não evoluir de vez, vai ficar chato esse Homem-Aranha que até já lutou no espaço contra Thanos, continuar inexperiente. Aliás, nessa cena pós crédito, o aparecimento de um personagem vai levantar a galera, já na segunda estava deixando os nerds pulando da cadeira, até o MCU ser o MCU e com exceção dos filmes Guerra Infinita e Ultimato, simplificar tudo sem muitas consequências, a primeira vista pelo menos.


Visualmente empolga, seja na direção de arte ou fotografia, todas as locações na Europa dá um tom muito bom a trama. Efeitos visuais agora são durante o dia, não decepcionam, as cenas com Mysterio são de uma beleza visual tremenda, nessa parte não se tem do que reclamar, muitas vezes temos o quesito técnico que se sobressai e que mesmo assim não empolga, aqui é diferente, fica um atrativo bem legal, inclusive na batalha final. Parte sonora muito boa e uma edição sem grandes alardes, a história é leve e não inventa muito, aliás, fica simples até demais, o que proporciona uma trama linear sem grandes sobressaltos no desenvolvimento do herói como herói mesmo, exceção a primeira cena pós créditos, que poderá mudar tudo. Sobre o elenco... Tom Holland continua agradando, só ficando meio repetitivo sua falta de experiência e empolgação com coisas que não devia, já teve muitos outros filmes para trazer uma bagagem maior, não se sabe se o diretor Jon Watts vai dirigir o terceiro da franquia, mas está na hora de mostrar mais herói e menos garoto devido a tudo que o Aranha já passou no MCU. Jake Gyllnhaal muito bem, você sente ele se divertindo com o personagem. Samuel L. Jackson está cada vez mais como o personagem bem humorado desse universo. Zendaya com aquele jeito dela, que sinceramente não me agrada muito, falta simpatia e sobra marra, o restante do elenco de jovens, todos funcionam muito bem juntos e por fim Jon Favreau e Marisa Tomei cada um do seu jeito consegue dar bons alicerces ao protagonista. Homem-Aranha: Longe de Casa está divertido e bem humorado como o primeiro, mas sem o impacto da novidade e apostando novamente na inexperiência do herói, em contrapartida, traz cenas de ação visualmente belas e empolgantes, agradável de se assistir e sem grandes impactos até a primeira cena pós crédito.

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