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quarta-feira, 5 de junho de 2019

Crítica Cinema | X-Men: Fênix Negra

(Encerrando positivamente quase vinte anos de jornada mutante nas telonas)


Sinopse: Em uma missão espacial de resgate, os X-Men se dão com um problema inesperado, com isso a equipe liderada pela Mística (Jennifer Lawrence) e com Ciclope (Tye Sheridan), Fera (Nicholas Hoult), Mercúrio (Evan Peters), Tempestade (Alexandra Shipp) e Nortuno (Kodi Smit-McPhee) são salvos pela Jean Grey (Sophie Turner). No processo ela absorve uma energia capaz de destruir planetas 'A Força Fênix', um poder que nem o Prof. Xavier (James McAvoy) consegue controlar. Após perder o controle e culminar em uma grande tragédia, Jean fica sem rumo e ao encontrar uma pessoa misteriosa (Jessica Chastain) que tem interesse nos poderes dela, um lado maligno desperta na moça... Agora ela vira alvo de antigos companheiros, do governo e do Magneto (Michael Fassbender). A última aventura da equipe produzida pela Fox chega aos cinemas na direção de Simon Kinberg. Distribuição nacional pela Fox Film do Brasil.

X-Men: Fênix Negra (X-Men: Dark Phoenix)


A jornada dos mutantes na Fox em quase 2 anos tiveram grandes acertos e alguns erros, para um Wolverine Origens e X-Men 3 que ficarão abaixo da média, tivemos grandes acertos como os dois primeiros X-Men, Dias de um Futuro Esquecido, Primeira Classe, Deadpool e Logan, histórias que foram sucesso de crítica e agradaram os fãs, ainda tivemos filmes passáveis como Deadpool 2 e Wolverine Imortal e outros que dividem opiniões como X-Men: Apocalipse e Era Uma Vez Um Deadpool, esse último nem é considerado filme por muitos. Não esquecendo de Novos Mutantes que já era para ter saído e ficou para o ano que vem, mas pelas últimas notícias já será nas mãos da Disney que irá alterar o longa que já estava pronto. Com isso chegamos a Fênix Negra, o capítulo final de uma produtora com mais acertos do que erros, agora vamos saber se o encerramento foi digno de quase duas décadas de histórias para as telonas ou foi fim de feira mesmo.


Nem ao céu e nem ao inferno, mas a concepção de ideia já foi errada, precisaria de um filme antes desse para dar mais cancha para o elenco novato, só após talvez aí sim apostar em algo grandioso como a Fênix Negra, mas no fim das contas nem adianta puxar por esse lado, pois a Disney comprou a Fox e essa parte dos heróis Marvel que incluem os 'Mutantes e Quarteto Fantástico' ficarão a cargo da Marvel Studio mesmo, então restava encerrar tudo, por isso foram refeitos cenas e tal, só não dá para tirar isso da conta deles, pois a concepção de um novo Fênix Negra após o trágico X-Men: Confronto Final (2006) foi antes da compra, o que mudaria que seria algo mais grandioso e com sequelas, aqui temos algo visivelmente castrado para não deixar nenhum ponta e nada muito grandioso e sem adicionar nenhum elemento que dê ideia que isso iria adiante, o que deixou a trama mais caseira, fica claro as alterações de roteiro, principalmente envolvendo a personagem de Jessica Chastain, pois está evidente que seria um outro rumo e não algo tão sem impacto como ocorre nessa história. Além disso, a forma de lidar com a Fênix no final e de um jeito contido, também percebe-se dedo Disney... Terminar de forma tranquila e nada grandioso para não deixar margem de continuarem com essa narrativa, atores e histórias estabelecidas. A partir de agora será tudo novo dentro do MCU e com uma incógnita gigante se Novos Mutantes (Inicialmente seria lançado em abril de 2018) estará dentro ou será algo a parte tanto da Disney como da Fox, só para não jogar fora um filme que já estava pronto... Sem esquecer do Deadpool, como ali tudo é zoeira, fica mais fácil de adaptar sem grandes alardes, a missão será justificar Mutantes em geral e Quarteto no MCU dentro de tudo já ocorreu com Vingadores, Guardiões, Capitã Marvel e cia.


Agora vamos entrar verdadeiramente em Fênix Negra, a coisa é bem simples, Jean Grey absorve um poder absurdo, não consegue controlar, desperta a irá das autoridades, raiva de alguns ex-aliados e sempre tem uma força extra com interesse em controlar algo tão poderoso. O interessante é a forma que os mutantes estão estabelecidos, são heróis, mas ao mesmo tempo como a chave vira no primeiro deslize mutante que já demonstra que eles não eram tão adorados assim, isso implica na jornada do Xavier e que por linhas tortas causa o principal problema da trama. Temos a forma perdida da Jean, dentro do possível você compra suas dores, fora isso, fica tudo muito prejudicado na obrigação de dar um ponto final aos X-Men na Fox, pois você tinha uma ideia original de expansão dos X-Men para o espaço e outros personagens como Skrulls, Império Shiar e tal, mas ai chega a ordem de ter que suprimir tudo para um término, fica muito simplório em suas ambições, desenvolvimento e grandiosidade. Algumas coisas conseguem manter o ritmo, como a ação quando ela ocorre, a parte final é bem satisfatória, consegue se fazer valer dentro do possível, dava para ser mais épico? Não! Já que você tinha que encerrar tudo ali sem deixar pontas soltas, por isso, fica bem decente de assistir se você levar tudo isso em conta. As piores coisas é praticamente refazer X-Men 3 no final do primeiro ato, a forma encontrar para minimizar a personagem da Jessica Chastain foi aquém, pois deixou muito episódico, dava para ter usado algo mais intenso que durasse apenas nesse longa e por fim trabalhar os anseios dos personagens fora Jean e Xavier, ficaram todos muito coadjuvantes, apenas pela ação, o que nos remete ao Magneto, meio que tem a mesma jornada vingativa desde Primeira Classe, mas aqui foi mais ameno e temos boas cenas de ação dele usando seus poderes.


A direção de arte como toda a parte técnica é satisfatória. Sobre os efeitos... A parte do resgate espacial ficou boa, a dimensão do que poderia ser feito em novos filmes eram evidentes, mesmo assim entrega bem. As cenas de ação apenas a da batalha final trás uma empolgação, bem destrutiva e elaborada e os efeitos na Jean tem um negócio meio metafórico para a eminente explosão de raiva, em algumas vezes funciona e em outras não. A parte sonora é bem a ambientação do longa todo que traz uma atmosfera muito de suspense meio depressivo. A edição flui ok, com a sensação que tudo aquilo era demais para a equipe lidar, sair de Apocalipse para Fênix Negra, foi muito, Simon Kinberg conseguiu conduzir como pode, mesmo faltando um grande impacto, muito pelos problemas já mencionados sobre terminar com tudo. Sobre o elenco... Sophie Turner, assim como o elenco de novatos de Game of Thrones são muito superestimado, mas fora da série da HBO que se encerrou tem algumas semanas não apresentam grandes atuações, aqui não é diferente, pior que o filme precisa muito dela para funcionar, prejudica a narrativa, mas nem tanto assim, pois ela é esforçada. Jessica Chastain no que foi resumido sua jornada após as mudanças, ficou muito sem sal. Já os veteranos James McAvoy tem algo em seu Xavier meio egoísta na necessidade de quem sofreu tanto no passado e agora quer receber as glórias de um novo mundo, mesmo sem pensar no que acontece com seus comandados como deveria. Michael Fassbender também consegue manter seu Magneto de forma coerente e por fim Jennifer Lawrence que nunca se encaixou como heroína, aqui não é diferente, por isso o roteiro decidiu o destino da sua Mística antes que comprometesse o que já estava com alguns problemas. Do restante da equipe ficou todos muito a sombra dos mencionados até agora, onde aliás, esperava muito mais do Tye Sheridan, muito culpa do roteiro, pois seu Ciclope foi tão inútil como de James Marsden em X-Men: O Confronto Final. X-Men: Fênix Negra encerra quase vinte anos de história, onde nesse ato final, dentro de uma produção castrada a não ter como continuar a contar sua história, fecha de forma decente e tentando deixar tudo o mais encerrado possível para que uma jornada que veio lá de X-Men (2000) do diretor Bryan Singer. Se aqui não consegue dar algo que vimos em outros filmes dos mutantes, coloca um ponto final dentro do que dava para fazer em uma caminhada cheio de altos e alguns baixos, mas com a certeza que X-Men deixou sua marca na história dos filmes adaptando quadrinhos e agora em sua nova casa na Marvel Studio vai poder reescrever dentro de um universo maior e com a certeza que o gene X nunca vai se acabar nas telonas. 

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