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quarta-feira, 26 de junho de 2019

Crítica Cinema | Turma da Mônica - Laços

(Tudo feito com carinho e qualidade)


Sinopse: No bairro do Limoeiro, Cebolinha (Kevin Vechiatto) está sempre montando seus planos infalíveis para tomar o coelhinho de pelúcia (Sansão) da Mônica (Giulia Benite) e se tornar o "Dono da Lua", mas com o misterioso sumiço do seu cãozinho 'Floquinho' essa rivalidade vai ser deixada de lado para uma jornada de resgate junto dos seus amigos Cascão (Gabriel Moreira) e Magali (Laura Raseo). Agora a 'Turma da Mônica' entrará nessa missão que vai além disso... É uma aventura que irá fortalecer os laços de amizade entre eles. No elenco ainda temos Rodrigo Santoro, Paulo Vilhena, Monica Iozzi, entre outros. Com direção de Daniel Rezende (Bingo - O Rei das Manhãs) e produção de várias empresas: Paris Filmes, Globo Filmes, Biônica Filmes, Quintal Digital, Mauricio de Sousa Produções, Latina Estudio e Paramount Pictures. Distribuição nacional da Downtown Filmes.

Turma da Mônica - Laços


O roteiro é baseado na homônima Graphic Novel do selo MSP. São traços e histórias mais profundas que recontam de forma mais realista e reflexiva as aventuras da Turma da Mônica. Tivemos vários títulos lançados e com vários personagens, mas "Laços" abriu essa série e que vem sendo muito premiada desde então, confesso só ter lido as Novels do Bidu e do Penadinho, ambas são muito boas. Aqui nesse longa a missão era recriar a atmosfera dos quadrinhos infantis dentro da narrativa da Novel, manter uma qualidade visual que envolvesse o espectador em uma trama sólida... Ao mesmo tempo trazer a nostalgia ou simpatia do público de ver naquelas crianças e no restante da turminha que é muito amada dos quadrinhos nacionais, tanto que as criações de Mauricio de Sousa são em importância e equivalência aos personagens Disney de Mickey e cia nos 'gibis'. Para isso, precisaria de um casting que trouxesse empatia com o público e que você comprasse que aqueles personagens são do bairro do Limoeiro, lugar onde se passa as aventuras de Mônica e sua turminha.


O casting é muito bom, dentro das possibilidades de um live-action de quadrinhos, você compra a turma toda, claro que sempre tem os de maiores destaques como a Mônica de Giulia Benite. Os detalhes de expressões e as características respeitadas dão o tom a todas as crianças e adultos também, pode ser em uma atitude ou fala, você percebe o respeito em manter tudo que foi tirado do original. A calma em trabalhar a narrativa para que cada um mostrasse seu potencial e modo de agir como nas HQs trazem aquela sensação boa de "Olha isso, é igual", ao vermos o medo do Cascão de chuva, sempre temos uma melancia aqui ou ali que é a marca registrada da Magali, as expressões ferozes da Mônica e a obsessão do Cebolinha no Sansão e ser o criador de planos infalíveis que nunca são certo, são pitadas ou coisas realmente importantes para a trama que se resolvem muito bem. Além claro dos famosos laços entre eles, fica visível que esse é o foco, como aquelas crianças se completam em atitudes e amizade um com os outros, senão viraria o filme do Cebolinha, pois o outro plot é o resgate do seu cachorro. Nem sempre se dá aquela atuação de gala, são novatos ali com uma responsabilidade enorme, só que em tela, assim como na coletiva de imprensa com eles; a ingenuidade, carinho e felicidade de representar ícones da cultura nacional são para lá de evidente e cativante.


Sobre a trama em si, a narrativa primeiro nos dá um gostinho de como funciona a interação entre os quatro protagonistas e depois parte para seu plot. Tudo muito cuidadoso para não derrapar nos objetivos e deixar claro que são duas jornadas, a de resgate e amizade. Temos cenas bem inocentes e que precisaria de um realismo melhor, mas nada que prejudique o andamento da história. Como toda aventura, o vilão precisa existir, temos um que sinceramente estava destoando de toda aquela inocência, por não ter lido a Novel, fiquei muito curioso enquanto assistia de como o longa iria resolver isso quando a turma se encontrasse com alguém de atitudes e atmosfera tão pesada, por isso, a forma escolhida de quebrar essa situação foi genial, derrubou qualquer expectativa ruim ou paradigma de alguém perturbador e nos deixou claro que a solução para tudo ocorreria no ritmo que Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali estavam. Por fim, a trama consegue se resolver muito bem em suas duas missões e entrega de forma bem agradável toda aquela jornada, no qual é mais voltada para algo sentimental do que fazer humor. Vemos isso em momentos dramáticos como do vilão em si, dos pais preocupados e de uma discussão entre a Mônica e Cebolinha que nos leva para o ato final e foge do que poderia normalmente ser uma cena de ofensa do menino com ela que sempre acabaria em uma coelhada, então o roteiro é muito cuidadoso nessas mudanças.


A produção é muito bonitinha, a direção de arte, assim como fotografia, figurino com a caracterização dos personagens, deixou tudo o mais próximo possível das quadrinhos tradicionais para dialogar com a Novel, esse foi um desafio que foi cumprido de forma muito satisfatória. Uma história curta e uma jornada dos heróis, então não se perde em edição e nem trabalha de forma atropelada seus atos. Parte técnica assim como efeitos ou trilha sonoras não chama muito atenção, faltou um pouco disso. No Geral tudo é bem cuidado e na direção de Daniel Rezende que já mostrou em Bingo que sabe prender você na trama e trabalha muito bem os personagens. Sobre o elenco... Giulia Benite ficou perfeita de Mônica logo de cara você se familiariza com a menina, assim como Gabriel Moreira como Cascão, já Kevin Vechiatto de Cebolinha e Laura Raseo interpretando Magali, você vai se acostumando durante a história. Dos adultos, o personagem de Rodrigo Santoro, o Louco, muito diferente do que ele costuma fazer e importante para a evolução do Cebolinha na história, o veterano e internacional ator entrega bem e olha que o Louco nem existe na história original, mas aqui foi encaixado de forma perfeita. Entre os outros, o destaque maior em família trabalhada é do Sr. e Sra. Cebola, interpretados de forma corretíssima pelo Paulo Vilhena e Fafá Rennó. Uma coisa que não entendi é o porque de todo destaque em divulgação para a Monica Iozzi, como mãe da Mônica, ela aparece pouco e sem nenhuma importância para a narrativa. Ah sem esquecer de Mauricio de Sousa como nosso Stan Lee brasileiro, surpresa para lá de agradável quando acontece, emocionante. Turma da Mônica - Laços nos proporcionar um roteiro bem objetivo que traz para as telonas em forma de Live-action uma galerinha que vem tendo suas histórias lidas nos quadrinhos por muitas e muitas pessoas ao longo de seis década. Aqui nos entrega uma obra cinematograficamente feita com o coração e de uma qualidade visual e narrativa que faz jus a tudo que sempre envolveu Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali, sem esquecer de toda a turma restante, podendo ser a primeira das produções que abrirá caminho para que as obras de Mauricio de Sousa se imortalizem também na sétima arte.

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 Dúvidas, sugestões, parcerias e indicações: blogparsageeks@gmail.com

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