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segunda-feira, 10 de junho de 2019

Crítica Cinema | A Lenda de Golem

(Uma história esquisita que tem bons momentos)


Sinopse: Na Lituânia de 1623, um pequeno vilarejo prospera e está à parte de uma epidemia que assola as pessoas ao  redor deles. Um dia uma gangue invade o lugar para que a filha do líder deles seja curada, caso contrário, eles colocarão fogo em tudo e todos. Nisso entra Hanna (Hani Furstenberg) que sofreu pela perda do filho e hoje tem uma relação cada vez mais distante com seu marido 'Benjamin' (Ishai Golan). Depois de uma tragédia com sua irmã devido a invasão desses homens mal-intencionados, Hanna decide fazer um feitiço antigo e perigoso que invoca um Golem para ajudá-los contra essas pessoas de fora, o que ela não contava é que sua ligação com a criatura será maior do que se imaginaria. Produção de Israel, com direção de Doron Paz e Yoav Paz. Distribuição nacional da Playarte Pictures

A Lenda de Golem (The Golem)


A ideia de um Golem já se imagina uma criatura gigante e irracional, aqui até dá a entender na primeira cena, depois a quebra de expectativa acontece, pois a forma de conduzir esse mito é em cima de um garoto sujo de lama, pouco se explica sobre o ritual em si e o quanto isso é benéfico ou maléfico, já que a relação com a protagonista 'Hanna' dita um ritmo distorcido que ao mesmo tempo traz alguma atenção para o que está acontecendo em tela. À medida que a história avança, algumas pontas são aceleradas e situações meio jogadas ao vento, como do vilão e sua filha doente, o roteiro parece não ter um rumo certo que não seja da protagonista, pois quando sai disso dá uma perdida.


Apesar de algumas coisas mal conduzidas, o longa toca em temas interessantes, seja ele querendo ou não. O fato de uma sociedade fechada que não se importa com o seu redor tem um tom interessante para a premissa de inserir os vilões, mesmo depois esquecendo o tema. Além disso, uma época tão antiga e uma mulher tentar colocar suas ideias para o melhor do vilarejo e sendo ridicularizada por causa do machismo, no qual ela não desiste e vai mais afundo em seus ideais, isso até que é bem trabalhado, fora a relação lenta e truncada com seu marido. Agora na parte do Golem mesmo, deixa a desejar, pois tem uma atmosfera envolvente, mas longe de você considerar aquele garoto um perigo total, isso se explica na cena final onde tudo fica muito subjetivo e cortado, foca em situações mais amplas mencionadas acima, do que no próprio plot principal.


Toda a direção de arte e fotografia de época tem um tom envolvente como do filme de 2016 'A Bruxa', você sente a mesma atmosfera, apesar de aqui não ser tão focado na ideia principal. A trilha sonora é bem discreta e os efeitos são muito ralos, mostra um braço ou perna arrancada do nada, mas já caído do lado, nada de mostrar o menino realmente feroz no corpo a corpo. O Mérito dos diretores é fazer a protagonista rodar em vários temas e o demérito é não conseguir manter sustância em todas. Sobre o elenco... Hani Furstenberg que faz a protagonista é uma boa atriz, o roteiro exige muito dela e a mesma consegue entregar bem. Já o restante do elenco são fracos... Apesar que o garoto tem um jeito perturbador que é até chamativo. A Lenda de Golem tem coisas trash, você percebe uns erros básicos, mas consegue te envolver tanto naquela maluquice que se torna a trama, pois trás conceitos de sociedade que mesmo a história se passando à séculos atrás são atuais... No final das contas entrega algo diferente que consegue prender sua atenção, ficou bom. 

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