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domingo, 12 de maio de 2019

Crítica Cinema | Pokémon: Detetive Pikachu

(Tudo bonitinho, referências, mas poderia ser melhor)


Sinopse: Em um mundo onde os Pokémon são reais, temos a história de Tim Goodman (Justice Smith, Jurassic World: O Reino Ameaçado), o rapaz recebeu a notícia que seu pai morreu em um acidente misterioso, por isso, ele vai à Ryme City, um lugar que os monstrinhos e humanos vivem em harmonia e cooperação, sem duelos. Por lá, Tim acaba conhecendo um Pikachu falante (Voz original Ryan Reinolds, Deadpool... E no Brasil do dublador Philippe Maia), no caso, só ele entende o amarelinho, com isso eles partem em uma jornada para descobrir o que verdadeiramente aconteceu ao seu pai, já que existe a chance dele está vivo. Nessa aventura os dois terão ajuda da repórter estagiária Lucy Stevens (Kathryn Newton, Lady Bird) e seu Psyduck. Elenco ainda conta com Bill Nighy, Ken Watanabe e outros. Direção de Rob Letterman (Goosebumps - Monstros e Arrepios). Produção e distribuição da Warner Bros.

Pokémon: Detetive Pikachu (Pokémon Detective Pikachu)


Pokémon (Pocket Monsters no original japonês) é uma das franquias mais lucrativas do mundo: São brinquedos, produtos escolares, games, animes, mangás e muitas outras coisas que geram um lucro em merchandising gigante a Nintendo (Criadora da franquia), por isso, demorou-se tanto para se fazer um filme live action sem arranhar a marca (Já longas animados de Pokémon existem vários, maioria episódicas) e conseguir convencer que aqueles monstrinhos são reais e despertar uma nostalgia e fan-service que funcionasse, nisso entrega relativamente bem. Pokémon explodiu no Brasil com o anime em 2000, os games para os consoles portáteis da Nintendo e cards de duelos foram crescendo ainda mais entre os fãs e quando as coisas tinham ficado mornas, chegou o Pokémon GO que foi uma febre sem precedentes, mesmo assim a coisa esfriou novamente, mas a chegada do live action de Pikachu e cia é a chance de revitalizar-se em países que Pokémon não tem o apelo de antes, mesmo todo mundo conhecendo, por isso era necessário algo bem feito e com um carisma que até mesmo os que largaram de mão voltarem a se empolgar com o mundo dos monstrinhos de bolso, às vezes isso vale até mais que um roteiro de uma coerência técnica cinematográfica, Ultimato é a prova máxima disso, mas para fazer uma crítica... Isso pode até ser ressaltado... A paixão pela franquia, só que tem pontos a serem analisados...


É um filme adaptado em conceito de games sim, Detetive Pikachu é um jogo original do Nintendo 64, nesse jogo tem um Pikachu falante e você vai resolvendo casos, apesar da narrativa e desfecho diferentes, a essência vem daí... Por isso nada de Ash, Equipe Rocket, Enfermeira Joy, Prof. Carvalho e cia. A trama nada mais é que Tim e Pikachu em busca do pai do garoto, desvendando pistas e mostrando vários Pokémon (Não tem plural essa palavra, como Jedi), entregando o fan-service dentro de um visual muito bonito. A narrativa é básica, o Pikachu não é pelo menos dublado tão sarcástico como esperado ao usarem a voz de Ryan Reinolds, tudo segue em mini aventurinhas para mostrar mais Pokémon e com pano de fundo descobrir o que verdadeiramente aconteceu com o pai do protagonista, a história vai se puxando e perdendo a diversão em pró de mostrar mais e mais monstrinhos. Apenas quando entra no ato final que dá um ar mais aventureiro como no anime, inclusive resolvendo de forma condizente ao mostrado durante a caminhada de Tim e Pikachu, que tudo tinha um motivo para aquela relação. Poderia ser mais divertido, nisso peca, claro que um Pokémon repetindo o próprio nome é engraçado, como é o Chewbacca em Star Wars com seus grunhidos, faltou mais carisma nas interações humanas e Pokémon, com um humor melhor trabalhado, muito devido aos atores reais do longa não conseguirem ser tão naturais quanto precisava.


Um filme muito bonito... Uma coisa que não se pode reclamar é da construção da cidade, fotografia e direção de arte que consegue se conectar bem com toda atmosfera do que seria um mundo onde os Pokémon existem. Trilha sonora funciona bem, faltaram umas canções mais chicletes, apesar de que teremos um fan-service nessa parte bem divertida. Agora os efeitos são muito bons, os monstrinhos são de uma qualidade visual enorme (Equipe de efeitos do Sonic deveria aprender como se faz de verdade), pois a riqueza de detalhes é enorme, percebe-se que nos Pokémon mais fofos ou engraçadinhos tem um traço mais pelúcia e nos mais robustos e ferozes traços mais secos, ambas totalmente funcionais. A direção consegue conduzir visualmente muito bem, faltou explorar melhor o roteiro e tirar mais dos atores. Falando neles... Justice Smith não me agrada, ele já tem tiques de atuação que já irritaram em Jurassic World 2, para quem não tem tantos filmes assim na carreira já pegou manias caricatas muito cedo, precisa melhorar, mas nada comparado a Kathryn Newton, sua personagem já está avulsa na trama e sua atuação artificial deixou pior, a garota foi muito mal no seu papel, já Watanabe só para ter alguém ali para chamar atenção da Ásia e infelizmente não vi legendado para saber como Ryan Reinolds se portou dublando Pikachu, na versão dublada por  Philippe Maia... Ele foi bem, mas as falas ficaram muito sérias, faltou algo ali que deixasse mais engraçado a interação dele com do Justin Smith. Pokémon: Detetive Pikachu mexe com a nostalgia, aquece o coração dos fãs, pois entregam tudo que o fã queria assistir dos Pokémon, todos bem feitos, dentro de um visual bonito e com muitas referências que trazem boas lembranças da franquia, ao contraponto que faltou ter uma jornada menos truncada e um pouco mais de diversão, na média entrega bem, mas ainda não é O filme de games que consegue entregar um grande roteiro, visual e atuações juntas, cada vez mais acho será impossível adaptar jogos para as telonas com maestria.

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