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sábado, 9 de março de 2019

Crítica Cinema: Free Solo

(Qualidades de um filme dentro de um documentário)


Sinopse: A convite do NatGeo ao ParsaGeeks, assisti no cinema, uma exibição especial de 'Free Solo'. Documentário que venceu o Oscar 2019 da categoria... Aonde temos a história de Alex Honnold, um alpinista de renome que transcendeu a novos desafios... Praticar escaladas sem equipamento de segurança. E seu maior desafio será subir El Capitan, do Parque Nacional de Yosemite, na Califórnia, com 91 metros de altura. Tudo isso, sem usar nenhum equipamento, só as suas habilidades. Nessa produção, uma equipe irá acompanhá-lo até esse grande dia, mostrando seu modo de agir, pensar, relacionar-se com as pessoas (Principalmente sua namorada) e o preparo para esse feito muito perigoso. Estreia hoje (Sábado, 09 de março) no canal fechado NatGeo e também no app da emissora, de forma simultânea, as 21h00. Direção de Elizabeth Chai Vasarhelyi e Jimmy Chin (III). Distribuição nacional pela National Geographic Films.

Free Solo


A pratica de esportes vem sempre com uma carga de melhora para saúde, superar limites e até mesmo um estilo de vida, que se diferencia da maioria das pessoas "comuns". Uma adrenalina que combina vontade e disciplina, que às vezes também pode ser necessidade médica, dependendo do caso. O esporte aqui, no caso é escalar, desafiar alturas e com um esforço físico e mental, isso já é algo que conta com um teor de periculosidade considerável se a pessoa não for preparada e mesmo com equipamento de segurança, que hoje em dia estão cada vez mais tecnológicos, consequentemente mais seguros para sua utilização. E quando a pessoa abre mão disso? Para subir de mãos limpas, aonde um escorregão, por menor que seja, será mortal. Ao conhecer Alex nesse documentário, fica nítido que é uma pessoa diferenciada, aonde seu maior prazer é desafiar obstáculos, mas não porque subir uma rocha gigantesca é legal ou pela gana que desafia a morte... E sim, porque aquela prática conforta seu interior e aquela atitude te deixa com a alma tranquila e realizada. Por exemplo, uma pessoa atinge um cargo sênior em uma multinacional reconhecidamente milionária e influente, para ela, aquele feito saciou sua ambição, ou sendo mais simples, alguém compra aquele celular famoso e moderno, mesmo parcelado em inúmeras vezes, aquilo trouxe um prazer interior. No caso de Alex, seu ápice mais almejado é subir uma rocha gigantesca, só usando suas mãos e mais nenhuma ferramenta de proteção.


O começo é meio sonolento porque tem a necessidade de ajustar a história e apresentar aos leigos ao mundo das escaladas, após isso, a produção em si fica bem alinhada com a jornada de Alex, até parece um filme, tem seus três atos de forma correta. Começando por nos apresentar o astro do documentário, Alex Honnold tem um jeito bem introspectivo, mas esse seu estilo de vida e o que ele pensa sobre o porque correr tantos riscos para essa prática de escalar... acaba o deixando uma pessoa bem interessante de se ouvir, todos seus diálogos com a câmera ou as pessoas em sua volta são bem esclarecedores sobre como ele se encaixa nesse mundo. Mas não são tudo flores, mostram também os perigos dessa prática, inclusive outras pessoas que não tiveram sorte nesse estilo de vida, também passa pelo relacionamento de Alex com sua namorada, o que implica até em um drama que é bem funcional. Além disso, tem o ápice que é a escalada, inclusive até chegar a tal momento, temos umas dificuldades do nosso 'protagonista', o que dá mais peso ao ato final. Com isso, temos elementos que até muitos filmes não conseguem fazer, poderia ter ido para os cinemas facilmente. Existem muitos outros documentários que vão para as telonas que nem sabe que estão fazendo e se complicam sozinho em suas próprias narrativas e montagens.


Tudo muito bem produzido, a edição é bem feita e segue um cronograma crescente, não se perde na proposta apresentada, você sente o porque do Alex fazer o que faz, além disso, na parte final você sobe junto com ele e sente a tensão que é aquele ato no mínimo desafiador, a cada parte dessa escala decisiva dele... você respira junto, claro que o fato de já saber o resultado, tira aquela sensação que ele pode morrer, ficando apenas que sim, aquilo é muito perigoso de se praticar e desafiar. As imagens são muito felizes, os takes são visualmente bem ricos em fotografia e as filmagens dos relatos, são bem feitos também... Assim como a famosa escalada final a rocha El Capitain (Gigantesca), você sente que os próprios profissionais da gravação estão tensos com a subida de Alex, isso é muito de uma direção de qualidade, já ambos diretores (Elizabeth e Jimmy) tem experiência em outro documentário do gênero chamado Meru. Free Solo como documentário entrega algo bem mais cinematográfico do que muitos longas-metragens por aí. Mostra uma jornada que não é só de superação, e sim, de um prazer de vida daquela pessoa, dentro de imagens e edições que consegue de forma tranquila, entregar uma bela narrativa de alguém que alcançou algo que lhe faltava, mesmo já tendo conseguido outros feitos parecidos até então. Ficou muito bom.
 
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