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terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Crítica Home Vídeo: Mogli - Entre Dois Mundos

(Um Mogli mais sombrio e realista)


Sinopse: Nas Florestas da Índia vive Mogli (Rohan Chand II)  que perdeu os pais quando bebê pelas garras do temível tigre Shere Khan (Benedict Cumberbach, Doutor Estranho). O pequeno foi resgatado pela pantera Bagheera (Christian Bale, Batman Begins) e deixado para ser criado por uma alcateia de lobos e pelo urso Baloo (Andy Serkis, Planeta dos Macacos: Guerra) e sobe o olhar da cobra Kaa (Cate Blanchett, Blue Jasmine). Mogli já mais crescido precisa passar no teste para saber se ele pode andar com os lobos, mas o perigo de Shere Khan é imediato, além disso, as diferenças dele para os animais podem ser determinante para que ele vá ao encontro dos humanos que estão na floresta. Elenco ainda tem Naomie Harris,  entre outros... Direção do próprio Andy Serkis com Roteiro de Callie Kloves. Produção da Warner Bros. Pictures e Distribuído exclusivamente pelo serviço de streaming da Netflix.

 Homem Vídeo 006: Mogli - Entre Dois Mundos (Mowgli: Legend of the Jungle) 



As comparações com Mogli da Disney de 2016 são inevitáveis, ainda mais lançado tão pouco tempo depois, por isso virou um longa-metragem para serviço de streaming, pois iria confundir o grande público, fora que os efeitos do live action da Disney dirigidos por Jon Favreau são excepcionais, não menos que venceu o Oscar 2017 de Efeitos Visuais, já aqui nem tanto (explicarei mais abaixo do texto). Pelo menos metade do filme é praticamente a mesma coisa do seu antecessor, Mogli treinando, aprendendo a ser lobo e com Shre Khan na espreita... Muda uma coisa aqui ou ali, como por exemplo Baloo já está entre os lobos como professor, a Kaa é menos perigosa ao menino, mas na essência é a mesma coisa. Mais para frente que tem um diferencial grande que é a interação com humanos, coisa que não tinha no outro, temos um caçador e com Mogli experimentando a vida entre os seus de origem até que ele tem que decidir qual lado ficar. Tudo isso dentro de uma narrativa agradável que se percebe o esforço em tentar em pequenos caminhos dos personagens a se desvencilhar do seu primo Disney.


A opção foi para um caminho mais sombrio e realista, os animais têm aspecto menos amáveis, são sujos e muitos parecem que estão doentes de sarna e tal... Apesar de uma bela fotografia da floresta como se era esperado, toda direção de arte trás uma ambientação bem extrema, não são poucas as vezes que você enxergar as moscas passando e ainda os ferimentos nos bichos são expostos, não é nada assustador, mas nem de perto engraçadinho, por isso, nem musiquinha tem ou outros momentos fofos. A parte dos humanos tem uma boa estruturação, mas não fecha bem, pois temos uma construção de relacionamento do Mogli com eles, inclusive com o caçador, mas na hora de fechar a história tudo fica muito espaçado. A ideia de contar a jornada de uma forma mais realista e passar a sensação de perigo imediato ao menino em partes funciona e outras não, você na maioria do tempo não tem a sensação que ele pode morrer, mesmo machucando-se o tempo todo. Apesar de um roteiro forte e conseguir passar de forma correta pelos seus três atos, mesmo assim falta uma empatia nos personagens devido a tanto realismo, pois a parte mais simpática é na aldeia dos humanos.


Partes de fotografia e direção de arte que já foram mencionadas, só cabem um adentro... Takes fechados demais em boa parte, não temos muitas cenas abertas para se ter uma visão melhor para contemplar o visual do filme. Isso pode ser explicado nos efeitos visuais, os animais são feios e até meio grotescos, dentro da proposta desse novo Mogli até se entende, mas os traços estão fracos, novamente fazendo a comparação, sai goleada para a Disney, aqui os bichos estão meio duros, exageram no preto e... Shere Khan, por exemplo, parece quadrado quando se vira para andar, não são bons efeitos especiais, deixam a deseja na parte dos animais. Sobre trilha sonora e tudo que envolve a parte técnica como a edição, por exemplo, estão boas, pois conseguem acompanhar o ritmo tenso e sombrio da história. O menino é bom ator, entrega um Mogli decente, na parte dos humanos os poucos que tem destaque como o Caçador, por exemplo, tem inicio promissor, mas fecham de forma acelerada suas participações. Mogli – Entre Dois Mundos é o primo menos famoso da produção Disney 2016, aonde comparações  não tem como deixar de fazer, mas apesar de entregar efeitos especiais que deixam muito a desejar no quesito movimentação e visual dos bichos, em contrapartida, entrega uma história tensa que segue seu caminho bem ciente do que se propôs a apresentar, que seria um Mogli com a maior intensidade possível. Ficou bom.

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