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sábado, 3 de novembro de 2018

Cinema 530# Sem Amor

Sem Amor (Unlovable)


Joy (Charlene deGuzman, uma das roteirista desse longa) é viciada em sexo, chegando no ponto de perder seu namorado Ben (Paul James), emprego e moradia devido a essa compulsão sexual. A vida dela muda quando ao entrar em um grupo de ajuda, a garota é apadrinhada por Maddie (Melissa Leo) que convida ela para morar na casa da sua avó, aonde também reside seu irmão mal humorado Jim (John Hawkes, de Três Anúncios para um Crime e Everest). Agora Joy irá aprender a controlar seus impulsos através da amizade e da música ao lado do carrancudo Jim. Produção americana,  esteve em cartaz dentro da 42ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, do qual o Parsageeks foi credenciado. Direção de Suzi Yoonessi e por enquanto não tem distribuidora e com isso data de estreia em exibição normal nos cinemas brasileiros.


Pensa em algo bem superficial, sem intensidade e nem um pingo de vontade de se aprofundar ou se arriscar no tema do qual os próprios roteiristas escolheram, a ninfomania. Poderia praticamente passar na Sessão da Tarde (só corta umas pequenas cenas de alusão sexual e algumas com vibradores), pois a opção da trama é sobre uma garota com um vício sexual bem soft dentro de uma comédia mais soft ainda, você nem percebe que ela é viciada até a garota aparecer em uma reunião de auto ajuda para compulsivos sexuais. Todo o tempo você tem ela falando a si mesma que é ninfomaníaca, mas tem apenas 2 cenas pós sexo que ela aparece e depois se lamenta por recaída, parece que a história está com vergonha de tratar do assunto. Por outro lado temos o cara rabugento que tem seu coração amolecido pelo brilho e simpatia de Joy, dali cresce uma amizade de essência, nada sexual, com duas cenas você já mata esse plot também, praticamente é isso... ela se lamentando por ser viciada em sexo, mas sem fazer para tanto e também tem essa amizade com alguém carrancudo, segue assim sem um drama, pelo menos se tentou não conseguiu criar algo do tipo.


Visualmente o longa é satisfatório, bem colorido, leve, boa ambientação e inclusive montagem, não tem furos, mas também não tem muito o que complicar. A parte musical da banda de dois é ok, você não cansa assistindo, mas também deixa de prestar atenção com o tempo, pois é tão bobinha a história que chega a dar impressão que foi escrita por uma amadora. As atuações são de apenas quatro atores, restante são literalmente figurantes, claro que o melhor é John Hawkes, que apesar do seu personagem Jim ser  como muitos já visto, ele interpreta de forma bem cativante, restante vai no automático, inclusive a protagonista. Sem Amor peca feio no seu próprio objetivo de contar a história de uma ninfomaníaca com humor (nenhum esboço de risada se dar), parece ter vergonha do tema que escolheu e tenta no meio do caminho mudar para um história de amizade através da música entre uma garota feliz e um cara carrancudo, além outras sub tramas... mas tudo genérico, senão fosse pela direção de arte e John Hawkes, seria uma tragédia total. Fraco.

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