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domingo, 7 de outubro de 2018

Cinema 515# Juliet, Nua e Crua

Juliet, Nua e Crua (Juliet, Naked)


Aqui temos a história de Annie (Rose Byrne, Vizinhos 1 e 2) que está em um relacionamento apagado com Duncan (Chris O´Down, O Lar das Crianças Peculiares), pois além do jeito opressor intelectual do seu namorado, ainda tem o fato dele ser mega fã do cantor Tucker Crowe (Ethan Hawke, Dia de Treinamento) que atrapalha a relação deles. Após receber uma fita com uma demo musical do cantor, Duncan fica furioso com indiferença de Annie sobre o conteúdo que ele considera especial do seu ídolo e logo após eles se separam, mas o inesperado acontece, Tucker fica amigo da Annie por mensagens e após se conhecerem, aquela mística toda de Duncan por ele pode ser bem diferente da realidade. Filme baseado no livro homônimo de Nick Hornby, com direção de Jesse Peretz e distribuição nacional pela Diamond Films.


Uma trama leve e ao mesmo tempo bem significativa no sentido do machismo ou até mesmo de uma superioridade intelectual que temos em Duncan, pois fica claro que seus desejos e hobbies estão acima da sua relação com Annie, isso já fica expressivo logo de inicio e aonde temos o plot para o que vem a seguir. A ideia de o quanto as pessoas mudam pelas outras, além da desmitificação do ídolo são bem trabalhadas, pelo menos dentro do possível, pois a história é cadenciada, já que até a entrada do personagem de Hawke nesse triângulo, tudo segue muito morno, com Annie ali presa naquela relação omissa e um Duncan bem chato divagando sobre seus conhecimentos e fanatismo por Tucker. A parte do cantor fica bem expandida, só que até demais, devido a vários acontecimentos do seu auge de palcos, a história tenta dar pequenos pontos de como ficou cada situação, mas a necessidade de incluir ele com o núcleo de Annie e Duncan da uma apressada nas coisas, nada que fique muito confuso, só precisava perder menos tempo de inicio e trabalhar mais esse lado familiar de Crowe.


A passagem de núcleos é tranquila, a edição é bem feita, ambientação urbana nada que chame atenção, trilha sonora são boas, até porque é uma história que tem como base um cantor, tecnicamente não chama atenção nem para o bom, nem para o ruim. Rose Byrne parece datada a fazer personagens femininas que precisa estar em uma relação, temos um Ethan Hawke descontraído e sem uma necessidade muito grande de sobressair-se já que seu personagem não o exige muito, fechando com O´Dowd que foi o melhor dos três, mesmo tendo em Duncan um cara muito chato, mas ele consegue expressar bem isso. Temos uma história bem dirigida, que demora um pouco para engrenar, mas segue bem sem maiores riscos, com um toque de humor bom e abordando assuntos comportamentais de um relacionamentos abusivo leve entre casais ou negligência arrependida entre pai e filhos de  forma tranquila, nada que encha os olhos, mas agradável de se assistir, ficou bom.

(Filme nota 3,5/5)
Visto em Cabine de Imprensa
Autor: Alan David

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