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terça-feira, 29 de outubro de 2019

Crítica Cinema | O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio

(O reencontro de dois ícones da cultura pop em um thriller de ação que impressiona)


Sinopse: Após os eventos de 'O Exterminador do Futuro 2', Sarah Connor (Linda Hamilton) salvou o futuro da humanidade derrotando a Skynet. Após isso, uma grande tragédia aconteceu com ela, coisa que a deixou décadas atormentada. Agora Sarah irá retornar a ação para ajudar Grace (Mackenzie Davis) que veio do futuro para proteger uma nova escolhida (Natalia Reyes) de um exterminador aprimorado (Gabriel Luna) enviado por uma nova ameaça cibernética do futuro, mas Connor precisará da ajuda de um antigo inimigo que ela odeia muito (Arnold Schwarzenegger) para lidar com essa situação. Elenco ainda conta com Enrique Arce, entre outros. Com direção de Tim Miller, a franquia de James Cameron retorna trazendo os icônicos Schwarzenegger e Linda Hamilton juntos novamente. Distribuição da Fox Film do Brasil. Estreia 31 de outubro de 2019.

O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio (Terminator: Dark Fate)


A história se passa depois do segundo filme (O Juízo Final em 1991), então o que veio a seguir (A Rebelião das Máquinas (2003), A Salvação (2009) e Gênesis (2015)) foram 100% descartadas (Sem contar a série de 2009 com Lena Headey como Sarah Connors, durou duas temporadas), como se não tivessem existido em prol de uma sequência coerente na jornada da Sarah Connor, sendo que faz muito sentido, dentro do que acontece logo no inicio de Destino Sombrio com a personagem. Quando uma franquia começa a sair dos trilhos com inúmeras sequências, chega um ponto que se volta tudo ou em um ponto de restauração onde as coisas ainda estavam funcionando (Vide Hallowen e agora Exterminador do Futuro, para casos recentes), mas sempre fica uma sensação estranha de quem acompanhou as histórias que foram jogadas no lixo da cronologia canônica. Para ser mais preciso desse sentimento, Gênesis de 2015 já tinha dado uma nova abordagem a franquia, inclusive com Schwarzenegger incluso ao lado de Emilia Clarke e Jai Courtney que fizeram um bom trabalho de ação em um roteiro funcional, mas foi descartado para dar uma sequência para o retorno de Linda Hamilton a franquia, tanto que, no longa anterior tinha grandes brechas para sequência. Nesse caso curioso, foi um quase reboot sendo que a produção anterior não foi abaixo da média. Dito isso, vamos entrar nessa nova incursão dentro da velha trama da franquia.


Todas as motivações da trama são aceitáveis... A função, dores e ódio contido na Sarah Connor... a jornada da Grace e a entrada do personagem do Schwarzenegger, todos conseguem cumprir bem suas tramas dentro dos três atos do qual são incumbidos... Eles fazem acontecer para que toda ação que é acima da média seja justificada e envolvente. O novo exterminador (Gabriel Luna) que é de um aprimoramento maior que os anteriores, continuam deixando a sensação que é praticamente impossível derrotá-lo, a diferença que esse é mais falante e até mais educado, não são poucas as vezes que ele interage com personagens figurantes e os agradece por informações, parece pouco, mas chama atenção em relação ao T-800 e o T-1000 que se tornaram os únicos exterminadores canônicos dentro desse novo filme. A ponta fraca fica para Dani Ramos, a escolhida, não tem estofo emocional e carisma para ser a protegida que evolui como guerreira, tanto sua origem do presente... como seu papel no futuro são muito imediatistas e mal desenvolvidos em alguns pontos. No mais, as sequências de ação são grandes e impactantes nos três momentos chaves da história; deixando tudo vistoso e bem claro que é a prioridade narrativa, já que a trama é bem superficial no sentido de ter um destaque no meio de tantas lutas e explosões. Para o grande público e na proposta oferecida, consegue ser acima da média. Ao fim, entrega uma conclusão senão totalmente satisfatório... fecha bem seus arcos, sem deixar grandes pontas para uma nova sequência, mas sabemos que teremos daqui a alguns anos é só questão de tempo...



Os efeitos visuais são ótimos, consegue se mesclar a uma boa trilha sonora (Tema clássico entra no tempo certo todas às vezes que chega arrepiar) com as cenas de ação que sem dúvidas, o grande destaque do filme. O roteiro não se arrisca muito, por isso não temos uma edição deficitária, apesar de fica muito no achismo a função da escolhida no futuro. Tim Miller entendeu bem o que fazer após a sequência de 1991 do qual é a base de Destino Sombrio, entrega o blockbuster padrão de ação, apesar que a batalha final que empolga em muitos momentos... poderia ser menor, pois 2h10 minutos de ação quase ininterrupta, tem hora que fica cansativo, vinte minutinhos a menos deixaria mais redondo. Sobre o elenco... Arnold Schwarzenegger entra no momento certo, não é o seu filme, e sim, mais um complemento importante para momentos decisivos, pois tudo se baseia nos fantasmas interiores da Sarah Connor de Linda Hamilton, essa consegue trazer agora em forma de veterana... a heroína necessária do jeito dela contra essa nova ameaça futurista. Mackenzie Davis consegue ser positivamente funcional, sua personagem é a de mais tempo em tela, funcionando como uma ferramenta importante e mesmo sem os holofotes dos dos cobrões no longa... ela entrega bem seu papel. Natalia Reyes não passa como guerreira evolutiva e por fim... Gabriel Luna faz um bom exterminador. Exterminador do Futuro: Destino Sombrio apesar de uns defeitinhos, entrega um thriller de ficção científica e ação em primazia, independente de ignorar alguns longas anteriores, partindo de onde partiu é totalmente bem conduzido a uma narrativa explosiva que entrega o que se propôs a fazer, ainda mais com seus dois personagens mais icônicos da franquia juntos novamente que estão perfeitos em suas jornadas no longa. Ficou muito bom.

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